Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Flavio Ragagnin

111ª Sessão Ordinária - 09/12/2010

O SR. DEPUTADO FLAVIO RAGAGNIN - Sr. presidente, srs. deputados, telespectadores da TVAL e ouvintes da Rádio Alesc Digital, a minha saudação cordial a todos!

Eu gostaria de fazer um pronunciamento, hoje, até por uma questão de justiça. Estive nesta semana na capital federal, Brasília, acompanhando o deputado Odacir Zonta nas questões que dizem respeito ao oeste de Santa Catarina, mais especificamente o alto Uruguai catarinense e o alto Irani.

Eu quero prestar uma justa homenagem ao deputado Odacir Zonta pelo seu trabalho, pela sua dedicação, pelo seu desprendimento, pelo seu interesse à região oeste de Santa Catarina. Eu me refiro à região oeste, mas as outras regiões do estado também estão sendo motivo de preocupação por parte daquele deputado. E honra-nos muito tê-lo nas fileiras do Partido Progressista.

Mas gostaríamos de salientar que nós acompanhamos, nesse breve tempo em que estamos nesta Casa, as lamúrias, os pedidos, as solicitações e as preocupações dos prefeitos do oeste de Santa Catarina quanto à aplicação de recursos, pavimentação, saúde, educação, cultura, esporte e agricultura. Eu tenho ouvido muitas preocupações.

Todo prefeito quer fazer com que o seu município seja motivo de orgulho para certa região e para o prefeito, a sua família, os munícipes. Mas eu quero dizer o seguinte: há pouco tempo o atual secretário da Agricultura, Enori Barbieri, que é um searaense e está agora finalizando o seu trabalho - e quero aqui agradecer de público a sua preocupação e o belo trabalho que fez, e que está ainda fazendo -, num determinado encontro em uma feira em Seara, destinou para cinco municípios recursos no valor de R$ 170 mil: R$ 20 mil para um município, R$ 30 mil para outro e assim por diante. E aí eu vi a alegria e a satisfação dos prefeitos, agradecendo o gesto do secretário da Agricultura e por receberem R$ 20 mil ou R$ 30 mil, para cidades como Seara, Ipumirim, Itá, que são municípios daquela região.

Então, isso nos preocupa muito, porque a agricultura está sendo tratada aos poucos e aos pingos. O governo do estado de Santa Catarina não está dando a atenção especial e necessária que precisam o nosso oeste e o setor produtivo. Eu me referi ao deputado Odacir Zonta porque para os municípios do alto Uruguai catarinense e o alto Irani ele destinou uma quantia em torno R$ 6 milhões em emendas parlamentares para aqueles municípios, em diversos setores.

Quero salientar que é natural, que são recursos do governo federal, mas é natural também que a preocupação daquele deputado com a nossa região é de fato muito importante.

Porém, hoje pela manhã, ontem, anteontem, na quinta-feira e na sexta-feira, na região, nós acompanhamos duas grandes preocupações. E quero deixar nesta Casa a nossa preocupação, e não só minha, mas dos presidentes de Câmaras, de vereadores, prefeitos, vice-prefeitos, com relação à questão do contorno viário do município de Seara.

Para surpresa nossa, a obra do contorno viário não consta de nenhum tipo de programação do DNIT, do Deinfra, para que seja pelo menos licitado o seu projeto. Não consta nenhuma iniciativa ou alguma coisa real para que isso seja uma construção amanhã ou depois.

Mas falei com o presidente da Câmara, Adelar Maziero, ontem e também hoje manhã sobre a questão do trevinho de Irani, uma vez que lá, na semana passada, houve um acidente em que faleceu um casal, pais, inclusive, de um vereador de Irani. E não é pela questão de terem falecido os pais de um vereador, porque a importância da vida é igual para todos, independentemente de ser um vereador, uma autoridade, uma pessoa humilde. Nós temos que preservar sempre a vida.

Já foram feitas inúmeras solicitações, inúmeras paralisações, inúmeros pedidos, e eu senti, por parte daquele pessoal, um descrédito muito grande com o governo do estado, o DNIT e os políticos de uma forma geral. Lá estão morrendo pessoas e não se toma uma providência. O trevinho de Irani era para ter sido executado em 2009, mas não foi; era para ter sido executado neste ano de 2010, mas também não foi; e não se sabe quando vai ser construída a obra!

Então, acho que temos que pensar muito sobre esse descaso. E até o presidente da Câmara falou de uma forma emocionada, dizendo que não gostaria que ninguém passasse por aquilo. Mas se as autoridades competentes vissem in loco um acidente, uma morte, um velório, tomariam uma atitude diferente.

Não tenho nada contra o elevado que está sendo construído em Florianópolis, nada contra as rodovias da Capital, nada contra o embelezamento de Florianópolis, de São José, desses municípios maiores, mas com um pilar do elevado, deputado Silvio Dreveck, nós construiríamos o trevinho do Irani. Portanto, acho que é uma questão de priorizar as coisas, uma questão de respeito com o pessoal, com a nossa gente, com aquelas autoridades que ficam, de certa forma, alijadas do processo, preocupadas. Famílias ficam lá desesperadas, chorando, e nós não temos o que dizer. Só se vê um luto geral e que o pessoal não tem mais alegria. Quando alguém vai passar naquele trecho do trevinho do Irani, todos ficam preocupados.

Penso que chegou o momento em que a nossa gente de Irani, o pessoal que está nos arredores, a nossa gente de Seara... Olhem, eu não sei o que vai acontecer: se o pessoal vai-se conformar ou vai-se indignar e fazer manifestações talvez mais contundentes. Aliás, aquela é uma gente de boa fé, um pessoal ordeiro, que só sabe trabalhar. Eles não querem tomar nenhuma atitude, até por respeito. É um pessoal que trata as pessoas com educação. E é desta forma que a nossa gente precisa ser tratada: com respeito, e principalmente respeito pela vida, pela qualidade de vida, pela proteção do ser humano e da nossa gente.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)