Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

3ª Sessão Ordinária - 11/02/2014

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, como vascaíno e avaiano quero dizer que na Ressacada as correrias tem sido só pelo lado de fora e na arquibancada, infelizmente, porque dentro do campo só funciona no inverno. Quando chega a primavera e o verão, nós, avaianos, ficamos com o time um tanto debilitado fisicamente.

Sr. presidente, quero me referir neste momento à audiência de conciliação, ou tentativa de conciliação que haveria entre os supostos proprietários e os ocupantes da área de terra do norte da ilha, hoje o assentamento Amarildo, que ocorreu na última sexta-feira à tarde aqui na capital, na Vara da Justiça Agrária, dirigida até então ou até aquele momento pelo juiz, dr. Jeferson Zanine, e ficou conciliado o prazo até 15 de abril para que os ocupantes permaneçam naquele local.

Eles lutam por terra, por trabalho, por teto, por reforma agrária popular, por soberania alimentar, querem produzir hortaliças sem agrotóxico, o que faz muita falta para toda população da Grande Florianópolis, especialmente para o norte da ilha. Em contraposição, há alguns poucos que querem fazer ali um campo de golf. No entanto, as pessoas que estão ali ocupando a terra querem dar uma função efetivamente social para aquelas terras que estão há décadas abandonadas. Evidente que haverá debate e polêmica sobre a real propriedade daquelas terras, quem é efetivamente o proprietário daquela imensa área de terra improdutiva até esses dias, e acompanharemos isso nos próximos meses com toda certeza.

Quero fazer referência à audiência, à reunião com o diretor superintendente do Dnit, João José, que realizamos na semana passada, dirigimos pela deputada Ana Paula Lima, que é a coordenadora-presidente da Frente Parlamentar pela Duplicação da BR-470. Além de s.exa., estavam presentes os deputados Aldo Schneider, Jailson Lima e este deputado. Está para começar a duplicação na BR-470. Aliás, as notícias já diziam que começaria no início de 2014, mas questões das mais diversas e sempre aparece mais uma, têm dificultado o início das obras de duplicação da BR-470. Infelizmente, uma obra tão necessária para toda população catarinense, especialmente do alto vale do Itajaí, desde o alto vale, desde a serra, ou do meio-oeste catarinense até o litoral, tendo todos nós perdido inclusive familiares, pessoas conhecidas e amigos naquela rodovia.

Mas se faz necessária uma reflexão, pois parece que estamos condenados a gastar em todos os anos que nos restam de vida a morrer lutando por ampliação, duplicação de estradas e rodovias. Não fizemos jamais a reflexão que precisaríamos apostar no caminho inverso, ou seja, o de incentivar o transporte coletivo. E os governos, tanto federal quanto estadual têm incentivado os monopólios da indústria automobilística achando um absurdo que tenha que se dar subsídio ao transporte coletivo.

Aliás, não se dá subsídio ao transporte coletivo, mas se investe, gasta, ou deixa de cobrar milhões de impostos em benefício do carro, nesse endeusamento do carro particular,

Nesta lógica, não chegaremos à solução civilizatória nenhuma.

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)