108ª Sessão Ordinária - 01/11/2012
O SR. DEPUTADO GILMAR KNAESEL - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, estudantes presentes nesta Casa, quero dar conhecimento a todos que Santa Catarina foi escolhida pela sexta vez consecutiva como o melhor destino turístico do Brasil, através de uma pesquisa feita via internet junto aos leitores da revista Viagem e Turismo, da Editora Abril, que anualmente escolhe os melhores juntamente com o Congresso Brasileiro da Abav, no Rio de Janeiro.
É um evento que merece ser ressaltado, e já fiz um pronunciamento nesta Casa sobre as razões que levam o estado a ter esse diferencial. Com certeza são nossas belezas naturais, a diversidade dos pontos turísticos, a nossa gastronomia e tantos outros pontos avaliados nessa pesquisa nacional.
Mas volto a dizer, e é importante ressaltar, que a divisão geográfica de Santa Catarina, que conta com regiões turísticas muito bem mapeadas, com seus produtos elencados em cada uma das regiões, é que tem mudado o olhar do turismo nacional e internacional para o nosso estado, já que somos o terceiro maior destino turístico internacional do Brasil, perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro, graças, é claro, aos nossos países vizinhos, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai, que são nossos frequentadores assíduos de muitos anos. Contudo, se prestarmos atenção, veremos que hoje há turistas vindos de outros países também.
Mas um dos pontos marcantes dentro desse processo ainda é o diferencial da segurança, porque o turista não vai a lugares onde ele se sente inseguro, e aproveito para dizer que, casualmente, pude ouvir o pronunciamento do deputado Maurício Eskudlark sobre a sua preocupação - e eu como presidente da comissão de Segurança Pública desta Casa não posso deixar de me manifestar neste momento - sobre os momentos de apreensão que estamos vivendo em nosso estado.
Mais uma vez os crimes que aconteciam apenas em outros estados começam a ocorrer em Santa Catarina, mais recentemente, os assaltos aos caixas eletrônicos que antes não ocorriam com tanta freqüência, hoje causam grande insegurança a todos. Mas o mais grave de tudo é que os profissionais da Segurança Pública estão sendo assassinados, como a agente prisional morta na semana passada, situação vivida anteriormente apenas em outros estados.
Pergunto: como isso chega tão rápido a Santa Catarina? Por que se instala aqui? E aí quero fazer uma reflexão que, penso, deve ser feita por todos nós, políticos, pois podemos, inclusive, tentar frear um pouco isso, não apenas com investimentos, mas especialmente com uma das coisas que mais contribuem: a informação.
Os noticiários nacionais, todas as mídias, fazem a sua obrigação, que é noticiar, mas infelizmente dão muito destaque a esses crimes e consequentemente quem assiste faz disso uma nova prática. Acho que esses assaltos que vêm acontecendo em Santa Catarina, essas mortes, muito têm a ver com o noticiário nacional sobre o que vem acontecendo em outros estados, porque não havia razão para isso acontecer aqui tão rapidamente, de forma tão violenta e crescente.
Acho que é preciso mudar o foco e reavaliar essa situação, juntamente com aqueles que têm o poder da mídia, pois isso tem contribuído muito para os marginais se organizarem, fortalecerem-se e entrar num modismo.
Deputado Maurício Eskudlark, v.exa.. que é um dos grandes conhecedores desse assunto e tenho sempre elogiado o seu posicionamento aqui, sabe muito bem que os marginais seguem um modismo que influencia o fortalecimento dentro dos seus segmentos para obter mais status, e se a moda em outro estado é matar policial, por que não em Santa Catarina?
Então, sr. presidente, gostaria de dizer que considero preocupante essa nova onda que vem acontecendo em nosso estado em menos de uma semana, e cabe a nós, desta Casa, posicionar-nos e encontrar mecanismos para auxiliar os policiais, que são os nossos protetores, tanto civis quanto militares e todo o segmento das polícias, e que estão passando por um período muito difícil neste momento.
Está no Diário Catarinense de hoje, na primeira página, que enquanto o comando da Polícia Civil se reunia para anunciar que prendera o suspeito pelo assassinato da agente prisional, recebeu um telefonema dando conta de um atentado contra outro policial.
Então, queremos solidarizar-nos com a Segurança Pública e como presidente da comissão teremos que fazer uma avaliação urgente. E não somente nós, mas penso que todo o Parlamento, porque quando se atenta contra um policial em Santa Catarina, isso é muito preocupante.
Era o que eu tinha a dizer, sr. presidente!
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)