Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Djalma Berger

13ª Sessão Extraordinária - 05/04/2006

O SR. DEPUTADO DJALMA BERGER - Sr. presidente e srs. deputados, isto demonstra que o debate está presente e é sempre importante na Assembléia Legislativa. Até acho que em alguns momentos temos que rever essa questão do debate, porque penso que ele tem que estar mais presente e não termos apenas monólogos, que muitas vezes é o que nos propusemos a fazer.

Ocupo, hoje, esta tribuna, deputado João Henrique Blasi, para comentar uma nota que saiu publicada no Diário Catarinense de hoje, no informe político do meu querido amigo Fabian Lemos, que diz o seguinte:

(Passa a ler)

"Bate-bico

Só falta marcar o dia. Mas é quase certo que o senador Jorge Bornhausen aterrissa em São José, ainda este mês, e formaliza o convite para que o prefeito Fernando Elias (PSDB) volte ao PFL. Sem sintonia junto à família Berger, Elias mostra-se inclinado a aceitar. Ele acredita que Djalma Berger (PSDB)" - no caso este seu servo e discípulo - "sonha credenciar-se como candidato a prefeito de São José no pleito de 2008."[sic]

Sobre esta questão - e o nosso colunista Fabian Lemos está sempre bem informado, sempre consciente e sempre presente nas principais horas do cenário político catarinense - eu gostaria de comentar apenas o seguinte: primeiro, que é de todo direito, que é de todo correto, do ponto de vista partidário, da parte do senador Jorge Bornhausen aterrissar em São José, seja para fazer o convite, seja para levar algum recurso, seja para dar uma palavra amiga, seja para estar presente na vida da cidade, que também o ajudou a eleger-se senador da República.

É de todo seu direito também fazer o convite ao prefeito Fernando Elias para que ele ingresse nas fileiras do PFL, assim como eu também já convidei alguns prefeitos de outros partidos para ingressarem nas fileiras do nosso querido PSDB. Vai da consciência de cada um aceitar ou não.

Eu só não posso concordar com a nota da coluna, quando diz que o nosso prefeito Fernando Elias não está em sintonia com a família Berger. Isso eu não posso concordar, não posso aceitar e digo que a fonte que lhe deu essa informação está totalmente equivocada, está totalmente desinformada, principalmente porque da minha parte e da parte do meu irmão, o prefeito de Florianópolis Dário Berger, não existe qualquer restrição à conduta do nosso prefeito Fernando Elias da cidade de São José. Trata-se de um prefeito que nós ajudamos eleger, um prefeito a quem o Dário Berger emprestou a sua fotografia para estar presente nos outdoors da nossa cidade.

Nós tivemos a oportunidade - e isso eu digo aqui de carteirinha, digo com toda a convicção e certeza - de ser o único deputado - não existiu mais nenhum - a estar presente na campanha do Fernando Elias, na cidade de São José. O único que esteve presente naquela campanha fui eu. Eu estive lá no dia-a-dia subindo morro, cumprimentando as pessoas, pedindo o voto, estando presente, participando das reuniões, mobilizando o time, motivando os candidatos a vereador, estimulando a candidatura, fazendo com que tivéssemos uma reversão da tendência muito grande na cidade de São José, pois todos nós sabíamos como eram as pesquisas. Havia até uma pesquisa da Guararema - quando há uma pesquisa na qual ninguém acredita, colocam que é pesquisa feita pela Guararema -, a rádio de um parlamentar aqui desta Casa, que até o último momento dava a vitória ao candidato do outro partido na eleição.

Então, de nossa parte, nós, que o ajudamos a se eleger, não temos qualquer restrição a sua conduta, não temos qualquer dificuldade de relacionamento com o prefeito Fernando Elias, da cidade de São José.

Fabian Lemos ainda coloca que ele acredita que Djalma Berger sonha credenciar-se como candidato a prefeito de São José, em 2008. Essa é outra informação que quero repelir aqui, com toda veemência. Não que eu não me sinta honrado e orgulhoso de ter o meu nome lembrado para disputar uma prefeitura de São José, mas eu, em momento algum, meu querido amigo, deputado Antônio Carlos Vieira, para quem quer que seja, para qualquer cidadão, para qualquer ser humano, coloquei que tinha a pretensão, que tinha a intenção de ser candidato a prefeito de São José em 2008. Não coloquei! Não disse para ninguém! Se alguém está estimulando essa mensagem, está fazendo com alguma intenção que não é aquela de procurar ajudar no processo político da cidade de São José.

Ensinou-me o meu pai - e quero mandar um abraço para ele, pois está-nos assistindo e fica contente quando este seu filho aparece na TVAL - que, primeiro, a ética, o companheirismo e a palavra dada, a pessoa não é obrigado a prometer, mas depois de prometido, é obrigado a cumprir. E a palavra dada, o companheirismo... E eu jamais me vou colocar contra um amigo meu de partido, contra uma pessoa que ajudei a eleger, em prol de outra candidatura.

Então, compromisso firmado... Eu sou daquela terra em que a palavra dada vale muito mais do que qualquer papel assinado. Portanto, não existe essa disposição, pelo menos no momento. Vamos ver o comportamento nesta eleição de deputado para, então, avaliarmos o cenário político na nossa cidade, no nosso estado.

Mas digo ao meu amigo Fabian Lemos que estou sempre a sua disposição para que ele me ligue quando quiser qualquer informação que queira dar a meu respeito, porque ninguém melhor do que eu para saber das minhas aspirações, das minhas pretensões e do meu futuro político no estado de Santa Catarina.

Em momento algum, volto a reiterar, comentei com quem quer que seja que eu teria pretensão de ser candidato a prefeito de São José, mas há gente atiçando, há gente colocando essa possibilidade com o intuito de atrapalhar o processo político da cidade de São José, que vive hoje uma situação política relativamente complicada, com algumas pequenas desavenças, com alguns pequenos desentendimentos que estão ocorrendo entre um grupo de vereadores e o nosso prefeito.

Eu sempre me coloquei - e coloco-me aqui de público - como mediador desse processo, como alguém que pode fazer essa integração entre a nossa Câmara de Vereadores e o prefeito para que eles possam se acertar, efetivamente, e aí, sim, termos um processo de desenvolvimento em nossa cidade, que é o que todos queremos.

Caro deputado Dionei Walter da Silva, São José, a cidade que o acolhe quando v.exa. está aqui na região da Grande Florianópolis, teve como seu penúltimo prefeito - porque o último foi aquele que assumiu, o Vanildo Macedo - Dário Berger, que hoje é prefeito de Florianópolis, com índices de aprovação de 96,4% da população da sua cidade. Essa população merece que a classe política tenha, efetivamente, seriedade e sobriedade neste momento, que apare as arestas e que faça com que a nossa cidade continue nesse mar de desenvolvimento em que ela sempre esteve. Esses 96,4% foram recordes nacionais, culminaram numa eleição com 84,73% dos votos - que foi o quarto maior índice eleitoral do Brasil; dos mais de 5.500 municípios do Brasil, a cidade de São José obteve o quarto maior índice, e esse processo culminou com a vitória exuberante aqui em Florianópolis, para o bem da nossa cidade.

Então, volto à nota do DC: não tenho dificuldade nenhuma em entender o posicionamento do nosso senador Jorge Bornhausen em fazer o convite ao prefeito Fernando Elias. Muito pelo contrário, é um direito que lhe cabe, que lhe assiste e parabéns se ele achar que está contribuindo partidariamente neste sentido. Mas querer nos colocar como uma pessoa que dificulta a administração de São José, como uma pessoa que conspira contra o atual prefeito da nossa cidade, isso eu não posso aceitar e admitir. Não faz parte do meu caráter e da minha consciência esse tipo de atitude. Tudo aquilo que eu preciso dizer - e acho que todos hão de concordar comigo - eu digo de frente, digo na cara; eu enfrento as pessoas de frente para colocar os meus posicionamentos.

Portanto, ao nosso prefeito Fernando Elias e a nossa Câmara de São José, a minha certeza de que o entendimento é a melhor alternativa para a cidade. E aí, sim, nós vamos ter uma administração extraordinária, que é como São José, nos últimos anos, está acostumada a ter.

Muito obrigado, sr. presidente!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)