Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

58ª Sessão Ordinária - 09/08/2007

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, srs. deputados e sras. deputadas, venho a esta tribuna para dizer que fui pego de surpresa na Festa do Colono, em Timbé do Sul, quando soube que o financiamento de tratores, que é um instrumento do desenvolvimento agrícola da área produtiva, ainda está emperrado. Vi lá várias vendas que não estão sendo concluídas porque o financiamento para a compra de tratores ainda não saiu. E se nós não servirmos a nossa área produtiva, o que vai acontecer no nosso país?

Então, acho que está faltando o ministro da Agricultura tomar algumas medidas para que a área produtiva não seja prejudicada. Eu vi lá a insatisfação dos revendedores de tratores. Os tratores estão todos vendidos e não podem concluir as vendas. Na hora que o produtor for mexer na área para a plantação, não poderão realizar as vendas porque não podem entregar os equipamentos. Eles não têm como receber porque ainda não foram definidos os financiamentos.

Eu vejo nos bancos financiamentos para comprar até gato morto na beira da estrada! Para tudo há financiamento! Agora, para a área produtiva está trancado! Quer dizer, é uma coisa para a qual temos que chamar a atenção, e é isso que eu estou fazendo.

Eu ouvi atentamente o pronunciamento do eminente deputado Sargento Amauri Soares, que falou da questão do pedágio. Tenho o quinto mandato neste Parlamento e sou radicalmente contra a instalação de pedágio em via pública construída com o dinheiro público. Por que sou radicalmente contra? Porque nós vamos dar condições de algumas empresas enriquecerem nas costas da população, quando o investimento for com recurso público.

Agora se houver parceria, se for dinheiro privado, é outra história. Mas com o dinheiro público, eu sou contra porque o dinheiro é do povo brasileiro! O povo paga a obra e depois tem que pagar pedágio para alguém enriquecer.

Evidentemente que venho trabalhando há muitos anos e se hoje Santa Catarina não tem pedágio, desculpem a modéstia, mas eu dei uma contribuição aqui nesta Casa porque a SC-401 tinha que ter pedágio. E a senadora Ideli Salvatti, na época deputada, estava radicalmente contra, eu também estava contra e o PP também estava contra. Então, fomos todos contra e por isso não teve pedágio.

Com relação à BR-470, veio um projeto para esta Casa, ainda na época do governo Esperidião Amin, privatizando-a por 25 anos para concretizar a duplicação. Mas não havia nenhuma garantia de data para fazer a duplicação. Fariam o pedágio, dali a pouco não realizariam a obra e ficariam com o dinheiro. Eu fiz o que devia, o possível e o impossível para inviabilizar, e inviabilizamos a ponto de esse projeto retornar ao governo. E foram ao meu gabinete três empresários para ver da viabilidade de aprovação desse projeto. Respondi-lhes, naquela época, que a viabilidade de aprovar esse projeto seria eles se retiram do meu gabinete. Acho que fiquei até meio branco, porque não nasci para esse tipo de negociação. E vim para a tribuna para detonar! Disse que aqueles que votassem, estariam comprometidos e que eu ia me pronunciar todos os dias! Assim, inviabilizamos a questão do pedágio da BR-470.

Agora vamos discutir Santa Catarina. Se o BID vai participar, é uma história; se não vai participar e se vai ter pedágio com dinheiro público, nós vamos trabalhar contra, radicalmente contra! O transporte não agüenta mais, meu Deus do céu, todos nós não agüentamos mais! E nós, do Parlamento, temos a responsabilidade de fazer com que o dinheiro público...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)