Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

89ª Sessão Ordinária - 19/10/2010

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, pessoas que nos acompanham pela TVAL e ouvintes da Rádio Alesc Digital, quero fazer coro à última parte do discurso do deputado Nilson Gonçalves e dizer que daria para diminuir umas 20 dessas SDRs. Tirando umas 20, sobrariam 16, e seria preciso andar menos de 100km para chegar até a primeira, deputado Kennedy Nunes. Há 36 SDRs, se forem tiradas 20, sobrariam 16 e ninguém precisaria caminhar mais que 100km para chegar à primeira SDR.

Então, se o governo eleito está falando - isso foi divulgado na imprensa - que vai enxugar a máquina, queremos dizer que concordamos, desde que seja no sentido de dar uma enxugada nesse "cabidaço", diminuindo umas 20 SDRs. Eu acho que daí vai sobrar um pouco mais de dinheiro para a saúde, para a educação e para a segurança pública.

Por falar nisso, também foi citado pelo deputado Serafim Venzon o caso de uma senhora que terá de ficar dois anos na fila de espera para fazer uma cirurgia de câncer no estado. Isso não é novidade, pois esses fatos já foram registrados nesta Casa. Mas quero dizer também, para quem não sabe, que o tratamento do câncer em Santa Catarina já é feito por gestão privada há bastante tempo, porque parece que estão querendo emplacar o discurso novamente, é a cantilena dos últimos 20 anos, de que o serviço público não funciona.

Então, é preciso passar para o setor privado, para administrar os serviços? Não, pois esse serviço que trata de pessoas com problema de câncer, como esse daquela senhora que está há dois anos esperando na fila, já é gerenciado por um grupo privado há vários anos em nosso estado. Só para registrar, o Cepon é administrado pela Fundação de Apoio ao Hemosc e ao Cepon. O tratamento de câncer já é privado em Santa Catarina, evidentemente que com o dinheiro público, mas a gestão é privada.

Assim sendo, eu quero registrar e dizer que devemos parar de trabalhar aquela tese de que o que é público não funciona, pois o Cepon é administrado por um grupo privado, com dinheiro público, há muitos anos, no estado de Santa Catarina.

Nesta minha fala quero também registrar a nossa tristeza, deputado Flavio Ragagnin, pelo falecimento do deputado Lício Mauro da Silveira. Nos dois anos que atuamos juntos aqui como deputado eu aprendi a respeitá-lo. Não obstante as diferenças programáticas, ideológicas e partidárias, aprendi a respeitar o nobre deputado nesses dois últimos dois anos, mais do que já respeitava.

Em 2006, quando não foi eleito, ficando de primeiro suplente, e eu fui eleito, ele registrou a sua alegria com a nossa eleição. E eu tive a oportunidade de dizer isso não para retribuir, mas para ser sincero na alegria que tive quando o referido deputado foi eleito nesta eleição de 2010, porque foi um aliado na Assembleia Legislativa na defesa do serviço público. Ele se aprofundava nas questões de educação como professor que era, esteve nas trincheiras junto com os trabalhadores da Celesc contra a privatização no ano passado e nos primeiros seis meses deste ano.

Ele, de forma muito sensata, esteve conversando até mesmo com o ex-presidente da Celesc, dr. Eduardo Pinho Moreira, que era do partido oposto, para estabelecer aliança para defender a Celesc pública. Nós sabemos que a Celesc passou por riscos ao longo deste ano, e o deputado Lício Mauro da Silveira, que já trabalhou naquela empresa, ficou junto conosco e com os trabalhadores celesquianos.

Portanto, quero registrar a nossa tristeza pelo falecimento do deputado Lício Mauro da Silveira. Sem nenhuma intenção acredito, sinceramente, que perdemos um dos melhores deputados desta Casa - e não estou dizendo isso porque faleceu, pois já falava isso antes para ele quando estava vivo e para aliados dele - na última sexta-feira, o que é uma perda também para todo o estado de Santa Catarina.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)