35ª Sessão Ordinária - 18/04/2012
O SR. DEPUTADO DIETER JANSSEN - Sr. presidente, srs. deputados, hoje, pela manhã, o deputado Silvio Dreveck discorreu sobre alguns assuntos positivos para Santa Catarina, principalmente para a região norte do estado. Mas temos também que relatar situações tristes pelas quais o estado vem passando.
O primeiro se refere à redução da alíquota do ICMS, pois está acarretando uma diminuição na arrecadação de Santa Catarina em torno de R$ 1 bilhão. O segundo é a greve dos professores, que acarretará muito prejuízo aos alunos, que ficarão, a partir de segunda-feira, sem aula, o que nos deixa muito triste. O terceiro ponto é a crise na Segurança Pública, em relação à Polícia Civil e à Polícia Militar.
Mas queremos reforçar também as situações positivas.
Falamos, na semana passada, deputado Ismael dos Santos, assim como outros deputados, sobre a diminuição da taxa de juros. Acho que isso vem ao encontro do que o Brasil, principalmente Santa Catarina, precisa neste momento, com vistas ao combate à desindustrialização. Mas é preciso também atualizar a tabela do SUS e urgentemente dar apoio à infraestrutura, para fazer com que as empresas de nosso estado se tornem mais competitivas.
Desde 2001, estamos participando, em Brasília, de eventos destinados a discutir a reforma tributária. Precisamos fazer com que todos paguem menos impostos e para tanto basta que todos paguem.
Segundo notícia obtida na internet, ainda repercute a queda de juros na rede privada de bancos, decorrente da intervenção do governo federal, que diminuiu as taxas das instituições de crédito oficiais, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, a fim de facilitar o acesso ao crédito pelos brasileiros. Destaca-se também a notícia de que o Bradesco foi a primeira instituição privada a baixar seus juros, a fim de se tornar mais competitivo perante o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
Foram colocadas aqui algumas taxas que o Bradesco começou a praticar e a que mais se destacam são as do crédito para as micro e pequenas empresas. O Bradesco está cobrando, a partir de agora, para capital de giro, 2,90% em vez dos 5,56% que cobrava anteriormente. É uma queda muito grande e vale destacar nesta Casa.
Com relação a veículos, assistindo ao jornal da Globo News verificamos que em nosso país temos 12 montadoras e vamos a 25. Então, temos que investir muito em infraestrutura, pois os juros para aquisição de veículos caíram de 1,35% para 0,97%. O Bradesco já financiou 2,4 milhões de veículos, o que significa que os brasileiros estão acessando essas linhas de crédito.
Já a taxa do crédito pessoal caiu de 2,66% para 1,97% ao mês; a taxa para o CDC caiu de 3,54% para 2,97% ao mês; e a taxa para o crédito consignado caiu de 1,32% para 0,90% ao mês.
Para finalizar, o Bradesco, juntamente com o BNDES, está oferecendo linhas de crédito para caminhões e ônibus com juros de 7,70% ao ano. Isso ajuda muito o desenvolvimento do país no que tange ao transporte da nossa produção. Quanto às taxas de juros do BND%S para máquinas e equipamentos, estão a 5,50% ao ano.
Realmente, são juros bem interessantes para o micro e pequeno empresário. Inclusive, já havíamos destacado os juros da CEF e do Banco do Brasil, e agora vemos a iniciativa privada puxando na mesma linha para continuar a competir no mercado aberto. Com isso o brasileiro pode dirigir-se a qualquer instituição para buscar o seu crédito.
Então, parabéns ao Bradesco, que sai na frente dos bancos privados para que o brasileiro tenha mais acesso ao crédito, eis que tínhamos um Brasil engessado ao famoso spread bancário. Inclusive, desde a época de vereador já questionávamos esses recordes de lucro a cada ano e o brasileiro cada vez mais endividado e com dificuldades de saldar suas contas.
Portanto, parabéns à iniciativa dos bancos, que estão fazendo o que já fizera o poder público, a fim de que o brasileiro tenha mais acesso ao crédito e a uma qualidade de vida melhor.
Muito obrigado.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)