Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

28ª Sessão Ordinária - 14/04/2010

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente e srs. deputados, assomo à tribuna para agradecer a este Parlamento que aprovou, em primeiro turno, na tarde de ontem, e em segundo turno, na tarde de hoje, o projeto que dá condições de os aposentados e pensionistas andarem nos ônibus intermunicipais gratuitamente.

Os aposentados, que prestaram relevantes serviços a este estado, com certeza não esperavam, no final das suas vidas, estar passando por tantas dificuldades. Quer dizer, eles se aposentaram com um salário melhor porque trabalharam dia e noite e pagaram a Previdência, mas o governo federal vinha dilapidando o seu patrimônio.

Tramita no Senado Federal um projeto de lei de autoria do senador Paulo Paim que beneficia os aposentados, mas a tropa de choque do presidente Lula não deixa que ele seja apreciado em plenário.

Quem tem mais de 65 anos de idade evidentemente que poderia ganhar R$ 10 mil, mas hoje só percebe um salário mínimo. Eu me aposentei com sete salários mínimos. Contribuí sobre dez salários de referência, como caminhoneiro, durante 33 anos - e precisa pagar apenas durante 25 anos - fui aposentado com mais de sete salários e hoje ganho um pouquinho menos de dois. Então, como o meu já se foi, o salário dos aposentados e pensionistas também já se foi.

Por isso aprovamos essa lei que vai dar condições de que eles possam andar com mais segurança e tranquilidade. A lei vai isentar as pessoas com mais de 65 anos de idade, e assim elas poderão andar de ônibus nas linhas intermunicipais com tranquilidade e segurança.

Acho que era nossa obrigação apresentar esse projeto. Como o deputado Cesar Souza Júnior apresentou um projeto na mesma direção, o meu projeto foi apensado ao dele e a matéria foi aprovada nesta Casa por todos os parlamentares.

Portanto, queremos agradecer por essa conquista para os aposentados e pensionistas de Santa Catarina.

Nós vivemos um dia inesquecível no Santuário de Santa Paulina. No domingo, mais de três mil aposentados lá compareceram para participar de uma missa linda. Com certeza lá os aposentados rezaram para que o Parlamento e o Congresso Nacional proporcionem melhores dias para os aposentados e pensionistas de Santa Catarina e do Brasil.

Neste país esquecem quem ajudou a construí-lo, de quem se dedicou, de quem derramou sangue e suor na sua construção, porque quando se aposentam são descartados. Nós não podemos aceitar isso de jeito nenhum.

Eu quero também dizer que fui cinco vezes líder de governo de um dos melhores governadores do estado de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, que tinha como projeto principal a descentralização. Muitas pessoas fizeram críticas ao nosso governador, hoje, ex-governador, nesta Casa, dizendo que ele iria arrebentar o governo. Diziam que ele não teria condições de bancar a máquina pública e o governador provou que o estado que gastou menos para manter a máquina pública foi Santa Catarina, fruto de um trabalho realizado nesses sete anos.

Em Santa Catarina, R$ 17 bilhões foram investidos pelas empresas nacionais e internacionais fruto do Prodec, do Pró-Emprego, que foi encaminhado por uma equipe do governador. Essa equipe competente investiu e atraiu investimentos a Santa Catarina.

Hoje posso dizer que tive a honra, na mesma direção, de trabalhar por seis meses, para levar a CPA para Araranguá. A CPA, depois de seis meses, instalou-se em Araranguá, já oferece 1.000 empregos e tem um faturamento de R$ 200 milhões.

Não posso esquecer-me de citar a duplicação da BR-101, e respondo quatro processos na Polícia Federal com relação aqueles movimentos de paralisação, mas a obra está saindo. O aeroporto estava só na teoria, mas agora, na prática, até o final do ano, teremos em Jaguaruna o melhor aeroporto do sul do Brasil, com a segunda etapa já construída. Há o investimento no porto de Imbituba. Tudo isso atraiu muitos investimentos para toda a nossa região.

Eu levei seis meses para atrair esse investimento de R$ 40 milhões para Araranguá, que hoje gera 1.000 empregos e R$ 500 milhões de faturamento. Levei um ano negociando com a Aliança, a maior fumageira do mundo. Não podíamos dizer o nome antes. Quantas vezes eu disse que havia uma grande empresa interessada em se instalar lá, mas não podia revelar o nome, porque se tratava de uma multinacional de capital aberto. Eu não podia falar o nome, até que recebi uma ligação da direção de Nova Iorque dizendo que podiam iniciar a obra, pois a cidade seria Araranguá.

Eu tenho orgulho de haver lançado, há 30 dias, a pedra fundamental da obra e hoje quem vai lá comenta que já estão trabalhando há seis meses. É inacreditável o ritmo da obra, que vai gerar 2.000 empregos e R$ 500 milhões de faturamento para Araranguá e toda a região.

São nove hectares de telhado. São 15 campos de futebol de telhado! Assim vocês podem ter uma idéia do tamanho. É a maior obra física de Santa Catarina, e é fruto de quem? Fruto de um governador sério, competente, realizador, que fez com que, através da descentralização, as empresas pudessem instalar-se em qualquer ponto do estado.

Hoje posso dizer que o governador Luiz Henrique e o seu vice Leonel Pavan proporcionaram uma mudança no sul do estado, uma mudança radical para melhor.

Nós precisávamos da serra do Faxinal, e ela está saindo; precisávamos da serra da Rocinha na SC-285, e ela está sendo licitada; precisávamos da Interpraias, e foi entregue a ordem de serviço para 20km; precisávamos da BR-101, e ela está acontecendo. Agora as empresas estão-se instalando para gerar emprego, e emprego é renda, é qualidade de vida.

Então, podemos, com muita tranqüilidade, dizer que a história de Santa Catarina vai ficar marcada porque houve alguém que fez tudo isso, o governador Luiz Henrique. E agora nós esperamos que a população o eleja o senador mais votado de Santa Catarina, porque é o candidato a senador do nosso partido.

Temos também o candidato do PMDB a governador, Eduardo Pinho Moreira, que nos últimos dias pesquisas de 7% para 12%, mostrando que está preparado para uma grande missão.

Esperamos poder construir com os partidos uma aliança capaz de poder manter o atual ritmo de desenvolvimento. Se não for uma tríplice aliança, que possamos conseguir uma grande...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)