49ª Sessão Ordinária - 25/06/2003
O SR. DEPUTADO SÉRGIO GODINHO - Senhor Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, inicialmente, gostaria de parabenizar todos os jornais de Santa Catarina - Diário Catarinense, A Notícia, Correio Lageano, jornal da minha cidade e o Momento, todos aqueles que têm, diuturnamente, estampado em suas matérias a realidade que vive a juventude, que vivem as crianças no Estado e no País, ficando à mercê da sorte.
Amanhã é o Dia Mundial do Combate às Drogas.
(Passa a ler)
"Foi-se o tempo em que as escolas ostentavam a condição de redutos da educação e da boa convivência. Hoje, as instituições de ensino e seus arredores também são terreno fértil para o consumo de drogas e a ação de traficantes. O Dia Mundial de Combate às Drogas, amanhã, lembra que ainda não foi encontrada uma saída para a distorção.
Essa realidade foi revelada em números no final do ano passado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, para a Ciência e para a Cultura (Unesco). A pesquisa ‘Drogas nas Escolas’ mostrou que Florianópolis é uma das capitais que mais sofrem com o problema. Na Capital catarinense, 4,3% dos estudantes reconheceram que usam regularmente alguma droga ilícita, principalmente a maconha.
Os entorpecentes são vendidos livremente para os alunos nas proximidades das escolas. A vulnerabilidade é maior em instituições situadas em áreas onde o tráfico está estabelecido. ‘Em escolas noturnas de ensino médio da periferia o consumo é maior’, revela a coordenadora de Prevenção da Secretaria de Estado da Educação, Maria Aparecida Lehmkuhl.
Segundo ela, os professores da rede pública são capacitados para falar sobre o tema em sala de aula. Em caso de alunos flagrados usando drogas, os pais são chamados para o diálogo ou os estudantes encaminhados para internação, dependendo da gravidade."
Mas existe, Srs. Deputados, uma lei que protege o consumo e o tráfico, a chamada lei do silêncio. A lei do silêncio barra o auxílio que os educadores poderiam dar.
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"A pesquisa verificou que poucos pais e professores percebem (ou admitem) o desvio de comportamento dos estudantes. Conforme a consultora da Unesco Lorena Silva, às vezes diretores e professores preferem não se envolver temendo retaliações dos traficantes.
‘É a lei do silêncio que impera em áreas mais vulneráveis’, explica, acrescentando que o maior volume de consumo de drogas ocorre no entanto nas escolas. ‘Mas também há consumo dentro delas, através dos próprios colegas’. O problema atinge de forma semelhante escolas públicas e privadas.
Para o Presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes, Jairo Brincas, a prevenção deve começar em casa, mas é importante resgatar o papel lúdico da escola e do professor na formação das crianças. ‘A escola tem de ser ambiente agradável para que o jovem tenha vontade de ir à aula’.
Brincas aponta o álcool como a principal causa da iniciação de adolescentes no círculo da dependência química. ‘O álcool deve ser banido de qualquer comemoração em família ou em área escolar’.
‘A primeira vez foi dentro da escola. Estava na sala quando uns amigos chamaram para experimentar uma coisa que eles tinham conseguido. Na hora do recreio, compramos a maconha na frente da escola e fumamos no banheiro’. O fato relatado por um estudante de 15 anos ocorreu há dois anos numa escola do centro de Florianópolis."
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)