31ª Sessão Ordinária - 27/04/2010
O SR. DEPUTADO DIETER JANSSEN - Sr. presidente, srs. deputados, o que nos traz a esta tribuna na tarde de hoje é querer colocar uma situação que atinge todo o nosso estado, mais especificamente a região de onde podemos trazer o fato para ser discutido na Casa.
Nos próximos dias, nas próximas semanas, estaremos encaminhando uma indicação com relação ao efetivo da Polícia Civil, pois estivemos nessa última semana visitando os policiais civis da nossa região e estamos muito preocupados.
Temos diariamente a convivência nas ruas do município com a questão do crack. Vemos nas ruas jovens que estão consumindo crack, aqui, no nosso estado. Portanto, não é apenas a questão do policiamento, a questão da segurança em si.
Temos nesta Casa um projeto que já foi encaminhado ao nosso governador do estado, no sentido de apoio a uma casa de apoio às pessoas que estão envolvidas com a questão da droga; por isso, queremos que o nosso governador, diante de toda essa tensão, destine recursos para que possamos fazer esse acompanhamento com esses jovens. É um valor de aproximadamente R$ 200 mil, que será doado à Casa de Apoio Padre Aloísio Boeing. Inclusive, o terreno já é de propriedade da casa de apoio, e esse recurso será utilizado na construção de parte dessa casa de apoio.
Quanto à questão da Polícia Civil, em Jaraguá do Sul, temos três agentes investigadores, mas um está pedindo transferência. No município de Jaraguá do Sul estamos somente com dois investigadores fazendo esse trabalho. No município de Schroeder, anexo a Jaraguá do Sul, temos apenas um investigador fazendo todo o trabalho também com relação aos automóveis, à parte de emplacamento. Ou seja, os dois precisam desdobrar-se para fazer as investigações nas questões dos roubos, das drogas e também nas questões voltadas ao Detran.
Sabemos também da superlotação do presídio em Jaraguá do Sul. E esse é um assunto em que vou trabalhar paralelamente com a questão de segurança, já que a segurança vai ser uma das nossas bandeiras nesses dois meses nesta Casa, até porque temos acompanhado a questão das fugas, eis que tivemos uma das maiores fugas registradas nos últimos anos no estado de Santa Catarina. E é um fato que realmente não pode se repetir. Por isso, temos que ter a transferência de alguns presidiários, a criação de uma nova estrutura, para que essas pessoas possam passar por uma nova readequação.
Temos empresas parceiras em nosso município. Empresas que dão emprego a essas pessoas para que elas possam se reabilitar e voltar ao mercado de trabalho. Inclusive, a Casa de Apoio Padre Aloísio Boeing faz um trabalho psicológico, também faz a parte de reinserção desses jovens na nossa sociedade; daí a importância de o estado de Santa Catarina colaborar com a nossa região.
Pelas nossas andanças pelas ruas do município, temos situações diárias de pessoas que consomem crack à luz do dia. Em plena segunda-feira, pela manhã, presenciamos jovens consumindo essa droga, e isso nos preocupa muito. São jovens dentro de uma cidade que tem emprego, trabalho, mas que daqui a pouco deixarão de trabalhar, não tendo estímulo para procurar um novo trabalho.
Então, isso nos deixou bastante triste e preocupado. E uma das nossas bandeiras é trabalhar durante esse pequeno período de dois meses que estaremos nesta Casa e brigar também com relação à infraestrutra e à saúde de todos os catarinenses, entre outras questões.
Mas o primeiro assunto que nos traz a esta tribuna é a questão da quantidade e da qualidade da segurança. Qualidade até temos, e conversamos com o delegado de Jaraguá do Sul, na sexta-feira, a esse respeito e há por parte dele um interesse muito grande na resolução dessas questões, pois o problema, realmente, é a quantidade de efetivo. Precisamos de mais mão de obra, inclusive fomos informados de que agora, no mês de julho, o estado irá chamar o terceiro e o último grupo de pessoas que passou no concurso da Polícia Civil, e precisamos que o governador veja a nossa região com bastante carinho.
Tenho certeza de que as outras regiões do estado estão com o mesmo problema, mas na nossa região há apenas duas pessoas, sendo que uma pediu transferência, para fazer o papel de investigação da Polícia Civil de por onde é que está entrando a droga no nosso município. Realmente é uma tarefa muito difícil. Essa é a nossa primeira bandeira.
Acompanhamos, diariamente, pelos jornais o que chamo de apagar o fogo, que é pegar a pessoa na rua, que está consumindo, em plena luz do dia, a droga, como acabei de colocar. Mas temos que fazer uma investigação mais séria, para saber qual é o caminho e como está vindo para o nosso estado a droga. Até ontem li nos jornais que em Brasília existem frentes parlamentares envolvidas nessa questão do crack.
Penso que esse é um assunto que esta Casa tem que trabalhar bastante e o deputado Dieter Janssen, junto com os demais deputados, vai tentar levantar essa questão com mais qualidade, para que tenhamos condições de, nesse período curto, conquistar alguma coisa para Jaraguá do Sul e para toda a região com relação à questão da quantidade do policiamento civil para o trabalho de investigação.
Muito obrigado!
(Palmas)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)