Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Ff

99ª Sessão Ordinária - 22/09/1999

O SR. DEPUTADO ADELOR VIEIRA - Sr. Presidente e Srs. Deputados, como havia prometido ontem, retorno a esta tribuna para fazer algumas considerações sobre a árvore, já que ontem foi comemorado o Dia da Árvore.

Antes, porém, aproveitando a falação do Deputado Ronaldo Benedet que me antecedeu nesta tribuna, em relação ao Jornal Informativo desta Casa, eu também quero me associar às manifestações do Deputado fazendo apenas mais uma referência a um grupo de colaboradores, também coordenado pelas jornalistas Eloá, Jamile e tantos outros, mas que talvez por falta de tempo ou mesmo falta de lembrança V.Exa. não tenha citado, que são os jornalistas que cobrem as nossas Bancadas, que nos assessoram e que têm dado uma colaboração inestimável nesse processo.

Eu sou testemunha disso, porque a assessoria da Bancada do PFL está sempre cobrando matérias, artigos, etc. E isso é muito importante, é fundamental para que nós possamos desenvolver o nosso trabalho. Oxalá assim também seja na questão da TV Assembléia e da Rádio Assembléia, que nós estamos trabalhando junto ao Presidente, à Mesa e a todos os demais Deputados para vê-las implantadas.

Portanto, parabéns a todos aqueles que direta ou indiretamente estão dando essa grande contribuição não só ao Parlamento e a nós Deputados, mas também ao Estado de Santa Catarina.

Voltando ao assunto a que me propus tecer considerações neste dia, gostaria de apresentar um poema e depois uma reflexão sobre a árvore a V.Exas., a fim de que fique registrada a nossa satisfação pelos atos comemorativos ao Dia da Árvore. O poema é de autoria de João Raymundo Costa Filho e diz assim:

(Passa a ler)

"Permita-me apresentar-me

Meu nome é ÁRVORE

Por favor.

Olhe pra mim.

Tente me conhecer.

Tente me entender.

Mesmo feia, mal formada, fraca ou forte

Existo para servi-lo. Não lhe dou trabalho.

Sou sua amiga qualquer que seja o meu porte.

Dou a você oxigênio puro.

Dou-lhe também sombra, alimentos e remédios.

Peço-lhe. Não me maltrate.

Não posso me defender.

Sou fixa, grudada ao chão. Sou presa.

Quando atacada

Sofro, choro, grito e você não me ouve.

Por favor, defenda-me do fogo, do machado,

Da erosão e das podas que me decepam.

Saiba que como você, tenho infância, juventude e vida útil adulta.

Por isso não me corte, não me mate.

Deixe-me viver até que fique velha.

Só então use-me para o bem. Mesmo depois de morta tenho pavor ao fogo.

Se ainda existe dúvida sobre quem eu sou, tenho fonte de referência.

Procure o IBDF em qualquer parte do Brasil.

Não se esqueça, sou protegida pelo Governo Federal.

Sou um bem social. Estou sempre ao seu lado. Proteja-me.

Obrigada."

Este poema, Srs. Deputados, traduz muito bem o sentimento da árvore.

Mas para complementar a reflexão sobre o Dia da Árvore, gostaria de apresentar aqui mais um trabalho, esse de autor desconhecido, mas que julguei muito interessante, que narra a história de três árvores.

(Continua lendo)

"Havia no alto da montanha três árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes.

A primeira olhando as estrelas disse: ‘eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros’.

A segunda olhando o riacho suspirou: ‘eu quero ser um navio grande para transportar reis e rainhas’.

A terceira olhou para o vale e disse: ‘eu quero ficar aqui, no alto da montanha e crescer tanto que as pessoas, ao olharem para mim, levantem os olhos e pensem em Deus’.

Muitos anos se passaram e certo dia três lenhadores cortaram as árvores, todas as três ansiosas em serem transformadas naquilo que sonhavam, mas os lenhadores não costumavam ouvir ou entender os sonhos... Que pena! A primeira árvore acabou sendo transformada em cocho de animais coberto de feno.

A segunda virou um simples barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias.

A terceira foi cortada em grossas vigas e colocada de lado num depósito.

Então, todas perguntaram desiludidas e tristes: ‘por que isso?’ Mas, numa bela noite, cheia de luz e de estrelas, uma jovem mulher colocou seu bebê recém-nascido naquele cocho de animais e, de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo.

A Segunda árvore acabou transportando um homem que terminou dormindo no barco mas, quando a tempestade quase afundou o barco, o homem levantou e disse: ‘Paz’ e, num relance, a segunda árvore entendeu que estava transportando o Rei do céu e da terra!

Tempo mais tarde, sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. Logo sentiu-se horrível! E cruel.

Mas, no domingo seguinte, o mundo vibrou de alegria e a terceira árvore percebeu que nela havia sido pregado um homem para salvação da humanidade e que as pessoas sempre se lembrariam de DEUS e seu Filho ao olharem para ela.

As árvores haviam tido sonhos e desejos... Mas suas realizações foram mil vezes maior do que haviam imaginado.

Portanto, não importa o tamanho do seu sonho, acreditando Nele a vida fica mais bonita e muito melhor de ser vivida."

E viva o Brasil, com as nossas árvores!

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)