Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado José Natal Pereira

12ª Sessão Ordinária - 03/03/2010

O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Sra. deputada Ada De Luca, que preside os trabalhos desta Casa na tarde de hoje; srs. deputados, telespectadores da TVAL e ouvintes da Rádio Alesc Digital, primeiramente, quero cumprimentar o sr. Ivan Carlos Wieczorkiewicz, secretário de Agricultura da prefeitura de Santa Terezinha, que se encontra nesta Casa e que irá comigo a uma audiência com o governador para tratar de assuntos inerentes àquele município, que é eminentemente agrícola e precisa ser olhado com carinho por parte de quem comanda a agricultura no estado de Santa Catarina.

As famílias vivem lá praticamente do fumo, do milho e do feijão e têm grande dificuldade de acesso às zonas rurais que são extensas.

Daqui a pouco estaremos lá e, com certeza, haveremos de ter uma resposta positiva do governador Luiz Henrique da Silveira para as reivindicações de todos aqueles que lá residem, através do secretário Ivan e do prefeito Genir Antônio Junckes.

Há aproximadamente dez dias, srs. deputados e catarinenses que nos prestigiam através da TVAL, subscrevi um requerimento que pedia o envio de mensagem ao presidente do Deinfra, Romualdo França, solicitando algumas informações a respeito da manutenção da ponte Colombo Machado Salles, que já complementou 35 anos, está indo para 36 anos de idade, e da ponte Pedro Ivo Campos, que está completando 18 anos.

Nasci e criei-me em São José, mas transito na capital desde a época em que a ponte Hercílio Luz ainda estava aberta ao tráfego de veículos. Tenho, como a maioria dos catarinenses, como a maioria dos que aqui chega por terra, percebido um aumento do fluxo de veículos nas nossas pontes. Tenho percebido ainda, nos últimos meses, um sobrepeso muito grande em cima das pontes. Elas têm um concreto especial, com uma malha de aço apropriada para receber determinada tonelagem por metro quadrado de concreto e acredito que isso precise de manutenção na parte interna. A pilastra que vem do fundo do mar sustenta uma viga aérea de 160m de vão, o segundo maior vão de pontes no Brasil. Portanto, a ponte Colombo Machado Salles tem 160m de vão, e nesse vão há uma chapa de aço que não deixa trabalhar concreto com concreto, exatamente para fazer a dilatação em todos os níveis. Aquilo necessita de manutenção ou que, no mínimo, seja engraxado, porque ela recebe peso, trabalha e se não houver um engraxamento periódico, haverá realmente desgaste nessa lâmina de aço.

Eu não quero alarmar ninguém, mas tenho percebido, e quem tem transitado na ponte nos últimos 40 dias viu isso, que um grande número de caminhões carregados, cada um deles com nada menos do que 45 toneladas de carga, passa por lá transportando pedras para serem utilizadas na Beira-Mar Continental. Em virtude desses caminhões virem pela direita para acessar a avenida Beira- Mar Norte e em função do congestionamento constante, eles ficam parados em cima da ponte. Na última sexta-feira havia seis caminhões desses, deputado Ismael dos Santos, e mais uma caçamba de areia parados sobre a ponte porque o fluxo estava lento, quase não se movia.

Então, eu, que conheço um pouquinho, tenho certeza absoluta, catarinenses, de que não é para ficarmos alarmados, mas devemos estar atentos, pois se houver uma ruptura ou qualquer tipo de fissura que necessite de manutenção da ponte, ela poderá ser fechada. Mas vocês já imaginaram o transtorno para toda a sociedade catarinense, para todos aqueles que utilizam as pontes Colombo Machado Salles e Pedro Ivo Campos, se elas tiverem que sofrer algum tipo de interrupção para a manutenção? E não estamos livres disso, no meu entendimento.

Então, fica aqui o meu alerta para o Deinfra, que tem a responsabilidade de dar manutenção às nossas pontes. Não me digam que estão dando, porque eu sei que não! Estou trazendo tudo isso à tona porque transito por lá todos os dias. E no mês de janeiro, quando estávamos de recesso, um amigo meu, que enfartou e gosta de fazer uma pescaria, convidou-me para pescar embaixo da ponte. Fui com ele, deputado Pedro Uczai, pescar e vi o jeito que a ponte trabalha, o que é normal. E lá até brinquei com ele sobre o assunto, mas ver todo aquele sobrepeso em cima da ponte causou-me essa preocupação.

Então, catarinenses, devemos realmente resolver essa questão da manutenção das pontes, para não sofrermos mais tarde as conseqüências de uma possível paralisação no fluxo ilha/continente!

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)