27ª Sessão Ordinária - 10/04/2008
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, venho também a esta tribuna para discutir a indicação.
O Sr. Deputado Darci de Matos - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Ouço, com muita honra, o eminente deputado Darci de Matos.
O Sr. Deputado Darci de Matos - Deputado Manoel Mota, eu não costumo citar o nome de deputados criando constrangimento. Fi-lo, citando o nome do deputado Kennedy Nunes, porque o deputado Kennedy Nunes pela vez primeira citou o meu nome. Então, eu estaria respondendo ao deputado Kennedy Nunes e às suas insinuações. Não costumo fazer porque acho deselegante criar constrangimento para os pares desta Casa.
Segundo: deputado Kennedy Nunes, eu não fugi no dia da votação - e talvez v.exa. não estivesse aqui naquele momento. Eu dei um aparte tentando pedir aos professores que estavam presentes que dessem a liberdade de nós, da base do governo, também nos pronunciarmos, e fui veementemente vaiado. Eu não fugi, eu falei. Como senti que não tinha condições de verbalizar nessa tribuna, não falei posteriormente.
Terceiro: deputado Kennedy Nunes, eu não fugi, eu votei favorável ao abono do Prêmio Educar. E vou votar favorável ao Prêmio Educar ou ao abono que o governador Luiz Henrique da Silveira haverá de mandar muito em breve para esta Casa. Talvez essa tenha sido a preocupação da Oposição.
Quarto, para encerrar, deputado Manoel Mota, quem foge é aquele que se abstém. O voto de abstenção é, no meu entendimento, um voto de falta de coragem, um voto de covardia. Ou vota-se a favor ou vota-se contra!
O deputado Joares Ponticelli foi corajoso, enfrentou, votou contra, divergiu, mas se posicionou. O deputado Kennedy Nunes lavou as mãos, a exemplo do que fez Pilatos: "Não sei, vou ver! Não sou contra, mas não sou a favor! Vou estudar"! Então, eu não fugi; eu votei favorável!
Muito obrigado!
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - O tempo é pouco e sobrou pouco para mim. Eu quero cumprimentar o eminente deputado Darci de Matos pela indicação; acho que a discussão é muito importante.
Penso que há parlamentares que se transformam quando vêem as galerias lotadas. Até parece que nunca foram governo e que são puritanos. Parece que se esqueceram de 2002, quando as moedas caiam ali. Coitado do pessoal que teve o trabalho de puxar com carrinho as moedas que eram jogadas nos parlamentares, porque descontaram os dias parados dos professores em 2002. Se estou mentindo, que me desmintam!
Agora, entendo que o governo fez o primeiro encaminhamento e vai fazer o segundo. Mas um parlamentar não poderia, num desrespeito total, jogar a população que ali estava contra os eminentes deputado Darci de Matos e Professor Grando. Acho que isso foi uma falta de ética, de cavalheirismo, de companheirismo. Penso que usaram politicamente as questões. Não se usou aquilo que é mais sagrado e democrático.
Por isto estamos tranqüilos: porque votamos a medida provisória do Prêmio Educar que vai atender os educadores que estão em sala de aula. Agora essa indicação irá ajudar, mas virá do governo outra solução para a questão dos aposentados.
Nós votamos de frente, e votar abstendo-se é esconder-se atrás do muro. O parlamentar tem que votar de frente, mostrando se é contra ou a favor. O deputado não pode ficar escondendo-se de uma ação.
Por isso aqui hoje é importante essa discussão para entendermos os fatos e dizer que eu não estou pedindo a cassação do deputado Joares Ponticelli, apesar de ele ter dito e de terem me colocado também na comissão de Ética. Mas devo dizer que um homem que é professor, que tem curso superior, deve fazer um estudo para usar um palavreado melhor e não dizer que o governador tem que sair no camburão da polícia. Isso não condiz...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)