3ª Sessão Ordinária - 13/02/2008
O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Sr. deputado, sras. deputadas, sra. presidente, assomamos à tribuna, no dia de hoje, para trazer algumas questões que estão sendo tratadas em nosso país para debate. Antes disso, gostaria de parabenizar o nosso partido, o Partido dos Trabalhadores, que está comemorando os seus 28 anos de fundação no dia 10 de fevereiro e que tem contribuído, na sua história de construção, de organização, de luta, no grande processo de democratização do nosso país e nas grandes transformações que este país vive neste momento.
Srs. deputados, pelo debate que foi colocado ontem pela imprensa, percebe-se de fato que o nosso governo, o governo do Partido dos Trabalhadores, está mexendo profundamente e fazendo grandes transformações em nosso país. Pelo que temos acompanhado, principalmente por parte da Oposição, por parte dos que não concordam que o trabalhar brasileiro participe do resultado da renda, que haja política pública, que haja fortalecimento do estado brasileiro no atendimento às pessoas que mais necessitam da presença do estado, tenta-se esconder, a todo jeito, essa nova perspectiva que o Brasil vive, trazendo questões pequenas, que não dizem respeito a essa nova perspectiva que o Brasil vive. Como é o caso das questões que foram aqui colocadas da compra, por exemplo, em um shopping de Florianópolis, de quatro capas de celular para seguranças da filha do presidente como sendo um grande desvio.
Se for para falarmos de disputa político-partidária, vamos fazer essa disputa política, vamos falar disso, então, e não falar da diferença que temos.
Não concordamos, de forma alguma, com o desvio de dinheiro público e por esse motivo que isso está vindo à tona, porque a sociedade hoje, a imprensa, tem condições de acompanhar, de fiscalizar, por estar à disposição de todos no site.
Dizia a deputada Ana Paula Lima que no governo de São Paulo, por exemplo, do PSDB, não estão abertas as contas. Não se vê quem fez os gastos. Não se pode dizer no que se gastou, porque não dá para ver quem foi o funcionário e em que ele gastou.
Tenho aqui um levantamento muito sério que foi feito pelo Partido dos Trabalhadores de São Paulo de: no Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária, um funcionário da secretaria da Saúde, por exemplo, fez mais de dez saques de R$ 250 mil cada. No que ele investiu esse dinheiro? É isso que precisa ser esclarecido aqui! Mas não é esse o caso que de fato está em disputa. O que está em disputa é que o nosso governo está fazendo as grandes transformações no nosso país. E vou citar alguns números.
Na indústria o número de trabalhadores cresceu 2,2% em 2007, frente a 2006. Foram criados aproximadamente 1,65 milhões de novos postos de trabalho no Brasil, a maior geração de empregos desde 1992. O desemprego diminuiu em 2007, frente a 2006, nas principais metrópoles do país. A média da geração de emprego do governo passado, do governo Fernando Henrique Cardoso, foi de 7,5 mil novos empregos/mês. E o governo Lula cria 134 mil novos empregos/mês.
O salário mínimo está sendo reajustado acima da inflação. No nosso governo o salário mínimo dobrou de valor e passa a valer este ano R$ 407,00. Houve redução da desigualdade social, e somente em 2006 7,3 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza. Esse número equivale a toda população do estado de Santa Catarina. A perspectiva de crescimento foi de 5%.
A inflação está controlada. O crescimento lastreado no mercado interno está superaquecido. Há mais pessoas comprando e movimentando a economia. As reservas internacionais estão em R$ 185 bilhões. Isso nos dá segurança diante das questões da crise, por exemplo, americana e outras.
As empresas tiveram lucros maiores, com recordes em 2006 e 2007. E há previsão de recorde de produção na próxima safra. O PAC, como já foi falado pelo nosso líder, deputado Pedro Baldissera, está dando condições de estruturação do nosso país. Mas isso tudo, srs. deputados, não querem mostrar!
É importante fiscalizar? É importante denunciar? É importante, sim. Nós sempre defendemos isso, e o presidente Lula sempre diz: "Se precisar cortar na própria carne, vamos cortar. Agora, não vamos empurrar para baixo do tapete", como aconteceu em outros governos. Nessa época a Polícia Federal ainda não atuava, pois não havia gente contratada para fazer as perseguições.
Este é o novo momento que o Brasil vive. E não podemos, por causa de alguns servidores públicos, por causa de pessoas que desviam o recurso público, ficar nisso e não olharmos para o grande processo novo que o Brasil vive, que é importantíssimo. Mas se é questão de números, gostaríamos de ressaltar que o governo José Serra, no ano passado, gastou R$ 108 milhões em cartões corporativos, e o governo Lula gastou R$ 78 milhões. Ele gastou mais do que o governo federal. Então, é importante que a sociedade catarinense e a sociedade brasileira saibam disso.
Para finalizar, quero registrar rapidamente a grande campanha que a nossa Central Única dos Trabalhadores, juntamente com outras centrais, lançou esta semana, em Brasília, sobre a redução da jornada de trabalho. Reduzir jornada de trabalho é importante para gerar mais empregos em nosso país. Seriam mais 2.2 milhões de novos trabalhos que seriam gerados, principalmente, segundo o IBGE, para mulheres, jovens e negros, os quais teriam mais oportunidades de trabalho.
Então, essa campanha, com certeza, vai pegar as ruas. E abaixo-assinados vão ser feitos, assim como vão acontecer grandes debates no Brasil sobre a redução da jornada de trabalho, para gerar mais empregos no país.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)