Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Jaime Mantelli

13ª Sessão Extraordinária - 03/06/2008

O SR. DEPUTADO JAIME PASQUALINI - Sr. presidente, srs. deputados, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Digital Alesc, há um ditado em latim que diz urbi et orbi, para a cidade e para o mundo, o fato mais lamentável e marcante deste governo. E para v.exa., deputado Manoel Mota, não apenas as notas taquigráficas, mas a minha assinatura de tudo que falei, falo e repetirei.

O que está contido neste livro são provas, denúncias da maior gravidade que Santa Catarina, o Brasil e as instituições públicas haverão de tomar a devida providência. É corrupção no sentido mais denotativo e pejorativo da palavra! Quando aqui digo e reafirmo é para que v.exa. tenha preocupação; é para que v.exa., que é defensor das causas indefensáveis, possa vir aqui na tribuna em outro momento trazer argumentos mais sólidos para a defesa do seu governo - v.exa., que é um exímio defensor, um grande parlamentar com quem eu honro partilhar as cadeiras deste Parlamento.

Farei um histórico, para quem não sabe, não assistiu ou não entendeu o que esta havendo nesta Casa. No ano de 2006, o governador Luiz Henrique da Silveira precisava se reeleger a qualquer custo. Como, onde e por quê? A meta era divulgar a descentralização. Santa Catarina teria que saber que a descentralização deu certo. Quem faria isso? O nome da revista: Metrópole; o jornalista: Nei Silva, esse que hoje está preso.

Essa é a verdadeira corrupção por toda Santa Catarina. Esse jornalista que lá está preso... E temo pela sua vida e peço ao delegado Renato Hendges, o Renatão, que zele pela vida daquele homem, porque, com certeza, o Sindicato do Jornalismo tomará alguma atitude para desvencilhá-lo das grades porque ele está injustamente preso.

Ninguém faz extorsão se o livro já está publicado! Ninguém faz extorsão com um ex-funcionário do governo, ex-coordenador de Fiscalização e Orçamento que estava lá em Brusque! Isso não é extorsão; isso é cobrança de um direito de um trabalho que ele fez para tentar reeleger o governador que acabou sendo reeleito! Isso é corrupção, como já disse, no sentido mais denotativo da palavra.

Então, o governador contratou verbalmente, mas contratou, pagou parte da dívida para que a Metrópole divulgasse os seus atos, a sua fatídica e falaciosa descentralização! E foi campeão do estado de Santa Catarina com 100 outdoors, ouvidorias, pesquisas jamais registradas na Justiça eleitoral. Para quê? Para tentar divulgar a idéia de que a descentralização deu certo.

"Como pagar isso"? O governador teria dito.

Olhem o que o governador disse - o homem tem tudo gravado, deputado Manoel Mota; está tudo gravado e documentado - para os seus discípulos:

(Passa a ler.)

"Quero apoio irrestrito para essa publicação. Conto com todos vocês, precisamos de R$ 500 mil e, se sendo governo não conseguirmos levantar esses recursos, que governo será este? Quem for contra mim que se manifeste agora."[sic]

Parecia César falando aos seus senadores. E eles arrecadaram não tudo, mas arrecadaram. E o homem quis cobrar o restante que faltava. E quando foi lá cobrar, armaram aquela maracutaia toda. O delegado Renato Hendges não sabia o que estava fazendo, estava cumprindo ordens, e prendeu em flagrante o pobre rapaz! Temo pela sua vida.

E isso, com certeza, deputado Altair Silva, trará muitos desdobramentos a partir de amanhã, porque Santa Catarina precisa de uma resposta, deputado Manoel Mota. Tenho certeza de que v.exa., pela ética e pela sua postura de homem público, com retidão e com lisura, fará de tudo para assinar esse pedido de CPI, pois se nada há de irregular, por que não fazer uma CPI?

Nós queremos uma CPI! Santa Catarina quer a verdade! Santa Catarina e os jornalistas querem a liberdade daquele homem para que ele possa falar a verdade para que possamos saber qual é o governo corrupto, qual é o governo que diz que faz, mas não faz. Nós estaremos vigilantes...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)