Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Professor Grando

30ª Sessão Ordinária - 24/04/2008

O SR. DEPUTADO PROFESSOR GRANDO - Sra. presidente e srs. deputados, deputado Flávio Ragagnin, v.exa. em pouco tempo nesta Casa já contribuiu para a região oeste, fazendo um desafio para uma forma de desenvolvimento daquela região, que não seja aquela que já esteja na cultura, daquilo que mais entende, e o oeste tem correspondido no seu desenvolvimento. O que temos que tornar a falar - e aí é o papel político mesmo - é sobre a questão sustentável, ou seja, criar políticas para isso.

Há soluções para isso. Obviamente que a tentativa é a cópia. Como se explica que na Europa se queira o gás metano? Porque lá o clima é frio e é utilizado como aquecimento. Nós não podemos fazer isso. É realmente jogar fora essa energia na forma que se apresenta. Mas sabemos que o metano é 21 vezes mais poluente do que o CO2, que é feito através da queima. Então, apenas diminui a questão, mas não aproveita energia. Diminuímos a emissão de metano, que é 21 vezes mais poluente, e transformamos em dióxido na queima, que se torna menos poluente.

Mas gostaria de dizer que estive, em nossas andanças, em Concórdia e lá vi um proprietário aproveitando o gás metano, fazendo um motor movido a metano. Esse motor gerando através da sua polia no gerador e produzindo energia elétrica para a sua propriedade. Isso a Celesc permite.

Agora, aí é que vem uma concepção política mais ampla. Nós temos que aprender a trabalhar em microbacias, em bacias, porque se tivermos a emissão de metano em maior quantidade do que simplesmente na granja de um agricultor, vamos ter uma produção maior de eletricidade. Aí, sim, podemos colocar no sistema, porque no Paraná, em Toledo, existe o que se chama dejeto duto. Ora, a bacia vai do ponto mais alto para o ponto mais baixo, levando isso para a estufa, onde há a decomposição do metano em grande quantidade, produzindo direto energia elétrica. Então, temos que pensar em soluções fraternas, comunitárias e científicas, de rentabilidade econômica. Este é um desafio, e aqui seremos defensores dessa idéia, assim como muitos outros deputados que sabem que é uma solução econômica, viável, compatível e sustentável.

Sr. presidente, como é praxe, toda quinta-feira o nosso partido dispõe de cinco minutos no horário reservado aos Partidos Políticos. Sempre falamos sobre o PPS que, em nível nacional, está desenvolvendo uma discussão sobre o seu posicionamento em relação às eleições municipais, que chamamos de poder local. E na medida em que esse mundo se globaliza, não adianta só fazermos críticas, temos que apresentar algumas soluções. Por mais que ele se globalize, cresce o poder local. Então, temos que fortalecer o poder local, porque é através da descentralização que vamos solucionar o problema de geração de empregos, da saúde, da educação, do meio ambiente e tantos outros que temos inerentes ao dia-a-dia, relacionados com o cidadão. A pessoa nasce, cresce, trabalha, produz e se torna cidadão no município.

Então, estamos desenvolvendo essas discussões. E estão sendo realizados concursos em vários municípios do estado, ressaltando a importância do vereador, a importância majoritária do prefeito e do vice-prefeito e sobre quanto é importante o cidadão participar.

Estaremos, neste final de semana, em Criciúma e em Araranguá, como estivemos, na semana passada, em Imbituba, inaugurando a sede, realizando manifestações e orientando o nosso partido, que tem uma prática democrática, respeitando as condições do poder local sobre o programa, sem intervir no partido, mesmo quando ele nos contraria, para que faça da melhor maneira possível.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)