Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Joares Ponticelli

6ª Sessão Ordinária - 01/03/2005

O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Sr. Presidente, Sra. Deputada e Srs. Deputados, só para retificar a minha manifestação inicial - e foi boa a lembrança do Deputado Reno Caramori, acompanhado de outros Parlamentares -, quero dizer que isso não é mais uma novela mexicana, está virando uma novela russa. Por isso, é preciso esclarecer. Vamos encerrar os capítulos da novela mexicana, que é toda essa dificuldade que, coincidentemente, os Partidos do Governo estão colocando para nós instalarmos a CPI.

Então, vamos ver se até amanhã chegamos ao último capítulo da novela mexicana, que é a instalação da CPI, para iniciarmos os trabalhos e começarmos a assistir aos primeiros capítulos da novela russa.

Mas quero, Sr. Presidente, Sra. Deputada, Srs. Deputados, cumprimentar o Deputado João Henrique Blasi, que não está mais presente, mas preciso ser justo, pois foi o único que lembrou neste Plenário o dia 27 de fevereiro de 1990, data em que falecia o então Governador de Santa Catarina, Pedro Ivo Campos. E gostaria de destacar aqui a lembrança do Deputado João Henrique Blasi.

Ao mesmo tempo, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, eu quero lamentar o silêncio do Governo de Santa Catarina. E, coincidentemente, neste momento, a cadeira do Governo é ocupada por um afilhado político do então Governador Pedro Ivo Campos, seu herdeiro político. Ou o Governador Luiz Henrique da Silveira não é o herdeiro político do ex-Governador Pedro Ivo Campos? É o que eu sempre ouvi na história da política catarinense.

Mas o Governador Luiz Henrique tem uma memória preocupada com os fatos históricos e com os grandes acontecimentos de Santa Catarina. E eu lamento que no dia 27 de fevereiro, Sua Excelência, que é afilhado político do então Governador Pedro Ivo Campos, não tenha feito com que o seu Governo lembrasse do passamento, há 15 anos... Coincidentemente, há 15 anos, pelo menos esse número 15 deveria lembrar alguma coisa.

Faz 15 anos que o Governador Pedro Ivo nos deixou e o seu afilhado político, que ocupa a Casa d’Agronômica, esqueceu de celebrar a data e de encomendar pelo menos uma missa. O Governo do Estado deveria ter, pelo menos, celebrado uma missa em homenagem ao primeiro Governador do PMDB de Santa Catarina, padrinho político do Governador Luiz Henrique da Silveira. E não foi só Governador. Foi também Deputado com assento nesta Casa, Deputado Federal e, olimpicamente, esquecido pelo Governo de Santa Catarina, que é comandado pelo seu afilhado político.

Quero aqui, ao tempo, Deputado Celestino Secco, em nome da nossa Bancada, render as homenagens que merece o estadista que foi Pedro Ivo Campos - e quero fazer este registro em nome do nosso Partido. Gostaria de registrar, enaltecer, celebrar esta data e lamentar que o seu herdeiro político, o Governador Luiz Henrique da Silveira, tenha esquecido de uma data que tem exatamente o número do Partido do PMDB, o 15.

O Sr. Deputado Celestino Secco - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Pois não!

O Sr. Deputado Celestino Secco - Sem querer retificar o meu Líder, mas V.Exa. está sendo injusto. O afilhado rendeu, sim, uma homenagem. Ele abriu um museu e um Centro de Memória dos seus objetos pessoais em Joinville. Deve ser para celebrar isso.

O SR. DEPUTADO JOARES PONTICELLI - Deputado Celestino Secco, eu agradeço e incorporo a sua manifestação ao meu pronunciamento.

Mas um outro assunto me traz à tribuna na tarde de hoje. E aí, Deputados Antônio Carlos Vieira, Celestino Secco e Reno Caramori, quero chamar a atenção de V.Exas. e, em especial, Deputado Wilson Vieira, a atenção de V.Exa. para esta matéria que trago à tribuna na tarde de hoje.

Na semana passada, Deputado Wilson Vieira, nós fomos, mais uma vez, acusados, inclusive V.Exa., juntamente com as Oposições, de estarmos, semanalmente, tentando denegrir a imagem do Município e do povo de Joinville. Alguns membros do Governo têm batido nesta tecla, querendo confundir a opinião do povo de Joinville, querendo vender a idéia de que nós não gostamos da cidade de Joinville, de que não gostamos do povo de Joinville. E já falamos aqui, em várias oportunidades, do carinho e do respeito que temos pela maior cidade dos catarinenses, que representa um pouquinho de cada região e de cada Município do nosso Estado.

Mas vejam o que trago para a tribuna, hoje, Deputado Wilson Vieira: um jornal chamado Folha Evangélica - jornal esse isento, do ponto de vista político-eleitoral -, ano 4, Edição nº 53, que circula de 23 de fevereiro a 7 de março. Neste jornal Folha Evangélica há depoimentos de vários Deputados, uma matéria extensa da Deputada Odete de Jesus, uma propaganda do Governo sobre educação, além de outras matérias. É um jornal muito bom e quero cumprimentar, inclusive, a redação. Há também uma outra matéria sobre a Deputada Odete de Jesus, ambas com fotografias.

Mas chamou-me a atenção a matéria central do jornal Folha Evangélica, que diz o seguinte, Deputado Wilson Vieira: "Caos social. A verdadeira face de Joinville. Diretor de Comunicação é contra a Folha Evangélica (...)". E daí vem toda a página central do jornal, mostrando uma realidade triste que eu não conhecia, dando conta da falência da segurança em Joinville, da falta de assistência social, da existência de centenas de quilômetros de valas abertas que contaminam a população da Zona Sul e provocam doenças, da existência de matagal e do descaso de autoridades.

É isso que consta do jornal Folha Evangélica, do qual eu não consegui encontrar informações sobre a redação. Mas é um jornal de grande circulação, que já está na Edição nº 53.

Estou trazendo, apenas para provar ao cidadão catarinense que nos acompanha através da TV Assembléia, a publicação de mais uma matéria, agora de um jornal evangélico, independente, autônomo, que comprova o que vimos dizendo sobre Joinville. Mas alguns do Governo dizem que somos nós que queremos falar mal de Joinville, que somos nós que ficamos inventando coisas sobre Joinville. Não é verdadeiro. Vale a pena a leitura para perceberem o quanto faltam ações e resultados favoráveis em prol da laboriosa gente de Joinville, que tem todo o nosso respeito e a nossa admiração.

Por fim, eu também fui muito atacado pelos Deputados do Governo. Chegaram a se revezar em três no Plenário, quando eu trouxe aqui a capa do jornal A Notícia, da semana passada, dando conta da falência das escolas públicas em Joinville.

Deputado Sérgio Godinho, V.Exa. que defendeu o Governo tão apaixonadamente naquele momento, quero dizer-lhe que precisa continuar na defesa, porque hoje, o jornal A Notícia, na página B-6, traz a seguinte matéria: "Superlotação no transporte dos estudantes". E aí, Deputado Sérgio Godinho, eu espero a justificativa amanhã, porque o caos também está instalado em Garuva, em Itajaí e em outras cidades de Santa Catarina, como Canoinhas e tantas outras.

Então, não foi uma questão pontual só de Joinville não, Deputado Sérgio Godinho. Parece-me que a falência do sistema educacional é generalizada em Santa Catarina!

E eu ainda não comecei a falar da falência da educação no Sul do Estado, Deputado Vânio dos Santos, que V.Exa. tem acompanhado e constatado pessoalmente, porque embora esteja há tão pouco tempo nesta Casa, já se constitui num dos grandes Parlamentares e num dos mais trabalhadores. Eu tenho visto muito o trabalho de V.Exa., e certamente o que vou trazer para mostrar o caos da educação também no Sul poderá ser confirmado por V.Exa., que nos tem defendido com muito vigor, tem nos representado com muita competência nesta Casa.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)