Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado João Macagnan

60ª Sessão Ordinária - 19/06/2002

O SR. DEPUTADO JOÃO MACAGNAN - Sr. Presidente e Srs. Deputados, queria, neste momento, solidarizar-me com os Deputados que me antecederam e que falaram a respeito desse panfleto lançado pelo sindicato. Na verdade, nós não podemos concordar com o que aqui está escrito, manifestando-nos totalmente contrário às colocações aqui apostas nesse panfleto, uma vez que não refletem a realidade, haja vista a presença dos servidores da Assembléia Legislativa que aqui se posicionaram contrariamente a tudo que está escrito, inclusive solicitando o seu desligamento da Alesc.

Por esta razão, nós não podemos concordar com esse panfleto. E quero dizer a esses servidores do sindicato que fizeram esse panfleto e que dizem que em outubro vão derrotar Amin e sua política enganosa que vamos dar um basta a todos eles, pois estão trabalhando contra os catarinenses. Eles não têm condições de falar em nome dos catarinenses, não têm o poder de dizer, em nome de todos os catarinenses, que o Governador Esperidião Amin está fazendo uma política enganosa.

Na verdade, só quem pode derrotar é a maioria dos catarinenses. Eles, com certeza, haverão de dar mais um voto de confiança ao Governo Esperidião Amin, que vem, com grande esforço, com grande trabalho, demonstrando toda a sua tenacidade, desenvolvendo ações por todo o Estado de Santa Catarina.

O Sr. Deputado Antônio Ceron - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO JOÃO MACAGNAN - Pois não!

O Sr. Deputado Antônio Ceron - Deputado João Macagnan, nós queremos, neste aparte, fazer um registro muito rápido e dizer que esses temas que há pouco os eminentes Deputados do PMDB proferiram, levantando a questão do Besc, Cidasc, vão ser debatidos legitimamente na Assembléia Legislativa, com muita propriedade. E a sociedade catarinense saberá, como sempre soube, fazer a sua avaliação.

Mas queria, também, neste aparte, colocar, em meu nome, o repúdio a esta ação da direção do sindicato de tentar discutir politicamente outras questões, colocando inverdades, diminuindo a qualidade e o nível do debate político.

Por isso queria fazer este registro, parabenizando V.Exa., e dizer que teremos, com certeza, muita emoção nessa campanha, mas que essa emoção seja discutida com propriedade, com muita legitimidade.

Assim, quero me engajar no pronunciamento de V.Exa. também repudiando a posição do sindicato.

O SR. DEPUTADO JOÃO MACAGNAN - Eu agradeço o aparte de V.Exa.

Aproveitando os minutos que me restam, gostaria de colocar aos Srs. Deputados que assistimos, na última segunda-feira, a uma sessão solene em comemoração aos 100 anos de vida do nosso ex-Presidente Juscelino Kubitschek.

Falaram, aqui, em nome dos Srs. Deputados, o Deputados Jaime Mantelli, Reno Caramori, que retrataram, com fidelidade, toda a vida do ex-Presidente Juscelino Kubitschek. E nos deu uma aula magnífica o ex-Presidente da Assembléia Legislativa, o ex-Conselheiro do Tribunal de Contas, ex-Deputado Nelson Pedrini.

Ele retratou, com fidelidade, com requinte de detalhes, toda a trajetória política do ex-Presidente Juscelino Kubitschek, refletindo inclusive o destino de um político, quando nos colocava que por duas vezes o nosso catarinense Nereu Ramos poderia ser o candidato à Presidência da República. E por duas vezes os mineiros tiraram esta possibilidade do nosso Senador, à época Nereu Ramos, ser o candidato à Presidência da República.

Mas quis o destino que justamente fosse um catarinense que tivesse cortada a sua candidatura no momento em que poderia ser o nosso candidato à Presidência da República. E quando as forças ocultas estavam tramando para que ele não pudesse vir a ocupar a Presidência da República em razão da eleição que obteve com a maioria, mas não a absoluta, dos votos de todos os brasileiros, tentaram um golpe no País.

E Nereu Ramos, após Café Filho ter deixado o Governo por razões que todos nós conhecemos e como foi colocado, mas o tempo não permite me estender no assunto, deixou o Governo assumindo Carlos Luz. Quando da volta de Café Filho para reassumir, o Congresso, reunido, entendeu que o Presidente da República devesse ser o Presidente do Senado, então Nereu Ramos.

Assim, Nereu Ramos conduziu a política, o processo sucessório fazendo com que Juscelino Kubitschek tivesse a oportunidade e, conseqüentemente, fosse empossado Presidente da República. Mas foi esse catarinense que por dois meses assumiu a Presidência da República, aliás, o único catarinense a assumir a Presidência da República. Então, os louvores todos foram colocados a Nereu Ramos.

Colocava, ainda, o destino de Juscelino Kubitschek nas mãos de um catarinense, motorista de Sombrio, que com o seu caminhão, num acidente de estrada, tirou a sua vida.

Mas quero falar, também, sobre as colocações aqui feitas e retratadas nos jornais acerca dos trabalhos desenvolvidos por Juscelino Kubitschek, em nível nacional, com a indústria automobilística, com a transferência da Capital para Brasília, mais, precisamente, para Santa Catarina, com a criação da Universidade Federal do nosso Estado e com o início das obras da BR-282.

De tal forma, foi o Presidente que todos esperávamos e que, quando estava novamente para ser candidato à Presidência da República, teve os seus direitos cassados pela Revolução de 64.

Portanto, queria, neste momento, homenagear os Deputados Jaime Mantelli e Reno Caramori e, de modo especial, o ex-Deputado Nelson Pedrini, pelo brilhante pronunciamento feito na segunda-feira, quando da realização da sessão solene em memória ao ex-Presidente Juscelino Kubitschek.

A todos os meus cumprimentos! Parabéns pelas palavras aqui proferidas.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)