Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Professor Grando

7ª Sessão Ordinária - 21/02/2008

O SR. DEPUTADO PROFESSOR GRANDO - Sr. presidente, companheiras deputadas e companheiros deputados, deputado Décio Góes, v.exa., ao ler o seu discurso, proferiu uma frase que me chocou, quando disse que a manutenção do Besc como banco estadual poderia ter sido melhor, se o governador Luiz Henrique da Silveira não quisesse vender o banco. Isso não é verdade, companheiro Décio Góes.

Cabe-me aqui, como testemunha histórica, dizer que Luiz Henrique da Silveira no último grande comício público, junto com o Lula - porque as eleições de 2002 foram juntas, para presidente e governador, e naquela época eu fui candidato a governador e no segundo turno apoiamos o Lula -, em seus discursos, disse que iria manter o Besc como banco público e trabalhou por isso. E mais recentemente, para termos na memória, no CIC, esse acordo foi assinado. Naquela ocasião foi dito: a boa vontade é tirar esse projeto da desestatização. E é o que foi feito, com a assinatura do presidente, porque isso só a ele competiria, mas lá estavam autoridades estaduais e o governador Luiz Henrique.

Então vamos ser justos, porque temos que prezar pela verdade e pela transparência, sem querer que seja vitoriosa apenas uma parte. Essa é uma concepção até fascista, de negar a democracia e a história. Vamos ser sinceros, vamos determinar a igualdade de ambos os homens públicos, a sua responsabilidade, porque ambos, iguais, em nível de presidência e de governo do estado, todos lutaram o máximo para que fosse feito da melhor forma possível. Então, não devemos dizer que poderia ser melhor, porque o governador não fez ou... Calma lá! Vamos ser muito sinceros nessa questão.

Então, quero deixar aqui a minha observação, porque sou testemunha histórica desse compromisso assumido publicamente no último comício de 2002, quando foram eleitos o presidente Lula e Luiz Henrique, que apoiamos no segundo turno.

Temos um pedido do nosso líder, deputado Fernando Coruja, para que a reforma trabalhista ocorra da melhor maneira possível. É até de se estranhar que tenhamos um presidente e um governo que se diz constituído de trabalhadores e que não faz uma reforma trabalhista, como no caso, por exemplo, de termos as seis horas diárias de trabalho que o nosso partido e o nosso líder defendem.

A outra questão, sr. presidente, que me cabe, é comunicar e convidar todos, quando estará presente o presidente nacional do nosso partido, Roberto Freire, em Florianópolis, para uma coletiva, às 15h, nesta Casa, e, às 18h, uma palestra, no plenarinho, sobre a conjuntura nacional.

Amanhã, estaremos inaugurando a sede do partido em Joinville, e esta noite teremos um jantar, quando o diretório municipal de Florianópolis lançará e apresentará, como candidato a prefeito o companheiro Toninho. Portanto, teremos muitas atividades do PPS nesta semana, começando no dia de hoje.

Outra questão que também quero deixar registrada é que em Joinville, além da inauguração da sede, faremos visita à Fundação Pró-Rim, que é uma instituição que está fazendo um trabalho excelente em Santa Catarina.

Deputado Pedro Uczai, apenas registrei o que foi lido e escrito no depoimento. Se isso for desmentido, sei que pode haver engano, mas está registrado e gravado.

O Sr. Deputado Pedro Uczai - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO PROFESSOR GRANDO - Pois não!

O Sr. Deputado Pedro Uczai - Deputado Professor Grando, acho que a posição de Luiz Henrique em 2002 é clara e inequívoca.

Segundo, dentro do contexto da fala do deputado Décio Góes está colocado o momento conjuntural. Quando o governo quer privatizar as contas salário dos servidores, passar para um banco privado, é inequívoca a posição de fragilizar o Besc. Portanto, é dentro desse contexto que no momento conjuntural o governo do estado não se comprometeu com o futuro fortalecimento do Besc. E por isso também tem que fazer a autocrítica.

Então, é preciso elogiar o momento político do governo...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)