82ª Sessão Ordinária - 22/09/2009
O SR. DEPUTADO PROFESSOR GRANDO - Sr. presidente, companheiros deputados e companheiras deputadas, hoje falarei com o máximo prazer e importância, no nosso ponto de vista, sobre um projeto - e ontem foi o Dia da Árvore - da biodiversidade chamado Acorde Plantas Nativas. Olhem bem esse projeto! Mais uma vez Santa Catarina sai na frente!
Quando eu estava na Fatma, sempre estudei, lutei e mostrei o quanto era importante valorizarmos as nossas árvores nativas, não somente na questão ambiental, mas também na questão econômica.
Portanto, eu quero mostrar a toda Santa Catarina o Almanaque da Biodiversidade lançado pela secretaria de Planejamento do estado de Santa Catarina, cujo secretário é o nosso querido deputado Altair Guidi, que coloca "A incrível aventura de SuperNativo e sua turminha em defesa das plantas nativas de Santa Catarina". Ele se apresenta para todas as crianças de Santa Catarina da rede pública e diz:
(Passa a ler.)
"Olá, amiguinhos!
Meu nome é SuperNativo e a minha missão é proteger a natureza. Por isso, eu fiquei muito feliz quando soube que o Governo de Santa Catarina lançou um projeto que vai defender as plantas nativas catarinenses. Você sabia disso?
O nome do projeto é ACORDE Plantas Nativas.[...]"[sic]
Acorde significa Ação Conjunta de Revitalização e Desenvolvimento de planta nativas.
Então, este gibizinho apresenta como se deve lutar pela planta nativa. Nele os meninos falam: "Hoje a aula foi sobre o meio ambiente, uma aula muito bonita, com a professora explicando tudo". E aí um outro fala: "Eu fiquei com medo desse efeito estufa". Portanto, o efeito já começa lá na infância, na adolescência catarinense. Daí o outro menino explica: "Medo do aquecimento global?" - que é a causa do efeito estufa. "Mas podemos mudar isso". Quer dizer, esse aquecimento global pode ser mudado. E aí ele fala: "É só jogar menos dióxido de carbono no ar e plantar árvores nativas". E o outro menino diz: "Então, vou começar a plantar hoje mesmo. O meu pai lá em casa tem um pé de cipreste". Daí outro garoto chama a atenção: "Olhem, o pé de cipreste é uma árvore, é importante, mas ela não é uma árvore nativa".
E o que é uma árvore que não é nativa? É a chamada árvore exótica, que pode ser boa para outro meio ambiente, em outra localidade, mas para o meio ambiente catarinense ela pode não ser uma boa árvore. Então, nós temos vários tipos de árvores.
Que árvores devemos plantar? Árvores nativas catarinenses da Mata Atlântica, enfim, árvores que eu sempre defendi, porque o meio ambiente vai além da questão da natureza, é uma questão econômica. Eu sempre defendi que se cultivarmos a bracatinga, ela será muito melhor do que o pinus elliottis, porque ela cresce em menos tempo, produz madeira, tem poder calorífico para servir nas caldeiras. Enfim, vários setores poderão progredir mais, com menos tempo. E ela é uma árvore que dá acima de 700m e é conhecida em toda Santa Catarina. No Paraná pode-se fazer o reflorestamento e nós aqui também podemos fazê-lo.
Além da bracatinga, nós podemos ter a araucária, a erva-mate, o palmito, o ipê. Enfim, há tantas e tantas árvores nativas, que nós podemos executar o nosso reflorestamento com elas.
Portanto, eu quero parabenizar o governador do estado, Luiz Henrique da Silveira, que sempre se preocupou com o meio ambiente. Aliás, há uma frase que ele sempre diz: "A descentralização faz bem para o meio ambiente, e com a participação de todos é que surgem as ideias".
Então, essa história em quadrinhos fala sobre a importância de cultivarmos árvores nativas. E eu falo aqui também de Altair Guidi, que é um companheiro formado em Arquitetura no Paraná, que participou dos grandes debates junto com Oscar Niemeyer, o grande arquiteto ainda vivo. Altair cursou Arquitetura em Curitiba com Jaime Lerner, na faculdade onde se formaram grandes arquitetos.
E lá estava Altair Guidi discutindo com esses grandes arquitetos mundiais, como Oscar Niemeyer e Burle Marx. Inclusive, por incrível que pareça, deputada Ana Paula Lima, Burle Marx era sobrinho de Karl Marx e nós nem sabíamos disso.
Mas ele era uma pessoa que começou fazendo um jardim em Recife e plantando cactos, uma planta que era nativa daquela região. Ele usou árvores nativas que hoje no mundo são apreciadas e admiradas. E essa vegetação começou a fazer parte de muitos jardins, inclusive aqui no sul, dependendo do tipo.
Então, o nosso companheiro Altair Guidi, sendo parceiro dessas inteligências, com a sua sensibilidade, lançou na secretaria do Planejamento o ACORDE Plantas Nativas, valorizando as nossas árvores nativas. Nesse livreto, que será distribuído para todas as escolas em Santa Catarina, há uma parte com brincadeiras como: ligação de pontos, palavras cruzadas, espaços para colorir as figuras e outras brincadeiras citando os animais. Por quê? Porque fala da biodiversidade.
O que é biodiversidade? É a relação das nossas árvores nativas com os animais originários da nossa fauna, e que estão presentes nela. Por exemplo, a araucária é fundamental e importante para a biodiversidade. Por quê? Quem come o pinhão é a gralha azul. Ela pega o pinhão e enterra-o em outro lugar para se alimentar depois. Todos os demais animais, desde o tatu, vão comer aquele pinhão e assim forma-se todo um ciclo ao redor daquela araucária, na época do pinhão. Então, há uma ligação entre a árvore, o fruto e os animais. Isso se chama biodiversidade.
Daí a importância de nas margens dos rios termos matas ciliares que os protejam. E o próprio nome já diz: ciliar, porque são os cílios dos rios. Os cílios protegem os olhos e a mata ciliar protege os rios. Imaginem se os nossos olhos não tivessem os cílios para protegê-los! Não teríamos a proteção da visão!
Então, a mata ciliar protege o rio, evita o assoreamento, evita que o rio seja, através do assoreamento, extinto. Daí a importância da preservação da mata ciliar. E além de evitar o assoreamento, é onde se encontra a biodiversidade. Ali acontece o convívio entre a mata e os pequenos animais, sendo verdadeiros corredores ecológicos.
Portanto, parabéns ao governo de Santa Catarina, parabéns à secretaria do Planejamento! Isso nos orgulha e para isso existe um governo que realiza e começa a transformação pela educação.
Eu quero aqui, mais uma vez, elogiar, porque talvez seja um dos melhores projetos para o futuro. Governar não é só estabelecer prioridades, governar pelo presente é muito mais, é pensar no futuro, planejar para o futuro.
Portanto, esse livro de história em quadrinhos do projeto ACORDE Plantas Nativas, com certeza, além de proteger o meio ambiente, vai dar alternativas econômicas para Santa Catarina. E aí ocorrerá o sucesso. Todo e qualquer programa obterá sucesso ao evitar que o dióxido de carbono seja lançado na atmosfera. E citamos o Protocolo de Kyoto e o encontro que teremos em Copenhague, onde será reforçado o percentual dos países em desenvolvimento e desenvolvidos com relação à emissão de dióxido de carbono na natureza e onde haverá incentivo para o plantio de árvores, mas árvores compatíveis com o meio ambiente, árvores nativas.
Junto ao Almanaque da Biodiversidade vem o folder Nossas Árvores Têm Mais Vida, mostrando e explicando tudo sobre as nossas flores, as nossas bromélias, as nossas árvores que produzem belas flores, num processo educativo de transformação.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)