Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Darci de Matos

34ª Sessão Ordinária - 30/04/2013

O SR. DEPUTADO DARCI DE MATOS - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, desejo falar aqui sobre dois assuntos. O primeiro diz respeito à ExpoGestão, tendo como coordenador o empresário Alonso José Torres, que fará uma exposição daqui a pouco a respeito desse evento que se constituiu, nos últimos anos, no maior evento de gestão de recursos humanos do sul do Brasil.

Quero convidar os deputados, presidente Kennedy Nunes, para participar desses três dias de palestras, de debates, de repasse de informações fundamentais para o crescimento pessoal e, sobretudo, para o desenvolvimento do estado de Santa Catarina e do Brasil.

Contamos com a presença da Acij Jovem, nas pessoas de Douglas Strelow, Fabrício Roberto Pereira, Roger Becker e de Alonso José Torres, que coordena a realização desse evento há muitos anos.

Sr. presidente, a Acij Jovem foi criada há alguns anos e congrega um grupo de jovens empresários ousados, corajosos, pragmáticos que criaram muitos projetos que são conhecidos no Brasil, deputado Neodi Saretta. O primeiro deles é a ExpoGestão, que é o maior evento de Santa Catarina e que já trouxe para palestrar executivos do mundo inteiro, ou seja, nacional e internacional. Estavam presentes nesse evento o sr. Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República, Domenico De Masi e James Hunter, enfim, executivos renomados.

A ExpoGestão é fruto de um trabalho de jovens empresários que se organizam, que se reúnem e desenvolvem um trabalho há muitos anos em Joinville e em Santa Catarina.

Outro projeto, deputado Reno Caramori, que ficou famoso no Brasil e que foi realizado em outras cidades foi o Feira do Imposto, que foi material nacional e demonstra claramente à população o exagero da cobrança de impostos em nosso país.

A Acij Jovem não poderia ser diferente, pois revelou alguns talentos que foram cedidos à gestão estadual. Posso dar dois exemplos: do presidente da Celesc, Cleverson Siewert, jovem inteligente, bem formado, criado e formado na Acij Jovem; o secretário Alexandre Fernandes, que deixou o governo; o secretário de Assuntos Estratégicos que foi o grande assessor, o grande interlocutor, o grande executivo, ao lado do governador João Raimundo Colombo, que intermediou a vinda da GM, da fábrica de tratores para Garuva, da BMW para Araquari e, possivelmente, deputado Reno Caramori, a vinda da Mercedes para o norte de Santa Catarina.

Então, temos somente a agradecer pelo trabalho pragmático, corajoso, ousado, visionário, moderno da Acij Jovem de Joinville.

Sr. presidente, também desejo falar de outro assunto aqui que diz respeito à segurança do trabalho em Santa Catarina e no Brasil. Tive o prazer de ser delegado do ministério do Trabalho, de 1996 a 1999, neste estado, e sabemos que o grande patrimônio do trabalhador não é somente a bicicleta nem a sua casa e muito menos o seu carro. O grande patrimônio do trabalhador, deputado Kennedy Nunes, v.exa. que foi subdelegado em Joinville, é a sua saúde, é a vida dos nossos trabalhadores. Disso não podemos abrir mão de forma alguma.

Há poucos dias aprovamos, nesta Casa, um projeto de lei de autoria do deputado Gelson Merisio, que determina a capacitação de trabalhadores que vão atuar nas empresas que prestam serviços para o poder público de Santa Catarina, sobretudo trabalhadores que vão atuar na área com grau de risco 3 e 4, construção civil, máquinas pesadas e assim por diante. Um projeto de fundamental importância porque há muitos anos ocorreu um acidente com um avião da TAM, em que morreram 40 pessoas. A mídia ficou falando sobre isso durante seis meses, um ano, dois anos, três anos.

Ocorreram, em 2012, em Santa Catarina, 2.717 acidentes fatais. A média é em torno de 3.000 mortes no Brasil. E não é de trabalhadores qualificados, de serventes de pedreiro, operadores de máquinas, pessoas simples, humildes que tocam suas vidas com muita dignidade e dificuldade em áreas insalubres, em áreas com grau de risco 3 e 4.

No ano passado ocorreram, em Santa Catarina, 152 acidentes fatais, com 152 mortes, sendo que a média é de 150 mortes. Na minha época, a média era de 100, 110. Vergonhosa e absurdamente, estamos assistindo ao aumento de acidentes fatais em nosso estado. Ocorreram no estado 47.000 acidentes de toda a ordem, com 152 mortes. No Brasil morrem, aproximadamente, 3.000 pessoas, sendo que em 2012 morreram 1.700 pessoas, e gastamos dos cofres públicos, no ano passado, no Brasil, R$ 70 bilhões com acidentes.

Ora, o acidente não interessa a ninguém, ele atinge duramente a família. Nas empresas morrem pessoas qualificadas, a comunidade, mas o nosso país gasta boa parte dos recursos da nossa arrecadação para custear acidentes de toda a ordem, sobretudo os acidentes fatais.

O Sr. Deputado Reno Caramori - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO DARCI DE MATOS - Pois não!

O Sr. Deputado Reno Caramori - Quero cumprimentá-lo pelo assunto, conheço bem a área, até porque sou técnico formado em segurança do trabalho, tirando primeiro lugar no curso. Digo isso por quê? Porque desde criança atuei nessa área defendendo os direitos, principalmente o direito físico do trabalhador. Na nossa empresa procuramos sempre coordenar o trabalho do nosso funcionário para que ele não se acidente, porque um trabalhador acidentado pode traumatizar uma equipe de cem pessoas. O stress que os colegas do acidentado enfrentam é tão grande quanto o acidentado, quando é de pequena monta.

O que me deixa mais estarrecido é que pouco se divulga a respeito dos cursos de segurança no trabalho, de engenharia de segurança no trabalho, de técnico de segurança no trabalho, sobre o cuidado com a integração física, moral e mental dos trabalhadores.

Em Caçador, na universidade, há um curso de segurança do trabalho, mas é preciso divulgar mais a respeito e fazer com que as empresas entendam a necessidade de se manter esse profissional na empresa. É necessário fazer com que o trabalhador entenda a importância de observar as regras e os princípios de segurança no trabalho, porque muitas vezes a empresa oferece o equipamento de segurança, mas ele não usa ou relaxa e facilita pelo excesso de segurança.

Existem dois caminhos: em primeiro lugar, a empresa deve exigir e, em segundo lugar, o funcionário deve respeitar as regras. Isso é muito importante. Esses dados que v.exa. mostra são estarrecedores. Não é possível que no mundo de hoje, com a tecnologia existente em todas as áreas, ainda enfrentemos esse tipo de coisa. Por isso quero cumprimentá-lo pelo assunto que aborda e acho que deve haver prosseguimento nesse debate.

O SR. DEPUTADO DARCI DE MATOS - Obrigado, deputado.

Queremos fazer um apelo à superintendência do ministério do Trabalho de Santa Catarina, ao seu novo delegado, no sentido de realizar campanhas educativas e, sobretudo, de prevenção para a saúde e segurança dos trabalhadores.

No dia 28 de abril foi comemorado o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, que é um dia de comemoração e, sobretudo, de reflexão porque precisamos, como disse o deputado Reno Caramori, fazer uma cruzada no sentido de mobilizarmos toda a sociedade sobre essa questão de os trabalhadores utilizarem os equipamentos de proteção individual coletiva, para que possamos salvar vidas em Santa Catarina e no Brasil.

Como amanhã será comemorado o Dia do Trabalhador, não poderíamos deixar de nos dirigir aos trabalhadores com carinho, respeito e elogio, porque quem constrói Santa Catarina e o Brasil são os empresários, a comunidade e o poder público, mas fundamentalmente os trabalhadores, principalmente os braçais, pessoas que com muita dificuldade criam suas famílias.

Por isso o dia de amanhã é um dia de reflexão e, sobretudo, de festa e de comemoração, porque precisamos buscar muitas conquistas ainda, mas nos últimos anos avançamos muito, sem dúvida alguma.

Muito obrigado!

(Palmas)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)