7ª Sessão Ordinária - 05/03/2002
O SR. DEPUTADO RONALDO BENEDET - Sra. Presidente e Srs. Deputados, em nome da Bancada do PMDB, queremos prestar uma homenagem a todas as mulheres catarinenses, em especial as nossas Deputadas Odete de Jesus e Ideli Salvatti, exatamente, na Semana da Mulher, porque se avizinha o Dia Internacional da Mulher, dia 8 de março, véspera do meu aniversário.
Quero dizer que é uma satisfação, em nome da nossa Bancada, podermos falar do Dia Internacional da Mulher e fazermos esta homenagem.
Dizia-se, antigamente, quando a mulher tinha um emprego: “A minha mulher trabalha fora, aquela mulher trabalha fora”. Nunca se ouviu falar de um homem que trabalha fora. Por que há a expressão “mulher trabalha fora”? Porque a mulher já trabalha em casa, e muito. Têm os afazeres de casa cuidando da família e dos filhos. E quando tinha um emprego fora de casa, trabalhava fora também, além do trabalho em casa.
Fritjov Capra, no seu livro “A teia da vida”, em que fala sobre a questão de física e ecologia, diz: “a defesa da natureza, da nossa ecologia, começa exatamente no momento da libertação da mulher, da conquista dos direitos da mulher, em que a mulher começa a conquistar espaço, porque a natureza é feminina, o respeito a ecologia vem exatamente daquela que é como a natureza, que é mãe”.
Fritjov Capra fala exatamente que o ecofeminismo, a defesa da natureza veio exatamente no momento em que a mulher começa a ter os seus direitos garantidos, a conquista dos seus direitos.
Por isso, a libertação, a conquista dos direitos da mulher são exatamente um momento de transformação e, talvez até, de revolução na nossa era, na era contemporânea, na era do conhecimento, na era da espiritualidade que vivemos hoje, porque a mulher é muito mais espírito, sensação, emoção, sentimentos, enquanto, nós, homens, quisemos governar este mundo a ferro e fogo e com extrema racionalidade.
O mundo em que vivemos hoje de criminalidade é um mundo que tem ausência de mães em casa. Talvez seja por uma contradição que estejamos vivendo. É um mundo de seres humanos de pouco carinho das mães. Esta é uma das grandes razões da nossa criminalidade, já que este é um tema muito atual.
Nós precisamos, sim, mulheres, uma luta de espaço que dê direito àquelas que queiram optar pela vocação da maternidade para construirmos um mundo melhor, com seres humanos e com filhos que tenham mais carinho, que possam estar mais ao lado de suas mães, como diz a campanha da fraternidade desse ano, com a defesa dos povos indígenas e dos índios.
Conforme é mostrado nesta campanha o exemplo do filho do índio faz o equilíbrio da fertilidade exatamente porque está sempre aos braços da mãe e pode tomar o seu leite não quando ela lhe oferece, mas quando ele tem fome.
Mas dar oportunidade as mulheres neste ano, no Dia Internacional da Mulher, que se dê mais oportunidade ao fortalecimento da família, que a mulher possa ser mais mãe e que sociedade possa ser mais justa para a mulher ter o direito de ser mais mãe e poder dar mais a sua vida ao seu filho e que ele, através do sentimento da mãe, da mulher que lhe dá a vida, possa levar amor para o mundo, para a construção do mundo que sonhamos, para a construção de um mundo melhor.
Está nas mãos das mulheres a mudança do rumo deste mundo de violências para um mundo de paz, de harmonia, de sossego e de felicidade a todo o nosso povo, a nossa gente.
Recebam as mulheres desta Casa, tanto as Deputadas quanto as funcionárias, as nossas homenagens.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)