Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

85ª Sessão Ordinária - 06/10/2010

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, amigos que nos prestigiam neste Parlamento, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital.

Hoje é um momento importante em que fazemos uma reflexão sobre tudo aquilo que acontece no cenário político catarinense.

Meus caros deputados Elizeu Mattos e Valdir Cobalchini, como é difícil buscar uma eleição quando se está há muito tempo neste Parlamento. Eu me elegi, em 1983, prefeito de Araranguá. Em 1990 foi minha primeira legislatura, e de lá para cá esta é a sexta. Não é fácil eleger-se pela primeira vez. Eleger-se para a segunda legislatura já não é tão difícil, mas eleger-se pela sexta vez dá muito trabalho. É preciso muito trabalho, luta, responsabilidade, lealdade e garra, senão fica difícil explicar à sociedade o nosso desejo de retornar a esta Casa. Então, nesse último mandato trabalhei muito, lutei sempre com muita lealdade pelo povo da região do sul deste estado.

Por isso, estamos aqui, neste momento, juntamente com toda a equipe de publicidade da campanha, que nos deu sempre força, comemorando o sexto mandato. Pelo que foi realizado durante este mandato, podemos dizer que essa campanha foi diferente, e neste sentido o trabalho deve continuar.

Este Brasil é muito complicado, porque cobraram do Congresso Nacional ficha limpa e ficha suja e o Congresso deu a resposta. Mas o que aconteceu até agora? Vai ser hoje ou amanhã? Vai acontecer ou não? Assumem ou não? Então, é preciso mudar tudo isso. Precisamos de uma reforma política partidária que não envergonhe mais o povo, de pessoas que saibam honrar, cuidar e ter responsabilidade para zelar pelo dinheiro público. Eu tenho a honra de dizer que tenho 28 anos de vida pública e jamais saiu uma linha, uma matéria que desabonasse a minha conduta.

No entanto, outros que viabilizaram de alguma forma os recursos tiveram mais sucesso do que aqueles que trabalharam com garra, dedicação e lealdade. Estou neste instante de cabeça erguida, tranquilo, porque a minha eleição foi feita com garra, trabalho e luta. Foi uma eleição partidária como sempre aconteceu ao longo da minha vida. São mais de 40 anos no partido, antes MDB e hoje PMDB, e nunca ninguém viu uma linha em que se dissesse: "Sai, não sai, está saindo, não está saindo." Não! Eu tenho uma conduta. Se sou governo, luto para ter força e para mandar. Se não sou governo, faço aqui o meu papel de oposição.

Por isso, ando de cabeça erguida em qualquer canto deste estado e sinto ter cumprido a missão, uma missão que honra e que orgulha. Assim posso andar de cabeça erguida, olhando nos olhos das pessoas.

O meu último mandato foi construído através de um trabalho sério, dedicado e de realizações. Eu trabalhei 26 anos sem parar na BR-285, que liga a serra da Rocinha, Ermo, Turvo, Timbé do Sul, São José dos Ausentes, Bom Jesus, Vacaria, Lagoa Vermelha, Passo Fundo, Erechim, Carazinho, São Borja e a Argentina. Quanto ao trecho da serra da Rocinha, só faltam 25km, e agora, no dia 14 de outubro, vai haver uma audiência pública com o Ibama para que saia a licença e haja a licitação. Eu trabalhei 18 anos na serra do Faxinal, na cidade dos cânions, Itaimbezinho, uma das maiores belezas naturais do mundo. Já estão concluídos 60% da obra, mas é preciso haver continuidade.

Também trabalhamos 28 anos sem parar para buscar a Interpraias, e agora neste mandato conseguimos 20km, que foi o pontapé inicial. Trabalhamos muito para a barragem do rio do Salto. Foram R$ 75 milhões, que já estão no PAC-2 do governo federal e no orçamento do governo deste estado. E está no Orçamento, porque eu pedi ao eminente deputado Décio Góes - e lamentamos profundamente que ele não esteja aqui conosco -, que apresentasse uma emenda no valor de R$ 20 milhões. E eu usei o microfone pedindo que a emenda fosse aprovada.

Eu já ajudei meio mundo de parlamentares e nunca pedi para aprovar uma emenda, mas pedi que essa emenda fosse aprovada. A emenda foi aprovada por unanimidade no valor de R$ 20 milhões, e assim temos dinheiro para começar a barragem, desapropriar as terras daquelas pessoas que há 27 anos vêm sofrendo na região de Timbé do Sul e Turvo.

Hoje, temos recursos no Orçamento para desapropriar todos, para iniciar a barragem que vai garantir o abastecimento de água no perímetro urbano, que vai garantir a maior produção de arroz irrigado no Brasil, ou seja, a de Turvo, de Timbé do Sul, de Meleiro e de toda aquela região. E os rios vão voltar a normalizar, pois na época do plantio estão ficando praticamente secos, sem água.

Então, essa é a resposta, pois trabalhei muito pelo porto de Imbituba. Tenho orgulho do que fiz por aquele porto. Trabalhai muito pelo aeroporto de Jaguaruna, que hoje está na segunda etapa. Levei três empresas para o sul do estado: a Tramontina, com 1.500 empregos; a CTA, que abriu 1.000 empregos; a Alliance, que abre em dezembro com 2.000 empregos; e a Philips, que irá criar 1.500 empregos.

Isso corresponde a R$ 1 bilhão em receita para a cidade de Araranguá e para toda região, fruto de um trabalho dedicado, sério, que tem como maior parceiro, o maior político da história deste estado, Luiz Henrique da Silveira.

Hoje o grande vitorioso é Luiz Henrique da Silveira, pois fez a engenharia para que Raimundo Colombo se elegesse governador de Santa Catarina no primeiro turno; elegeu Paulo Bauer como o segundo senador mais votado e Casildo Maldaner como o terceiro senador.

Por isso, queremos aqui parabenizar Luiz Henrique da Silveira, homem dedicado que orgulha Santa Catarina e que é respeitado como o maior líder deste estado. Orgulho-me da vitória de Raimundo Colombo, para a qual bastante contribuí.

Agora, vamo-nos preparar para que o estado continue crescendo, gerando emprego e renda, melhorando a qualidade de vida dos catarinenses. Esse é o objetivo de estarmos aqui.

Por isso, o nosso grande trabalho vai continuar...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)