91ª Sessão Ordinária - 05/10/2011
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO AGUIAR - Senhor presidente, srs. deputados, hoje é um dia especial para o PMDB de Florianópolis. Queremos saudar o sr. Dário Berger, prefeito de Florianópolis, pela grande vitória, porque a justiça foi feita ontem com a absolvição de culpa do nosso prefeito.
Parabéns, Dário Berger, pela sua lisura, pelo seu comportamento, pela sua atitude em pedir permissão, por escrito, para concorrer à prefeitura, mudando de domicílio eleitoral, sendo concedida pelo tribunal. Portanto, o tribunal não poderia votar contra aquilo que anteriormente havia autorizado.
Quero saudar o prefeito Dário Berger e o nosso futuro prefeito, Gean Loureiro.
Quero abordar hoje, principalmente, o Dia Nacional de Doação de Órgãos e de Tecidos, que foi no dia 27 de setembro.
(Passa a ler.)
"Aproveito o horário do PMDB para falar de um assunto de grande importância para a sociedade, para os catarinenses e todos os brasileiros que se preocupem com a saúde da nossa população.
Quero destacar o trabalho das equipes de saúde que atuam em nossos hospitais com a questão dos transplantes, os responsáveis por detectar doadores em potencial, os que têm a missão de operacionalizar o transporte de órgãos, para que cheguem nas condições ideiais até onde se encontram pacientes que precisam de transplantes, e as equipes que fazem os transplantes de órgãos ou tecidos.
É muito importante destacar que Santa Catarina tem uma cultura diferenciada para a questão dos transplantes. Em nosso estado a população tem a maior abertura para o tema. Tanto é que lideramos o ranking nacional em se tratando de estatísticas de doadores. Temos uma média de 25 doadores por milhão de pessoas, o que é mais do que o dobro da média nacional.
Graças a esse espírito solidário de nossa população, das famílias que, ao saberem da morte encefálica de um ente querido, têm o discernimento de perceber a importância do ato de amor que é a autorização de doação de órgãos. Graças a essa atitude corajosa é que somente este ano, desde agosto, as estatísticas apontam que mais de 450 pessoas receberam órgãos e saíram da lista dos que dependem de um transplante.
É também por isso que Santa Catarina tem um cadastro de doadores com índices em que o ministério da Saúde projeta o Brasil somente para o ano de 2020. É uma questão cultural e tem respaldo na educação de nosso povo, como bem pode atestar o colega deste Parlamento e ex-secretário, deputado Dado Cherem, que foi responsável por uma bem-sucedida campanha publicitária para ampliar o número de doadores veiculada com o seguinte mote: 'Deixe uma herança que vai salvar vidas.'
Hoje, dessa mesma forma, o secretário de Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, mantém com sua equipe o mesmo empenho.
Isso talvez explique porque o nosso estado tem índice de doadores que superam os de países desenvolvidos como, por exemplo, Alemanha, Canadá e Suécia.
Como disse, o sucesso na captação de órgãos, na motivação às doações e na eficiência nos transplantes tem relação direta com a fundamental cadeia da solidariedade formada por profissionais da área da saúde - motivo de orgulho para Santa Catarina.
São equipes existentes na quase totalidade de nossos hospitais onde há serviços de neurologia, onde há profissionais treinados em captação de órgãos. A maioria das equipes tem liderança de médicos intensivistas, que atuam nas UTIs, com capacidade de avaliar os casos de morte encefálica. Eles contatam com outros profissionais da área médica, de enfermagem, psicólogos que fazem a abordagem daquelas famílias que vivem um momento delicado, e acabam praticando um gesto de grandeza, que é o transplante."
Nós temos, na verdade, uma grande estatística de transplantes realizados, hoje, em Santa Catarina. Somente este ano, 2011, no mês de janeiro foram realizados 55 transplantes, dos quais, 19, de córnea.
Mas o total de transplantes de córnea somou 306; transplante de rim com doador vivo, 26; com doador falecido, 148; rim e pâncreas, 7; transplante de fígado com doador falecido, 71; transplante ósseo, 22; transplante de medula óssea, 40.
Ora, sem dúvida nenhuma é uma estatística que nos enche de orgulho, pois a secretaria da Saúde do nosso estado, portanto, o nosso setor de transplantes, está acima dos níveis dos países europeus, dos países desenvolvidos aqui citados.
Queremos, neste momento, deixar aqui o agradecimento ao governo do estado, ao governador Raimundo Colombo, pela aprovação da lei que institui a Semana dos Doadores de Sangue e Transplante de Medula, o que vai incentivar a nossa comunidade a prestar aquele item que é mais importante na nossa sociedade, que é a solidariedade humana. Diga-se de passagem, nós do planalto norte temos o maior doador de sangue do mundo, Orestes Golamovski. Sem dúvida nenhuma temos muito que falar sobre o assunto, porque na nossa cidade temos o maior número per capita de doadores de sangue.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)