54ª Sessão Ordinária - 03/07/2013
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO AGUIAR - Sr. presidente em exercício, eminente deputado Manoel Mota, srs. deputados e sras. deputadas, hoje, gostaria de me reportar ao momento que vivemos no planalto norte. Um momento de expectativa, de angústia, onde as águas do rio Canoinhas e do rio Iguaçu subiram exageradamente. Temos a certeza de que, mesmo com a diminuição de ontem para hoje, a água do planalto norte está fora da caixa do rio, invadindo a nossa comunidade.
Temos no município de Três Barras mais de 100 famílias desabrigadas, no município de Canoinhas mais de 30 famílias desabrigadas e no município de Porto União mais de 150 famílias desabrigadas. Portanto, é preocupante a situação do Planalto Norte.
Queremos agradecer a intervenção do secretário Milton Obus, que lá esteve representando o governador Raimundo Colombo e Eduardo Pinho Moreira, servindo como tal os préstimos da defesa civil, fazendo levantamentos para que tenhamos a ajuda necessária do governo do estado para o Planalto Norte.
Temos a certeza de que esses recursos não vão demorar um ano ou mais para chegar. Esperamos que haja agilidade por parte da Defesa Civil, para que os municípios possam, sim, dar um atendimento melhor à nossa gente, à nossa comunidade, que ora se encontra em dificuldade, devido à grande quantidade de chuva e enchente que assola o Planalto Norte.
Também gostaria de me reportar à nossa audiência pública de sexta-feira, no município de Canoinhas, sobre a ferrovia. E muito já falamos sobre essa ferrovia, tanto pedimos para o governo federal olhar com carinho para Santa Catarina e para o Planalto Norte.
Temos a certeza de que a ALL, que se fará presente na nossa audiência pública através do seu representante, dando as suas explicações e dizendo o porquê do não investimento em nossa região. Mas temos também a certeza de que a ALL virá com boas notícias para o Planalto Norte, criando o trem que vai fazer a parte turística, chamado assim de trem turístico do planalto norte.
Já temos reivindicações prontas para a ALL, e esperamos ser atendidos. Batemos na tecla da ferrovia que sai de Maracaju, que vem a Porto União, a Mafra, com destino ao porto de São Francisco, ao porto de Itapoá. E de São Francisco que se faça a ferrovia litorânea para Itajaí, que são apenas 70km.
Temos certeza de que esses investimentos ferroviários devem acontecer na nossa região, em longo prazo, mas é por eles que estamos brigando. É importante já aproveitarmos um leito existente na ferrovia que foi construída há mais de 100 anos. Isso foi muito bem planejado, pois a enchente que assolou o Planalto Norte não atingiu a rede ferroviária, ou seja, naquela época, eles já tinham noção dos perigos da enchente.
É bem verdade que precisamos de uma olhada do governo federal, da presidente Dilma Rousseff. E dizia a representante da ALL que essa empresa paga anualmente ao país a importância de R$ 120 milhões, mas arrecada mais de R$ 3 bilhões para investimento em ferrovia. Precisamos ver onde está sendo aplicado esse dinheiro. E que não se esqueçam de Santa Catarina; e não se esqueçam de que têm que dar continuidade ao trabalho ferroviário.
Eu gostaria de me reportar à saúde do município de Canoinhas e do Planalto Norte, uma região que está muito bem atendendo à população nessa área, em relação aos outros municípios e aos grandes centros. Para se ter uma ideia, o Hospital Santa Cruz, de Canoinhas, é o que está em segundo ou terceiro lugar, no estado de Santa Catarina, em cirurgias realizadas pelo SUS.
Temos nesse município cinco ortopedistas que fazem um grande trabalho pelo SUS. Portanto, quero parabenizar esses médicos e o hospital. Para fazer cirurgias pela Unimed, Bradesco Saúde e particular existem muitos profissionais, mas pelo SUS são poucos que o fazem. Portanto, esses médicos de Canoinhas são abnegados, e pelo SUS as cirurgias são realizadas naquele doente que não tem condições financeiras.
Quero falar nos médicos que, neste momento, encontram-se numa manifestação reivindicando melhorias na saúde do país. E para isso acontecer precisamos de condições para atender à população. "Vamos importar médicos", dizem. Que venham eles! Mas que se adaptem fazendo sua prova de conhecimentos no CRM, como nós, para trabalharmos nos Estados Unidos temos que prestar provas difíceis lá dentro. Se vierem médicos de fora, trazendo sabedoria e uma medicina de ponta para o país e forem aprovados no Conselho Regional de Medicina, estão de parabéns. Mas que não se criem subterfúgios, não se criem novas leis para prejudicar os médicos do país. A nossa defesa aqui é ao médico profissional, e os nossos parabéns também pela regulamentação do ato médico que foi aprovado pelo Congresso Nacional. Finalmente os médicos estão reconhecidos por um motivo: a profissão do ato médico não era regulamentada no país, e agora foi aprovada pelo Congresso.
Ainda não vi o encaminhamento da presidente Dilma Rousseff, mas temos certeza de que vai encaminhar favoravelmente.
Temos na Assembleia quatro médicos: este deputado, o dr. Volnei Morastoni, o dr. Jailson Lima e o dr. Jorge Teixeira, e tenho certeza de que estamos engajados por uma saúde melhor.
Um grande abraço.
Obrigado.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)