Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Valmir Comin

17ª Sessão Extraordinária - 02/07/2014

O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, telespectadores da TVAL e ouvintes da Rádio Alesc Digital. Faço uso desta tribuna primeiramente para manifestar a nossa satisfação em receber aqui o prefeito Zênio, de Sombrio, terra do nosso deputado José Milton Scheffer, que fez sua manifestação e divulgação do 14º Arraial Fest. É uma festa muito concorrida, brilhante e animada, da qual tive o privilégio, por várias vezes, de participar.

Mas, sr. presidente, nesta semana, mais precisamente no domingo precisei deslocar-me para o sul do estado até Forquilhinhas, onde tivemos a oportunidade de, juntamente com o prefeito e lideranças, participar do lançamento da Rodovia Jacob Westrup, acalentada por várias ocasiões e muitos anos de luta, reivindicação de todas as classes políticas dentro de uma ação suprapartidária, que culminou, inclusive, com a inserção no PPA, pelo Orçamento Regionalizado dos recursos e, por várias vezes, não acontecia.

Assim, tivemos a satisfação de, no domingo, à noite, participar do evento de licitação daquela obra que interliga Nova Veneza/Forquilhinha/ Maracajá. Foi a primeira rodovia estadualizada no estado de Santa Catarina e que era o leito da BR-101. Ela irá proporcionar o start econômico daquela região em função do escoamento da produção do agronegócio, da rizicultura, da indústria metalmecanica, do turismo e é o corredor que interliga os municípios da chamada Rota dos Imigrantes.

É um investimento orçado próximo a R$ 2 milhões e que começa com 2,5km numa extensão de 20km na sua totalidade, com a participação de R$ 3 milhões e, a partir do ano que vem, consignado também, no Orçamento Regionalizado. Haveremos de conferir ainda no final deste mandato a inclusão no orçamento para o próximo ano para a continuidade dessa obra.

Mas, para chegar até Forquilhinha tivemos que passar por uma peregrinação. Havia rompido o trânsito em função de uma barreira que caiu lá no bananal na ponte sul, sul da Ponte da Cabeçuda e trancou o trânsito, perfazendo uma fila de mais de 20km.

E nós, percebendo que não iríamos chegar a tempo, cortamos caminho. A possibilidade que nós tínhamos era ir pelo BR-282 cruzando a serra e descendo pela Serra do Rio do Rastro, mas não chegaríamos a tempo. Então, entramos lá em Imbituba saindo por Imaruí, Rodovia Estadual SC-437 no trecho entre Imaruí e Pescaria Brava da BR-101. Tomada pelo mato, pelos buracos e os moradores sofrem com a poeira em dias de sol e lama em dias de chuva.

Passei pela estrada como alternativa para sair do engarrafamento e aproveitei para ver de perto a situação. São cerca de 34km de desafio ao condutor que precisa transitar por lá. Está precária demais.

Lá estão moradores da comunidade de Siqueiro, Varginha, no km-37 em Pescaria Brava, Taquaraçutuba, Santiago, Barreiros, Aratingaúba e muitos outros que usam este caminho como alternativa da BR-101.

E o que eu fico impressionado, sr. presidente, é que por consequência da duplicação da BR-101 o próprio DNIT, em parceira com o governo do estado, não procurou rotas alternativas na questão dos engarrafamentos e na interrupção eventual, que é constante, inclusive naquela região, perfazendo filas que duram 4, 5, 6 até 8h.

E essa rodovia, mesmo sendo estadual, poderia ser a rota de fuga alternativa além de desencadear o potencial econômico, turístico, industrial, além de ser uma alternativa de todos que se deslocam do norte para o sul ou do sul para o norte.

É realmente lastimável, deputado José Milton Scheffer, chegou num determinado ponto do trecho por onde apenas uma tobata tracionada poderia passar. Por isso, estamos apresentando um requerimento nesta Casa ao presidente da secretaria de Estado da Infraestrutura, sr. João Carlos Ecker, para que o estado tome as devidas providências.

Deputado Nilson Gonçalves, realmente, nesses 37km, além da buraqueira, lembrei dos tempos da estância, de andar a cavalo pelas trilhas, porque realmente é uma situação vergonhosa o estado que se encontra aquela rodovia. E há de se perceber que estamos no meio de um processo onde ajudamos a construir um investimento muito grande à Infraestrutura, à Segurança, à Habitação, à Ação Social, à Educação e tantas outras áreas, mas a maior parte da verba foi direcionada para a infraestrutura, para a recuperação, recapeamento, restauração e construção de novos acessos.

E aquela rodovia está esquecida no recém-criado município de Pescaria Brava. E, nós, na condição de deputados, criamos a emancipação, mas em paralelo, não foi buscado alternativas que possam dar acesso de logística, de mobilidade, com conforto, com segurança e com qualidade.

São cidades históricas, distritos históricos, que trabalharam e lutaram muito através da labuta do seu povo, da sua gente, para o fortalecimento da economia do estado, e que dessa região saiu grandes figuras políticas, como o presidente desta Casa, o ex-deputado Epitácio Bittencourt, Pedro Bittencourt e tantos outros.

Eu apenas lamento ter que usar a tribuna, neste momento, para fazer esse questionamento e esta reivindicação, que já deveria ser praxe por parte do próprio Deinfra, sendo que essa rodovia a SC-437, trecho que liga Imaruí até Pescaria Brava, interligando os dois pontos da BR-101, poderia ser utilizado como rota de fuga no momento de interrupção da BR-101.Por isso, faço esta manifestação, apresentando requerimento em nome da Bancada Progressista, para que o governo, através da secretaria de Obras, especificamente o Deinfra, possa buscar um encaminhamento paliativo para melhoria, com cascalhamento, abertura de valas de escoamento e drenagem, e na sequência, que possamos, juntamente com o estado, fazer a pavimentação asfáltica de uma vez por todas aquela região que vem carecendo de uma atenção prática, propositiva e objetiva por parte do governo do estado. Era isto, sr. presidente, srs. deputados!

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)