1ª Sessão Ordinária - 05/02/2014
ira tenham praticamente a mesma remuneração. É como se eu me dedicasse a minha vida inteira estudando, qualificando-me, fazendo pesquisas, produzindo teses, especializações, qualificações, formação continuada e tivesse um pequeno reajuste ao final da minha vida funcional, deputado Kennedy Nunes, e eu me aposentasse ganhando quase o que ganha um professor em início de carreira. Esta é a realidade da Educação em Santa Catarina.
Então, quero dizer que não há o que comemorar. E confesso que ontem, quando o governador Raimundo Colombo falou com muita simplicidade, com muita leveza, como é o seu estilo, quando falou no Magistério, de vários indicadores positivos, fiquei me perguntando lá na minha cadeira por que então este estado que tem tantos indicadores positivos não consegue pagar decentemente os seus professores. Por quê?
Por que, sr. governador, se temos um crescimento na receita, se a indústria está bem, o estado tem o segundo maior PIB do país, como se explica que possamos ter um dos piores salários do Magistério brasileiro? Eu ainda não consegui ter respostas para essas perguntas.
Então, quero dizer que o meu posicionamento como professora e como deputada estadual é muito claro. Este governo fala bem da economia, mas ignora a valorização do Magistério.
Outra fala que chama atenção, que nenhum momento vem com mais clareza, é com relação às faltas que o Magistério teve no ano passado. Todos sabem que o Magistério é uma carreira nacional, e no ano passado os educadores de Santa Catarina, de forma solidária e justa, aderiram a uma campanha nacional de luta pela valorização dos professores, paralisando as atividades por um período de três dias, se não me falha a memória, mas esses três dias estão custando a carreira do Magistério. O governo não quer discutir o abono dessas faltas. Não foi uma greve à la vonté, foi uma paralisação pela luta, pela dignidade da educação. O governo não quer discutir o abono das faltas, portanto, prejudica a progressão da carreira do Magistério catarinense.
Por último, no mês de janeiro, tive a grata felicidade de ficar vários dias em companhia da minha família, em Florianópolis, e cansei, deputado Kennedy Nunes, de ver propagandas do Pacto pela Educação na nossa capital. Essas propagandas dão a impressão de que em todas as regiões de Santa Catarina as escolas estão sendo reformadas, pois é colocado que na Grande Florianópolis 75 escolas estão sendo reformadas. E o público que assiste a essas propagandas, e não é tão atento, constrói uma imagem de que em todas as regiões, como a minha região, o oeste de Santa Catarina, todas as escolas, a grande maioria, também estão sendo reformadas. Isso não é verdade. Não é verdade.
Ontem, o governador entrou em contradição no seu discurso quando disse que de 1.140 mil escolas no estado temos em torno de 200 sendo reformadas. Então, vale duas perguntas sobre esse assunto.
O que é reforma? É trocar uma lâmpada, é uma pintura ou é uma reforma completa? Mas mesmo assim o número expressa o que estou falando, chega a 17,5% o índice de escolas que estão sendo reformadas, segundo o governador.
Por último, o governador Raimundo Colombo termina o seu discurso dizendo que a cada dia uma escola está sendo construída, está sendo entregue, em nosso estado. Ora, essa conta também não fecha, porque se a cada dia uma escola está sendo construída ou reformada, significa que teríamos no mínimo em torno de 365 escolas no último ano.
Então, quero dizer que vamos permanecer este ano na luta pela dignidade dos nossos educadores, na luta pela valorização do Magistério, na melhoria da infraestrutura das escolas e na luta também pela garantia de 1/3 da hora/atividade que já está em lei, mas que, infelizmente, não foi ainda implantada na sua totalidade no estado de Santa Catarina.
E se o governo não prestar atenção, mais uma vez se acenará, infelizmente, para uma greve dos professores do estado de Santa Catarina. Creio que ninguém quer uma greve neste ano, sobretudo com um governo que está à prova e que precisa mostrar para que veio, especialmente na educação.
Obrigada, sr. presidente.
(Palmas)
(SEM REVISÃO DA ORADORA)
O SR. PRESIDENTE (Deputado Kennedy Nunes) - Com a palavra o próximo orador inscrito, deputado Valmir Comin, por até dez minutos.
O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Sr. presidente, srs. deputados, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, gostaria, inicialmente, de saudar, em visita ao Parlamento de Santa Catarina, a vereadora Arlete Ramos, de Braço do Norte, acompanhada da sra. Olga Maria Koch Casagrande, presidente do Centro de Reabilitação Vida Humana, daquele município, juntamente com Valdete Volpato Matos de Aguiar, secretária desse centro.
Tivemos uma audiência com o secretário Cândido, reafirmando o compromisso e o convênio desta Casa com a secretaria de estado de Assistência Social, implementada pelo governo de Raimundo Colombo e Eduardo Pinho Ribeiro, com relação ao Projeto Reviver, que em princípio tinha garantia de três meses dos recursos e que agora já está assegurado para o ano todo.
Por isso é um prazer, uma satisfação parabenizar essas pessoas benevolentes, com espírito abnegado de voluntariado que se dedica à causa pública e à filantropia, promovendo com isso um gesto bom com os mais necessitados.
(Passa a ler.)
"Sr. presidente, gostaria também de registrar que foi sepultado na segunda-feira próxima passada, dia 3 de fevereiro, em Urussanga, Carlos de Lorenzi Cancellier, ao 86 anos.
Neto de imigrantes italianos que fundaram a colônia de Rio Maior, em 1878, Carlos foi um grande líder político que se elegeu vereador em Urussanga por duas legislaturas, ocupando uma cadeira na Câmara Municipal entre os anos de 1963 a 1970, durante a quinta e a sexta legislatura.
Viveu boa parte de sua existência na localidade de Rio Palmeira Alta, até se mudar para uma casa no centro de Urussanga, onde faleceu no último domingo, dia 2.
Profundo conhecedor da política catarinense, era chamado para campanhas eleitorais e com sua influência junto à comunidade arregimentava votos para os candidatos de seu partido. Grande número de amigos e familiares compareceu aos atos fúnebres que foram marcados por muita emoção e sentimento de pesar pela perda de um cidadão que muito lutou pelo seu povo.
Júlio Cancellier"
Esse cidadão Carlos de Lorenzi Cancellier que é avô do nosso grande jornalista Júlio Cancellier, é criativo, dinâmico, pujante, o que para nós é sempre motivo de muito orgulho e satisfação fazer parte do rol de amizade dessa família pela qual temos a maior e mais alta estima e apreço.
Eu tive a oportunidade de conhecer a casa já totalmente restaurada e recuperada, um patrimônio histórico e da humanidade que caracteriza na essência as raízes dos imigrantes italianos e, de maneira especial, a família Lorenzi Cancellier.
Por isso, é motivo de muita satisfação poder usar a tribuna para enaltecer um amigo de saudosa memória, Carlos de Lorenzi Cancellier, um grande líder político que deixou esta vida para um estágio posterior.
Sr. presidente, eu tive a oportunidade de acompanhar o pronunciamento do sr. governador do estado na tarde de ontem, quando leu a mensagem do governo. Eu vi, com muita expectativa e muito otimismo, o momento que vive Santa Catarina, um momento pujante e enaltecedor em que a sua economia vem sendo aquecida por consequência, evidentemente, sr. presidente Joares Ponticelli, da pujança, da determinação, da garra e do empreendedorismo do povo catarinense. Este é um estado eminentemente exportador e a valorização do dólar também favorece o aquecimento da economia em Santa Catari