Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Joares Ponticelli

73ª Sessão Ordinária - 18/09/2007

O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Sr. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, catarinenses que nos acompanham através da TV Assembléia Legislativa e público que participa da nossa sessão, num segundo momento, meu líder, deputado Kennedy Nunes, eu, que estou inscrito também em Explicação Pessoal, vou manifestar-me sobre a nossa grande convenção, realizada no dia de ontem.

Mas entendo que neste horário do partido, até para dar continuidade à nossa manifestação da última quinta-feira, é preciso ainda abordar um pouco mais esse tema que o Brasil inteiro está discutindo, especialmente depois da famigerada sessão ultra-secreta do Senado da República, que decidiu por manter na Presidência do Senado e no Senado da República o senador Renan Calheiros.

Tenho certeza de que todos os parlamentares, ao retornarem às bases neste final de semana, não ouviram outra manifestação da população que não o descrédito, o descontentamento, o repúdio, a impunidade consagrada na sessão secreta do Senado na última semana. Isso acaba por atingir todos nós. E são comuns manifestações equivocadas de pessoas que dizem não acreditar mais na política. Ou generalizadas, dizendo que todos se corromperam e que a esperança sucumbiu porque não há mais político de credibilidade.

É preciso separar muito bem as coisas. O momento que vivemos, deputado Manoel Mota, é extremamente preocupante, e os equívocos não ocorrem apenas no Congresso Nacional, lamentavelmente, deputado Kennedy Nunes. Aqui coisas condenáveis também acontecem. E quem vai falar sobre isso agora, deputada Odete de Jesus, não sou eu, o algoz da Oposição, mas peço a ajuda à nossa assessoria e peço a atenção de todos os parlamentares para assistirem a não mais do que dois minutos de entrevista, no programa Conversas Cruzadas, de um grande homem público deste estado, que peço seja transmitida agora a todos os parlamentares.

(Procede-se à exibição de vídeo.)

Essas são palavras de um homem de bem, e eu as uso para homenagear o velho MDB. Dejandir Dalpasquale é um homem que tem história em Santa Catarina. Foi deputado por várias vezes, secretário de estado, ministro de estado da Agricultura, senador da República, presidente estadual do partido, e fazer uma declaração como essa?! É preciso que se faça uma reflexão!

Nós precisamos refletir e discutir esse tema aqui, deputados Pedro Baldissera, Dirceu Dresch, Décio Góes, Silvio Dreveck, Kennedy Nunes e deputada Odete de Jesus, porque não é ninguém da Oposição que está dizendo isso, que está chamando a atenção para a corrupção aqui, mas é um peemedebista histórico que cita episódios que merecem, por parte desta Casa, uma reflexão.

Aliás, há algum tempo levamos as declarações do dr. Dejandir Dalpasquale ao Ministério Público pedindo apuração, porque é muito grave o que está sendo dito. E discute-se muito sobre as vaquinhas do Renan sem olhar para o pastoril daqui.

É preciso, portanto, que se leve esse assunto muito a sério e que esta Casa discuta esse tema.

O Sr. Deputado Kennedy Nunes - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Pois não!

O Sr. Deputado Kennedy Nunes - Deputado, eu ouvi direito o ex-deputado Dejandir Dalpasquale dizer que quem manda nesta Casa é o governador? Eu ouvi direito? Ele falou isto? Que quem manda na Assembléia é o governador? Foi isso que ele falou? Quer dizer, um membro do PMDB está dizendo na imprensa que quem manda neste Parlamento é o governador?! A que ponto nós chegamos?! E quando ele faz uma referência de quem manda aqui, é porque, segundo palavras dele, o Executivo é quem tem a caneta e a mala na mão, e que a corrupção vem do Executivo.

Quero dizer ao próprio ex-deputado Dejandir Dalpasquale que se o governador manda aqui, não é na Oposição. Se o governador manda aqui, não venha com mala e com caneta para a Oposição, pois vamos continuar ao lado do povo catarinense.

O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Eu entendo que quando o dr. Dejandir Daspasquale disse que o governador manda aqui, quis referir-se, por exemplo, àquelas tentativas de investigação que tentamos fazer sobre o Aldo Hey Neto e a base do governo não deixou; sobre o Bolshoi, e também não deixou; sobre tantos outros desmandos, e agora sobre a Casan. Depois que a CPI da Casan foi instalada e já tinha relator e presidente, veio um deputado do governo e apresentou um requerimento sem nenhum fundamento e um outro do governo apresentou um parecer puramente protelatório.

Por isso, é preciso ficar atento ao Diário Oficial, para ver o que vai sair nesse período no qual o parecer não vem.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)