73ª Sessão Ordinária - 02/09/2015
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sr. presidente e srs. deputados, o jornalista Moacir Pereira fez uma matéria, no dia de hoje, que precisa ser considerada.
(Passa a ler.)
"Procurador Rodrigo Janot admite erro na investigação sobre o senador Luiz Henrique da Silveira.
A audiência da comissão de Constituição e Justiça do Senado com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que resultou na aprovação de seu nome para novo mandato, teve duração de dez horas. E trouxe uma revelação que resgata um episódio marcante e triste nos últimos dias de mandato do senador Luiz Henrique da Silveira.
No dia 31 de março de 2015, quando brincava com os netos, em seu apartamento, o senador foi surpreendido com uma notícia no Jornal Nacional. A Procuradoria-Geral da República abrirá investigação contra ele, sobre suposta advocacia em favor de uma empregada de emissora de rádio de Araranguá, tentando furar a fila de transplante do SUS. A denúncia partira do Ministério Público Estadual e, por se tratar de senador com foro privilegiado, foi enviada ao Ministério Público Federal, em Brasília.
Luiz Henrique reagiu perplexo e indignado. Não tinha qualquer informação sobre o fato. Acionou a assessoria, juntou vários documentos e sete dias depois, indignado, assumiu a tribuna do Senado para relatar o ocorrido e provar inocência. Teve apartes de 19 senadores, em longas declarações de irrestrita solidariedade durante mais de três horas.
Na realidade, o diretor da rádio, ansioso pelo atendimento da funcionária, anunciou em ambiente público que iria recorrer ao senador. O tal pedido nem existiu. Além disso, a funcionária não queria transplante. Tinha crise renal e acabou atendida em hospital particular de Meleiro.
Na sabatina do Senado, o Procurador Rodrigo Janot, reconheceu que o senador Luiz Henrique sofrera grave injustiça. Indagado pelo senador José Medeiros (PPS-MT) admitiu: 'Houve uma falha do serviço. No nosso serviço constava que essa comunicação tinha sido entregue. Mas, na verdade, não tinha sido entregue (...) O senador Luiz Henrique esteve depois comigo. Tivemos uma longa conversa de duas horas na Procuradoria. Uma conversa franca, aberta, agradável. Ele saiu de lá feliz com as informações que eu tinha passado. Infelizmente, veio a ocorrer o óbito alguns dias depois'.
Informada pelo telefone do depoimento do procurador-geral Rodrigo Janot, pelo chefe de gabinete de Luiz Henrique e agora de Dalirio Beber, Euclides Siqueira, a viúva dona Ivete Appel Silveira se emocionou. Só ela sabia o quanto Luiz Henrique sofreu com uma notícia de fato inexistente. Que não cabia sequer a uma rádio do interior e ganhou destaque no Jornal Nacional."
Então essas injustiças que acontecem na vida pública é que machucam os políticos de bem.
Esse homem trabalhador, digno, honrado recebeu uma denúncia que ele não sabia da existência. Quer dizer, acabou não tendo fato nenhum. Nós fomos em Araranguá procuramos o dono da rádio para dizer que nada houve, o Luiz Henrique da Silveira não interferiu e nem teve transplante. Inventaram uma coisa para o caso de uma denúncia vazia que teve crédito para chegar ao Jornal Nacional. Então agora não adianta reclamar que ele é inocente. Quem vai levar esse papel lá pra ele? Só que foi uma justiça que tem que deixar marcado. Era um homem de bem, um homem honrado e homem de bem e honrado nós temos que marcar! Marcar pela linha, pelo trabalho, pela ética e pelo profissionalismo que ele tinha. Amigo de todos, amigo de Santa Catarina.
Perdemos esse grande líder, mas deixou muita marca e muita história.
Obrigado sr. presidente!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)