58ª Sessão Ordinária - 29/06/2011
O SR. DEPUTADO DADO CHEREM - Ocupo a tribuna na tarde de hoje, sr. presidente, sra. deputada e srs. deputados, para falar de temas que considero importantes para o nosso estado, particularmente para algumas regiões nas quais tenho mais forte representação parlamentar.
Inicio, sr. presidente, falando sobre os jovens e seu empregos. Lembro-me de que quando fiz o vestibular para adentrar à faculdade, algumas carreiras eram as mais procuradas: Direito, Engenharia, Medicina, Odontologia, Arquitetura, Agronomia. Fomos criados na visão de que essas carreiras é que garantiriam um futuro estável.
Deputado Gilmar Knaesel, hoje é muito diferente a realidade da juventude. Chego a ousar dizer que nossos filhos e netos já nascem conectados com o mundo virtual. Qualquer criança de dois ou três anos já coloca seus dedinhos sobre um notebook ou um I-Pad e procura as novidades que a tecnologia tem a oferecer.
Deputado Padre Pedro Baldissera, o jovem pobre, que não tem condições de arcar com o custo de uma escola particular, enxerga no ensino médio uma ponte que a cada dia torna-se mais longa, tornando mais remoto o alcance do seu sonho. Portanto, vejo no ensino profissionalizante do 2º grau a chance desse jovem exercer uma profissão, conseguir uma subsistência digna dos seus anseios. E vejo isso nas profissões voltadas para a tecnologia de informação ou de inovação, como queiram, voltadas para o agronegócio, o agrocomércio, a agricultura familiar, mas deve ser algo atraente, não enfadonho, tem que ser uma profissão que lhe dê esperança de pelo menos ter um salário digno.
Hoje os empregos de técnico oferecem, sim, salários dignos. Para se ter uma idéia, em Florianópolis há uma demanda reprimida de duas mil vagas que não são preenchidas por falta de mão-de-obra, justamente nas áreas da tecnologia da informação, como analista de sistemas. Esse tipo de profissão paga, no início da carreira, de R$ 1.600,00 a R$ 2.000,00, podendo chegar a R$ 5.000,00 ou R$ 6.000,00 com facilidade. E não temos jovens para ocupar essas funções. Então, o que falta? Falta uma política de governo que atinja principalmente aquele jovem que quer ter essa oportunidade e não tem condições.
Conversei muito ontem com o secretário Paulo Bornhausen, que está com essa visão, está focado nisso, além do desenvolvimento sustentável, mas também para a área de tecnologia. Inclusive, surpreendi-me com os projetos que lá estão e quero avançar um pouco mais.
Em função disso, vou promover no segundo semestre uma audiência pública voltada para o ensino médio público e para as tecnologias da inovação como fonte de emprego e de renda, pensando naquele jovem que não tem como pagar, voltado para aquele jovem que não sonha mais, que não quer saber de fazer uma faculdade e muitas vezes não quer ocupar uma profissão que hoje é ofertada no mercado.
Estou indo a Brasília e quero convidar a secretaria tecnológica do ministério da Educação para participar dessa audiência pública, convidar também os srs. deputados com as experiências das suas regiões, para que possamos, sim, ofertar emprego para esse jovem que não precisa mais esperar por um curso universitário para ter uma profissão. Com um emprego desses, srs. parlamentares, um jovem de 17 anos pode ganhar muito mais do que um pai ou uma mãe que tem 20 ou 30 anos de profissão, de trabalho árduo e difícil.
Quero também falar sobre outro tema pertinente, noticiado pela imprensa nos últimos dias, ou seja, as fugas na penitenciária de Florianópolis, que realmente me causaram alguns pontos de interrogação, uma vez que tem acontecido com certa frequência.
Não estou aqui defendendo a deputada Ada De Luca, não tenho procuração para isso, não sou do PMDB, também não estou defendendo o coronel Luiz Botelho, a quem conheço e sei da competência e da eficiência, como conhecemos também a deputada Ada De Luca. Mas há alguma coisa esquisita, presidente Moacir Sopelsa, nisso! Não estou conformado com isso, acho que está havendo alguma mudança de postura e que isso está incomodando alguém. Acho que alguém está perdendo os privilégios, porque isso não está certo. Há alguma coisa esquisita, isso impossível! A secretária assumiu há um mês e pouco e está passando por uma prova de fogo extremamente pesada, uma carga muito forte. É um cargo difícil, muito difícil! Mas há muitas pessoas com técnicas apuradas para ajudar a construir. Agora, que está meio esquisito está, sr. presidente. Repito, acho que há pessoas perdendo privilégios e tem rato começando a pular do navio. Acredito que seja isso. Não estou aqui defendendo ninguém, acho que a deputada sabe defender-se. Mas há alguns pontos de interrogação que não estão sendo respondidos. Acredito que está havendo perda de privilégios, mudança de posturas e isso está incomodando alguém.
Sr. presidente e srs. deputados, para encerrar, gostaria de abordar a audiência pública de que participamos, no município de Tijucas, para falar sobre a SC-411, uma vez que em seis anos houve um aumento de 200% dos óbitos naquela rodovia que liga Tijucas a Nova Trento, a terra da Santa Paulina.
Com certeza, sr. presidente, isso nos preocupa. Aquela rodovia tornou-se muito violenta porque São João Batista cresceu muito, assim como a cidade de Nova Trento, e são muitos os veículos que cruzam o centro daqueles municípios.
Estou convidando o secretário de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, para que percorra conosco aquela rodovia e que dê uma atenção especial a ela. Tenho certeza de que o secretário não vai furtar-se disso para diminuir os problemas daquela região.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)