77ª Sessão Ordinária - 09/09/2009
O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Sr. presidente, sra. deputada, srs. deputados, catarinenses que lotam as galerias da nossa Assembleia Legislativa e tantos outros que não puderam entrar pelo pouco espaço que temos, mas que nos acompanham pelos telões, tenho certeza de que especialmente hoje milhares de outros catarinenses, deputado Genésio Goulart, acompanham-nos ao vivo neste momento, através da TVAL e da Rádio Alesc Digital, em função dos projetos sobre os quais vamos deliberar hoje, que trazem tantos de tantas regiões do estado para esta Casa.
Aqui vamos discutir, debater e defender o nosso ponto de vista no momento adequado. Por isso, neste horário de Breves Comunicações, deputado Sargento Amauri Soares, quero trazer outros assuntos, porque a partir da Ordem do Dia vamos debater especificamente o projeto do salário mínimo regional.
Quero saudar os nossos vereadores Valtenir José de Mattia, Silvino Morelli e Edgar Preiss, que vieram de Nova Veneza para acompanhar a nossa sessão do dia de hoje, além de tantas outras lideranças que já vi aqui, de diversas regiões do estado.
O assunto que trago, deputado Sargento Amauri Soares, é o velho problema da insegurança que cresce a cada dia em Santa Catarina. E o relato que quero fazer hoje, deputado Lício Mauro da Silveira, dá conta do avanço do crescimento da violência e da insegurança já nas pequenas cidades.
Deputada Ana Paula Lima, a pequena, a pacata cidade de Treze de Maio, cidade da minha região, de um povo extremamente ordeiro, trabalhador, simples, que v.exa. bem conhece, deputado Genésio Goulart, dificilmente figurava, aparecia, nas páginas policiais com incidentes do porte que vimos na quinta-feira e infelizmente repetido na noite de ontem.
Na quinta-feira à noite, o empresário Laércio Menegaz, com a sua esposa, que é funcionária da Caixa Econômica Federal de Criciúma, foram abordados por dois marginais, na velha estratégia do uso da motocicleta, deputado Ismael dos Santos, que está virando o principal instrumento dos criminosos agirem com mais rapidez na nossa região.
Por isso, acho que vamos ter que retomar o assunto da identificação de capacetes. E daqui a pouco não sei se não vamos ter que partir para aquilo que outros países da América do Sul já fazem, ou seja, radicalizar na identificação.
CRISTINA - 07709-1 - ORDINÁRIA - REVISADA
Somente na cidade de Tubarão, neste ano, deputado Genésio Goulart, seis pessoas morreram quando foram alvejados por motociclistas. E até agora não se tem ainda notícias, à exceção de um caso, de quem praticou aqueles crimes. Sempre é a mesma estratégia: motoqueiro, com caroneiro, dispara a sua arma e acaba tirando vidas sem explicação.
Na quinta-feira à noite houve essa tentativa de assalto em que o empresário Laércio Menegaz por pouco não perdeu a vida. Graças a Deus, numa intervenção rápida do dr. Luiz Fernando e do prefeito de Tubarão, dr. Manoel Bertoncini, que depois de muito tempo voltou a assistir uma cirurgia, conseguiram retirar a bala e salvar-lhe a vida. Ele está no hospital ainda, mas deverá retornar breve às suas atividades.
Ontem, duas senhoras na pequena comunidade de São Sebastião, no município de Treze de Maio, tiveram a residência invadida e também foram vítimas, deputada Ana Paula Lima - agora está acontecendo nas pequenas cidades -, dessa violência que cresce desesperadamente em Santa Catarina.
Não se lê e não se encontra, por parte da secretaria da Segurança Pública, nenhuma explicação plausível para esse crescimento. O que se continua vendo, deputado Lício Mauro da Silveira, é o secretário e candidato Ronaldo Benedet cada vez numa campanha mais intensa por todo este estado, cada vez mais viaturas sendo trocadas, deputado Moacir Sopelsa, por votos, por apoios e cabos eleitorais. É a partidarização da polícia e da segurança de Santa Catarina.
Deputado Ismael dos Santos, tenho uma proposta de emenda constitucional tramitando nesta Casa que precisa andar. Nós não podemos mais viver essa situação de políticos comandando polícia. Isso não dá certo! Essa é a fórmula do fracasso! Não dá para misturar segurança com interesse pelo voto, deputado Genésio Goulart. Não dá certo isso. Segurança, polícia, tem que ser comandada por polícia! Não dá para misturar esses interesses. Quem tem interesse no voto não pode comandar uma instituição que tem a obrigação de manter a tranquilidade e a segurança das pessoas.
Deputado Sargento Amauri Soares, cada semana mais os nossos discursos intensificam-se. E cada vez mais vê-se aquele que deveria ser o principal agente da segurança dos catarinenses agindo apenas em favor da sua campanha de deputado federal. Até quando o governo vai fazer de conta que nada acontece, deputada Ana Paula Lima? Até quando vamos assistir a esse uso descarado da máquina da segurança para fazer política, ao invés de cuidar da segurança da gente catarinense? Não dá mais! Esse negócio vai explodir! A família catarinense está assustada e não suporta mais esses índices elevados de violência, agora já nas pequenas e pacatas cidades deste estado.
Até aqui, deputado Lício Mauro da Silveira, assustavam-nos os índices de crescimento da violência na Grande Florianópolis, Joinville, Blumenau e Chapecó. Aliás, em Chapecó as próprias entidades, as forças vivas da comunidade, já se dirigiram a sua excelência, o governador, pedindo providências, pedindo a despartidarização, pedindo a despolitização do comando da Segurança Pública de Santa Catarina. Mas não tem jeito, deputado Lício Mauro da Silveira, parece-me que o governo não consegue ouvir. Eu não sei o que mantém esse homem cada vez mais forte no comando da Segurança Pública, enquanto a insegurança e a violência crescem a cada dia em Santa Catarina. Eu não vou cansar de bater nessa tecla, porque é preciso que o governo acorde, deputado Dirceu Dresch, para o crescimento da violência em nosso estado que preocupa cada vez mais a família da gente catarinense.
Quero também, nesse momento de dor dos nossos irmãos, especialmente do extremo oeste, deputado Jorginho Mello, fazer menção a uma manifestação de solidariedade que queremos endossar. O nosso companheiro deputado Padre Pedro Baldissera desde ontem não comparece às nossas atividades e sabemos por quê. Ele, que teve a possibilidade de dirigir, deputado Antônio Aguiar, os destinos da cidade de Guaraciaba por seis anos consecutivos como prefeito, certamente deve estar acompanhando de perto a dor dos seus conterrâneos, a dor dos nossos irmãos de Guaraciaba e de diversas outras regiões de Santa Catarina.
Sinceramente, deputado Jorginho Mello, fico feliz por saber que foi aberta uma conta especificamente para atender aquela gente de Guaraciaba e certamente de outros municípios da região, porque os nossos irmãos do vale do Itajaí, deputado Kennedy Nunes, vítimas das enchentes do ano passado, continuam ainda em abrigos, deputada Ana Paula Lima, porque até aqui, passado quase um ano da tragédia do vale, não tivemos ainda a ação efetiva do governo para atender aquelas pessoas que continuam em abrigos.
Eu espero que o mesmo não ocorra com os nossos irmãos do oeste catarinense, e por isso quero solidarizar-me, neste momento, com a dor de tantas famílias do oeste catarinense por essa tragédia que, infelizmente, continua assustando o extremo oeste de Santa Catarina, especialmente.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)