Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Nelson Machado

72ª Sessão Ordinária - 06/10/2004

O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - Sr. Presidente e Srs. Deputados, público que nos acompanha, amigos da TVAL, gostaria de iniciar as minhas palavras parabenizando todos os Prefeitos e Vereadores que se elegeram no último domingo. Gostaria também de parabenizar, de uma forma muito especial - é uma opinião própria, minha, particular -, o Prefeito de Criciúma Décio Goes pelo brilhantismo, pela competência.

Acompanhei as eleições desde o início e percebi a competência do Prefeito Décio Goes, as fortes lideranças que ele teve que enfrentar em nível de Santa Catarina. Acho que ele mostrou um bom trabalho enfrentando grandes líderes em Santa Catarina.

Por isso gostaria de aqui registrar os meus parabéns ao Prefeito reeleito de Criciúma Décio Goes.

E a aqueles que, infelizmente, perderam as eleições, vamos refletir, vamos continuar trabalhando mais e mais. Não desistam. Entendo que podemos fazer muito mais dentro das nossas propostas de trabalho como administradores públicos, como Deputados, como Vereadores. Devemos nos empenhar mais e mais para assim alcançarmos o nosso objetivo, que é o objetivo da vitória.

Mas eu gostaria, Sr. Presidente - acredito que não vou utilizar os meus dez minutos -, de ler um poema.

(Passa a ler)

"Ingratidão

A dor da alma é indescritível

Quando o bem é feito a um semelhante

Que nos rejeita ou se esquece do socorro

Que nós lhe demos numa hora amarga.

Dor que mais dói, dorzinha infalível

E respiramos de maneira arfante

Como se estivéssemos a subir um morro

Tendo nos ombros bem pesada carga.

Pior de tudo é que justamente

Aqueles a quem fazemos bem maior

São aqueles que mais nos fazem padecer

Quando nos chegam indiferentemente

Mesmo sabendo estarmos na pior

Mesmo sabendo estarmos a sofrer.

E o que mais dói, visceralmente dói,

É que às vezes os a quem mais servimos

Fogem de nós ou fingem não nos ver.

É quando a alma toda nos corrói

Pela tristeza imensa que sentimos

Como se fôssemos bem ali morrer.

E o bom consolo que desejaríamos,

Não como paga pelo dado abrigo,

Mas como ato de bom sentimento,

Não vem na hora em que mais queríamos

Uma só palavra de conforto amigo,

Ou um simples gesto de contentamento.

Se a dor passa, um pouco dela fica

Marcando o triste peito toda a vida,

E entristecendo o tempo que há de vir.

Esta dorzinha não desejo para ninguém,

Dorzinha chata que não vivifica,

Dorzinha louca que só dá ferida,

Dorzinha bruta a nos consumir,

Os viciados em só fazer o bem."

A quem interessar possa.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)