2ª Sessão Ordinária - 20/02/2002
O SR. DEPUTADO ONOFRE SANTO AGOSTINI - Sr. Presidente, Srs. Deputados, imprensa, visitantes e estudantes aqui presentes nas galerias, no horário do meu Partido não vou levantar e nem contrariar nenhuma tese. Quero apenas registrar que na semana que passou estive, em companhia do excelentíssimo Sr. Governador do Estado e de algumas autoridades, no Município de Frei Rogério participando da colheita da pêra japonesa e da inauguração da primeira parte do monumento chamado O Sino da Paz.
Lá em Frei Rogério moram sete japoneses descendentes do Japão, evidentemente, sobreviventes da bomba de Hiroshima. E o governo japonês doou o sino da capela de Hiroshima, onde a bomba explodiu, e ele está sendo colocado no chamado Monumento do Sino da Paz.
Recentemente, Srs. Deputados, estiveram aqui alguns desses sobreviventes da bomba fazendo uma exposição daquela tragédia acontecida em Hiroshima. O depoimento que prestaram sobre o que assistiram naquele episódio foi de emocionar qualquer um, como emocionou o excelentíssimo Sr. Governador e todos os presentes.
Mas o significado desse Sino da Paz, Srs. Deputados, é de muita importância, porque uma estudante da 7ª série ganhou um troféu pela autoria da frase que vai se tornar símbolo de Santa Catarina quanto à paz. E o Governador determinou que se fizesse adesivos com esta frase para serem espalhados em Santa Catarina.
E baseado nesta frase, o Governador do Estado instituiu que em Santa Catarina toda a segunda quarta-feira do mês será o Dia Catarinense da Paz. Toda a segunda quarta-feira do mês, nas escolas públicas ou particulares e nas repartições públicas, será comemorado o Dia Catarinense da Paz.
Diz a frase escrita por aquela estudante: “Procurei a paz por este mundo sem fim sem saber que na verdade ela está dentro de mim”.
Então, esta frase vai se tornar símbolo em Santa Catarina para que possamos comemorar a paz e para que nunca mais aconteçam outras bombas como as de Hiroshima e a de Nagasáqui. Mas também para que nunca mais aconteçam as bombas que explodem nas crianças, nos seqüestros. Essas não são bombas atômicas, mas são tão violentas como elas, porque tiram do meio da sociedade o jovem, a criança, o empresário, o trabalhador ou o policial por meio de violência.
Achamos que o Dia da Paz em Santa Catarina deveria ser comemorado todos os dias, Deputado Jaime Mantelli, porque senão vamos assistir a cenas como aquelas da morte dos dois Prefeitos, o Antoninho e o Daniel, como a violência do Prefeito de Camboriú. Também poderemos assistir a violência que ocorre todos os dias no trânsito, nas cadeias, nas penitenciárias e nas escolas.
Portanto, Srs. Deputados, se prestarmos atenção ao significado desta frase feita por uma menina inocente, veremos que realmente precisamos procurar a paz dentro de nós.
No momento em que encontrarmos a paz no nosso íntimo, nas nossas ações e nosso procedimento, temos certeza absoluta de que poderemos exigir também a paz das autoridades, da polícia, nos presídios e no trânsito; este trânsito que mata todos os dias, como o da BR-101, no trecho Sul, Deputado Manoel Mota, quando assistimos a tragédias e mais tragédias, além do trânsito das BRs-282 e 470.
Só assim os nossos filhos e as pessoas que nos cercam poderão ter paz; paz, Deputado Joares Ponticelli, quando a nossa integridade física, moral e ética não for agredida muitas vezes através da infâmia, da calúnia e do julgamento precipitado.
Essas agressões são feitas ao ser humano porque muitas vezes não olhamos para dentro de nós. A frase diz assim: Diz a frase escrita por aquela estudante: “Procurei a paz por este mundo sem fim sem saber que na verdade ela está dentro de mim”. E é verdade, Deputado! Às vezes a paz da consciência tranqüila do dever cumprido é a que precisamos para, ao colocarmos a nossa cabeça no travesseiro, podermos dormir, porque sabemos que nada devemos, como V.Exa. sabe.
Compreendo, Deputado, a situação dramática que V.Exa., Líder não só do Governo, mas Líder de uma região, está passando. Mas, por outro lado, compreendo que a sua serenidade e a sua tranqüilidade é o testemunho da sua inocência.
Por isso, desejamos que a paz, no seu íntimo, no seu coração, possa deixá-lo tranqüilo, porque V.Exa. nada deve.
Era esta a manifestação que queríamos fazer, principalmente em homenagem aos alunos que aqui estão. Gostaríamos de dizer que a paz do mundo primeiro está dentro de nós. Na hora em que tivermos paz e tranqüilidade no coração, poderemos exigir a paz dos outros.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)