6ª Sessão Ordinária - 17/02/2010
O SR. DEPUTADO CESAR SOUZA JÚNIOR - Sr. presidente, srs. deputados, todos aqueles que nos acompanham pela TVAL nesta quarta-feira de cinzas, servidores desta Casa, muito já foi dito aqui sobre o Carnaval de Florianópolis e de todo o estado. Vários colegas se pronunciaram, eu assino embaixo e endosso todas as manifestações dos deputados Sargento Amauri Soares, Marcos Vieira e do nosso ex-prefeito Edison Andrino, que salientaram a beleza do nosso Carnaval.
Quero cumprimentar a Escola de Samba Embaixada Copa Lord, a campeã do nosso Carnaval, da tradicional comunidade do Morro da Caixa, escola que faz parte da essência dos festejos de Momo florianopolitanos.
Quero cumprimentar a Protegidos da Princesa, a nossa decana entre as escolas, aquela que mais vezes foi campeã e que apresentou um desfile muito bonito; cumprimento a União da Ilha da Magia, que certamente já entrou no rol das grandes escolas de Florianópolis, com um trabalho muito bem conduzido sobretudo por aquela juventude da nossa Lagoa da Conceição; quero cumprimentar também pelo belo desfile a Unidos da Coloninha, que veio muito bem, linda, teve um pouquinho de dificuldade com um carro, mas da qual a comunidade guerreira do Estreito pode orgulhar-se; assim como a Consulado do Samba, que fez um belíssimo desfile.
Esse negócio de último lugar em Carnaval é meio injusto, não deveria haver! A nossa Consulado do Samba fez um belo desfile, tem um trabalho social forte, ela que nasceu com os cariocas da Eletrosul, que se juntaram à comunidade da Caieira e do Saco dos Limões, fazendo crescer uma escola que revolucionou o Carnaval de Florianópolis.
Quero destacar, srs. deputados, o trabalho que as escolas fazem e que aparece naquela 1h20 de avenida, mas que tem uma base muito forte, fincada também no trabalho social desenvolvido por elas. Trabalho, inclusive, que precisa ser mais bem aproveitado pelo poder público.
Nós sabemos do trabalho de todas as escolas. É preciso, pois, integrar os programas oficiais de assistência social, de promoção, de educação de jovens com a atuação das escolas de samba. São grandes marcas, marcas fortes que conseguem catalisar, unir a comunidade e que podem, sim, ser mais bem utilizadas pelo poder público na grande tarefa de fazer uma política social inclusiva, que gere oportunidades em todas as comunidades, sobretudo naquelas mais carentes da nossa Florianópolis.
Srs. deputados, tivemos um belo Carnaval também em São José e em Palhoça. Quem sabe futuramente não possamos ter uma escola de samba oriunda de um desses municípios ou dos dois, que possam desfilar e abrilhantar a festa, ficando a região da Grande Florianópolis com pelo menos sete escolas. Base comunitária, vontade e samba, Palhoça, São José e Biguaçu também têm.
Mas, srs. deputados, quero também colocar um outro fato sobre o qual precisamos refletir. O nosso desfile de Carnaval atingiu um patamar invejável! Entretanto, ele é ainda pouco vendido como produto turístico fora do estado. Tivemos a oportunidade, nesse desfile, de trazer alguns amigos de outros estados, que vieram para Florianópolis pensando mais nas praias do que no Carnaval, mas quando viram aquela maravilha, disseram: "Meu Deus, isso aqui precisa ser divulgado para o resto do Brasil!"
Então, precisamos avançar e transformar o desfile das escolas de samba num grande atrativo para o turista vir a Florianópolis. A festa é muito forte junto à comunidade local, mas é uma festa tão bonita que precisa ter uma gestão mais profissional para atrair o turista. Temos que explorar o Carnaval como um produto turístico de Florianópolis.
Quero destacar também a organização, que foi impecável; a segurança, que funcionou muito bem nos desfiles dos blocos. Queriam cancelar os blocos por falta de segurança, mas o que vimos não permite que soneguemos à comunidade o direito de brincar o Carnaval. O estado tem, sim, que assumir a sua responsabilidade e garantir segurança para que as pessoas possam ocupar os espaços públicos!
Então, bastou dar segurança que tudo funcionou bem. Os bailes transcorreram com normalidade. O fato negativo ficou por conta do falecimento de uma cobradora no Tican, terminal de Canasvieiras, mas aquilo poderia ter acontecido em qualquer época do ano. No entanto, ficou claro que há necessidade imperiosa de qualificar a segurança nos terminais, tanto no Ticen quanto nos demais terminais de integração de Florianópolis. Não dá para admitir que a segurança de um espaço como o Tican, por onde passam diariamente 60 mil clientes do transporte coletivo, tenha apenas um vigilante desarmado para cuidar da segurança. Vigilante não cuida da segurança, vigilante cuida do patrimônio.
O que eu defendo, srs. deputados, e esta Casa tem que entrar nesse debate, é que tenhamos postos policiais nos terminais de integração do transporte coletivo. São locais por onde passam milhares de pessoas e a soma de todos os usuários deve ultrapassar 300 mil. São polos nos quais as pessoas transitam, buscam serviços, há lanchonetes e tem que existir um posto de segurança avançado da Polícia Militar, para garantir a tranqüilidade tanto dos trabalhadores como também dos clientes do transporte coletivo. Eu não gosto da palavra usuário, porque usuário supõe falta de direitos em relação ao direito do consumidor. Trato o usuário como cliente.
Então, parabéns a todas as escolas e aos blocos da região da Grande Florianópolis pelo belo Carnaval, mas ficam aqui os meus alertas: um em relação à segurança dos nossos terminais de integração e o outro em relação à melhoria dos profissionais que trabalham com o Carnaval, a fim de torná-lo um produto turístico com grande potencial na atração de visitantes para a capital turística do Mercosul.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)