59ª Sessão Ordinária - 06/07/2006
O SR. DEPUTADO LÍCIO SILVEIRA - Sr. presidente, srs. deputados, o assunto que nos traz a esta tribuna é relativo a um prédio situado em Biguaçu, denominado casarão Born, que a qualquer momento poderá cair. O casarão Born tem uma história que vem desde 1891, quando lá foi construído e, ao longo do tempo, foi só a família deixar Biguaçu e a obra ficou abandonada.
O Bradesco e o Maganize Luiza ocuparam uma parte, embora a parte central desde 1983 esteja sendo questionada quanto à sua restauração. É importante salientar que na década de 90 foi elaborado um projeto pela Associação Arcos, que cuida de todo o patrimônio de origem açoriana e de outras origens dentro da Grande Florianópolis, especialmente dentro de Biguaçu. Essa associação elaborou, em conjunto com o estado, um projeto feito pelo IPHAN. Estranhamente, depois de feito o projeto, nada foi concluído, haja vista que o patrimônio pertencia a essa família.
O prefeito municipal resolveu intervir no caso e depositou R$ 70 mil para que esse patrimônio fosse liberado, a fim de que se fizesse a dita recuperação desse belo patrimônio que existe na cidade de Biguaçu, bem no coração da cidade, ao lado da catedral, defronte à praça pública.
Pois bem, de lá para cá nada foi feito. Estranhamente, o casarão, durante a semana retrasada, segundo notícias veiculadas nos jornais de Biguaçu, foi destelhado. Ora, ele foi destelhado simplesmente para aliviar o peso sobre a sua estrutura. Esqueceram-se de que a construção, já em estado de calamidade por detalhamento de um levantamento por parte do Corpo de Bombeiros, está em situação de risco não só de cair, mas também todas as suas instalações elétricas e hidráulicas estão comprometidas.
Ora, retirar o telhado do casarão Born é um problema sério, haja vista que a construção é antiga e, como conseqüência, o prédio ficou sujeito às intempéries, principalmente com relação à chuva. Logicamente, dessa forma o casarão não irá resistir e, conseqüentemente, em breve teremos um patrimônio perdido.
A Associação Arcos, responsável pela elaboração desse projeto, através de uma comissão que foi formada pelo sr. prefeito municipal, na qual tive uma pequena mas efetiva participação, elaborou o projeto para a captação de recursos financeiros. Infelizmente, até hoje não foi conseguida a liberação de nenhum recurso e esse patrimônio está exposto, como dissemos, às intempéries, que por certo farão com que, pelos últimos levantamentos e reportagens que foram feitas, ele não resista.
É importante salientar que o casarão que está sendo destelhado é uma construção de 1891, do século XIX, portanto, que tendo suas telhas retiradas e nada sendo colocado no telhado para protegê-lo irá ruir.
Essa história já vem de muito tempo. E nós queremos pedir um esforço muito grande não só da Câmara Municipal, mas também do sr. prefeito municipal e também da Acibig - Associação Comercial e Industrial de Biguaçu - para que façam um esforço, de uma vez por todas, a fim de que se evite que aquele patrimônio seja perdido.
O projeto elaborado prevê que ali funcione um centro cultural e de eventos, a fim de que se discutam todos os problemas culturais da cidade de Biguaçu, das cidades adjacentes e, quiçá, de toda a Grande Florianópolis. É um projeto importante e a sociedade de Biguaçu, reunida em todos os seus segmentos possíveis, deverá fazer um esforço para que, efetivamente, aquele casarão seja recuperado o mais brevemente possível.
Fica aqui um apelo à prefeitura municipal! Eu tenho certeza de que o sr. prefeito está imbuído de bons propósitos, haja vista que deu apoio à execução do projeto. Gostaria que tomasse à frente para que, pelo menos, fizesse uma cobertura provisória, a fim de que tivéssemos, então, uma proteção adequada daquele patrimônio.
Encerro aqui, sr. presidente, fazendo, então, um apelo a todas as autoridades e segmentos organizados da cidade de Biguaçu para que tomem uma atitude em favor da preservação de um patrimônio tão importante para aquela cidade.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)