89ª Sessão Ordinária - 20/11/2001
O SR. DEPUTADO NELSON GOETTEN - Sr. Presidente, companheiros Deputados, ocupamos o horário do Partido nesta tarde de terça-feira para, aqui desta tribuna, fazer alguns registros que, no nosso entendimento, são muito importante.
Ontem, ao acompanhar o Programa Estadual do PPB, eu me senti extremamente satisfeito de participar e de apoiar o Governo Esperidião Amin, acompanhando as suas realizações em favor de Santa Catarina.
(Manifestações das galerias)
O SR. PRESIDENTE (Deputado Francisco de Assis) (Faz soar a campainha) - Eu pediria à platéia que permita que possamos ouvir o Deputado!
O SR. DEPUTADO NELSON GOETTEN - Eu penso que esta é a Casa do Povo e que, democraticamente, todos têm a oportunidade e o direito de se manifestar. Também penso que todas as pessoas presentes são bem acolhidas, pois sempre aprendemos a respeitá-las. E acho que os servidores desta instituição importante, chamada Besc, merecem o nosso respeito, mas espero que eles me permitam poder externar aqui a minha opinião.
Então, quem não estiver satisfeito, por favor pode se retirar, que tem o caminho da porta para quem não estiver contente.
(Manifestações das galerias)
Lá fora é o lugar dos mal educados. Os educados, por favor, permaneçam! Quem veio aqui democraticamente, que permaneça, por favor, e os mal educados, aqueles que não estão dispostos a escutar, podem se retirar. Eu não quero ofendê-los com as minhas palavras aqui.
É por isso que muitos dos serviços públicos estão perdendo o respeito da sociedade.
(Manifestações das galerias)
É por isso que muitas empresas públicas não contam mais com o apoio da sociedade; é por isso que muitos movimentos grevistas não encontram mais solidariedade e apoio das pessoas.
É uma pena, porque são pessoas que usam do radicalismo, que não sabem o princípio da democracia e prejudicam a grande maioria, que é composta por pessoas de bem, que merecem o nosso respeito e que fazem parte de uma luta que deve ser reconhecida.
Agora, sempre tem aqueles elementos que acabam fazendo com que o seu radicalismo e as suas posições coloquem a sociedade contra eles e contra a instituição. Não é por acaso que estamos perdendo a maioria das empresas públicas brasileiras, exatamente porque a sociedade não suporta mais este tipo de radicalismo.
(Manifestações das galerias)
Mas vimos à tribuna para registrar o orgulho que temos de fazer parte deste Governo que resgatou o respeito à sociedade catarinense, que desenvolve a sua ação calcada, acima de tudo, em três principais alicerces: trabalho, acima de tudo economia, e também seriedade.
É neste momento em que convivemos com a situação, de novo, de denúncias em todos os cantos deste País, quando até o Partido dos Trabalhadores, que era aquele que se sentia no direito de avocar para ele o direito de atirar pedras nos outros; aquele que era o denunciante até ontem e a partir do momento que assume o Poder, a partir do momento que começa a administrar o País, começa também a mostrar que sofre do mesmo mal, que é atingido pelo mesmo vírus do sistema administrativo público deste País, que é o sistema da corrupção, que é o mal uso do dinheiro público...
Quando vemos o que está acontecendo no Rio Grande do Sul, com o Sr. Olívio Dutra, com o Partido dos Trabalhadores de lá, que está envolvido neste mar de acusações, entristece-nos muito, porque Santa Catarina já viveu esse episódio da falsificação, do uso de nome de pessoas indevidas, que foi o caso de Criciúma, para prestar contas e esquentar dinheiro.
Como também quando vemos o Décio Lima estar desenvolvendo uma ação, construindo obras de péssima qualidade, desviando recursos públicos, comprovadamente, pagando obras sem fiscalizar, usando o dinheiro da Saúde - nada mais perverso do que isso -, para se autopromover, pagando mais de R$60 mil para um radialista, isso nos entristece muito. Mas mostra um fato importante para todos nós: que ninguém é diferente neste País; que todos os Partidos estão sujeitos a conviver com a situação daqueles que fazem parte do grupo de administração: a de envolvimento em atos ilícitos, a de desvio de recursos ou a do vírus da corrupção.
Ficamos muito felizes porque aqui em Santa Catarina o Governador Esperidião Amin não passou em nenhum momento por qualquer dessas acusações. Ele nos orgulha, como também aos catarinenses, exatamente pelo seu estilo sério e responsável de governar.
(Manifestações das galerias)
É claro que há os saudosistas, aqueles que estão ansiosos para voltar ao tempo em que não podiam festejar o Natal e o Ano Novo com os seus salários. Claro que temos que respeitá-los, também. Por que pagar salário em dia? Para quê pagar 13º salário em dia? Para podermos festejar o final do ano com o nosso salário, que é um direito de cada um que trabalha... E há alguns que têm saudades do passado, claro, e temos que respeitar isso. É um desejo, uma vontade. Mas a grande maioria gosta de ser respeitada e é para essa grande maioria que governamos Santa Catarina, hoje; na busca de construir uma sociedade mais justa, mais responsável, é que nós hoje desenvolvemos os nossos esforçamos. É assim que trabalhamos hoje!
Por isso temos visto o desespero de alguns que estão vendo que a sociedade catarinense está satisfeita com a maneira do PPB e de seus aliados governarem. As pesquisas revelam que a maioria da sociedade catarinense está satisfeita e apoia o Governo Esperidião Amin.
(Manifestações das galerias)
E penso que é exatamente porque hoje este Governo desenvolve em Santa Catarina ações voltadas para os princípios básicos da sociedade. Primeiro investiu, como nunca se investiu neste Estado, na interiorização dos serviços da Saúde. Nunca se fez tanto, com tanta qualidade, e nunca se investiu tanto em Saúde como está se investindo em Santa Catarina.
Estamos felizes pelo que está se fazendo em Saúde. Queremos registrar o nosso respeito pelo trabalho do Dr. João José Cândido da Silva e de sua equipe, bem como pela sua dedicação. Reconhecemos o seu esforço e, acima de tudo, a sua competência, oferecendo hoje mais segurança à família catarinense na hora da doença e aproximando o serviço da sociedade. Que bom que o senhor faz esse trabalho e tem tanto conhecimento. Esperamos que continue assim.
À Secretária da Educação e do Desporto, Miram Schlickmann (nesse segundo e importante princípio da administração, que é investir em Educação), queremos dizer da satisfação pelo seu esforço, pela sua seriedade, pelo profissionalismo que está tendo à frente da Educação de Santa Catarina. Estamos iniciando e concluindo obras; melhorando a motivação do professor e respeitando-o mais.
Estamos hoje, com muita coragem, através do art. 170, repassando a 18 mil filhos de operários e de agricultores a condição de poderem cursar uma universidade, graças à decisão e à competência do Governador Esperidião Amin, que mandou para esta Casa e ela aprovou o art. 170. E a partir daquele momento, a partir da aprovação do art. 170, políticos não decidiam mais quem merecia a bolsa de estudos, e sim ela era decidida pelos alunos, pelos professores e também pela Ministério Público. Como foi importante esse gesto, porque ele dá mais respeito, impõe mais seriedade e, acima de tudo, é justo.
Em segurança, silenciosamente, o Secretário, Dr. Antenor Chinato Ribeiro, vem vencendo o desafio de aparelhar as Polícias Civil e Militar, juntamente com o trabalho que está sendo desenvolvido pelo Coronel Backs, hoje entregando mais 400 veículos para ter uma melhor infra-estrutura para desenvolver o trabalho nessa coisa que é tão importante na vida da sociedade, que é a questão da segurança.
Aos poucos estamos vencendo o desafio de oferecer segurança à família catarinense, mesmo sabendo que o problema da criminalidade hoje aterroriza o Brasil e o mundo. Portanto, Santa Catarina, que está dentro desse contexto, também enfrenta as suas próprias seqüelas e as suas dificuldades. Mas vencemos, e estamos vencendo, pela competência do Secretário Antenor Chinato Ribeiro.
Em agricultura o nosso orgulho é muito maior. Quando vimos o Governador Esperidião Amin ser reconhecido lá em Washington na viagem que fez, onde foi elogiado pelo Banco Mundial pela excelência dos projetos de Santa Catarina, por ele também ter resgatado a credibilidade do Estado de Santa Catarina, deixou-nos extremamente orgulhosos de ser catarinense.
(Manifestações das galerias)
E a agricultura está envolvendo projetos principalmente na recuperação do meio ambiente, projetos que oferecem condição de renda mínima ao proprietário rural e que oferecem a condição de o filho de agricultor poder continuar a sua atividade na agricultura. E agora através do Programa Microbacias II poderemos atender a mais de 150 mil famílias de agricultores em Santa Catarina, começando primeiro pela limpeza dos nossos mananciais, pela recuperação do nosso solo, pelo plantio de árvores, pela recuperação da mata ciliar e pela agregação de valores na propriedade rural.
O nosso querido companheiro Odacir Zonta nos orgulha muito pelo seu trabalho. É muito importante o trabalho que se desenvolve hoje, não só pelo Secretário da Agricultura, mas também pela sua equipe e pelas duas empresas, Epagri e Cidasc. E com relação à Cidasc eu quero aqui citar mais uma importante vitória de Santa Catarina: pelo sério trabalho que vem se desenvolvendo no decorrer dos anos, conquistamos o reconhecimento da qualidade sanitária no nosso plantel bovino em Santa Catarina.
Essa foi a grande vitória catarinense e esse, sim, é o marco que desenvolve cada vez mais as nossas agroindústrias e permite-nos abrir cada vez mais mercado mundial para os nossos produtos brasileiros.E isso é importante quando se administra com competência, com seriedade.
Também não poderíamos deixar de citar aqui a importância do trabalho desenvolvido pelo Secretário Leodegar Tiscoski. Começamos novamente a iniciar um programa de obras em Santa Catarina, recuperando as nossas estradas, implantando novas rodovias, que já estávamos ansiosos para ver acontecer isso. São 2.500 quilômetros de rodovias que ainda precisamos em Santa Catarina. E acima de tudo agora, com a competência do nosso Secretário, vamos conseguir novamente poder ver isso acontecer em Santa Catarina de novo. Então, graças à competência, à seriedade do nosso Governo e, acima de tudo, também do nosso Secretário Leodegar Tiscoski.
Encerrando meu pronunciamento nesta tarde, quero dizer que eu, como cidadão brasileiro e catarinense, como cidadão que também tem a proteção da lei que diz que todos são iguais perante ela, não consigo aceitar movimentos como esses que radicalizam! Quem tem o direito de fechar uma agência de banco? Quem tem o direito de fechar uma universidade? Quem tem o direito de fechar um INSS?
Este Brasil, realmente, desrespeita a grande maioria em favor de uma minoria que radicaliza, que tem privilégios e direitos demais e que conta com o acovardamento do Poder Judiciário e do Poder Público, porque se não existisse acovardamento por certo o cidadão teria que ser respeitado! Como pode um pensionista ter que esperar?! Como pode um cidadão aposentado ter que esperar?! Como pode um cidadão estar há mais de 90 dias numa fila do INSS esperando para ser atendido?!
Só em um País sem respeito às leis, com radicalismo, com uma Justiça fraca, com um Governo covarde, é que se pode permitir uma barbaridade dessas em que o mais sofrido... Porque só vai para a fila do INSS o sofredor, o trabalhador, porque esses que estão fazendo esse movimento não precisam ficar na fila do INSS porque têm seus próprios fundos de pensão, têm suas próprias garantias e sua estabilidade. Mas a maior massa do povo catarinense e brasileiro precisa ficar na fila do INSS, pois precisam e se ocupam daquilo.
É lógico que também nas universidades... E esta é a outra vergonha da Nação brasileira, porque dá estudo de graça para quem tem dinheiro e o filho do operário e do agricultor tem que pagar o seu curso nas universidades particulares. Mas, infelizmente, a omissão, a covardia e a insensibilidade dos Poderes Públicos deste País dão estudo de graça para aqueles que têm dinheiro para mandar os seus filhos fazer os melhores cursinhos deste País, e, portanto, são eles que passam nos vestibulares dessas universidades federais.
Agora, àqueles que têm que passar o dia esfolando o umbigo num balcão para trabalhar e poder estudar à noite, só resta o estudo pago nas universidades.
É verdade que esse sistema financeiro tem que acabar, porque o Governo tem que cuidar de Segurança, de Saúde, de oportunidades e de Educação! Por que não vemos o Bradesco e o Itaú fecharem? Por que não vemos greve nestas instituições? Por que só as instituições públicas têm problemas?
Agora, eu queria que fosse comparado o salário de quem trabalha em um sistema financeiro público com o de um sistema financeiro privado! Precisávamos comparar o salário dessas pessoas, porque aí a sociedade começaria e se enojar ainda mais disso!
Não aceito quando se tira o direito das pessoas! Movimento que respeita a todos, é bem-vindo! Mas o movimento tem que aprender a respeitar o direito dos outros! Agora, quando são só eles, quando radicalizam, quando não têm respeito pelos outros, é esse tipo de movimento que ofende, que agride e que denigre as instituições das quais fazem parte!
Os meus respeitos aos bons servidores, aos servidores sérios! A minha luta é sempre por aqueles que merecem. Mas também o meu repúdio aos radicais, pois são esses que envergonham a classe! É esse tipo de gente que está levando à banca rota o Poder Público. São eles que estão trabalhando e atirando no pé! É por isso que eles não encontram mais o apoio da sociedade! Que feio para vocês! Estão ficando sozinhos, estão ficando em um número reduzido e passando vergonha! Não têm mais poder de mobilização, então vão para a radicalização, como a única saída.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)