Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Francisco de Assis

120ª Sessão Ordinária - 04/11/1999

O SR. DEPUTADO FRANCISCO DE ASSIS - Sr. Presidente e Srs. Deputados, ontem estivemos participando de uma reunião com o Governador, oportunidade em que foi instalado o Conselho de Governo.

Na primeira reunião estiveram presentes, dentre os convidados, apenas dois ex-Governadores e os Líderes de cada Partido desta Casa. E o primeiro assunto discutido, além do Regimento Interno, Deputado Jaime Mantelli, foi em relação aos processo, algo em torno de dezessete. E coube a este Deputado, através de um sorteio, ser o Relator de um processo do Município de Anita Garibaldi.

Outros colegas Deputados também foram privilegiados com o sorteio e dentro de 30 dias temos que apresentar ao Conselho, na próxima reunião, esses relatórios.

Mas o que me chamou a atenção foi o número de processos de 12 Municípios de Santa Catarina. Nós desconhecíamos esses processos, pelo menos eu, que agora serão analisados por cada um dos Relatores e apresentados na próxima reunião.

Acho importante esse Conselho, que foi instalado ontem, pois que já estava previsto na Constituição, e com certeza é mais um trabalho para o Deputado, que, como já falei anteriormente, perante a opinião pública está com a sua imagem muito desgastada. Mas quando nos interessamos, quando vamos à luta e quando queremos fazer acontecer, existe muito trabalho.

E prova disso é o que falou o Deputado Nelson Goetten, que mesmo estando num Partido comprometido com o que está aí, não se cala diante das injustiças. Essa é uma demonstração de que mesmo em Partidos diferentes, com posições diferentes, há pessoas que estão, com certeza, indignadas com a situação que atravessa o nosso País; são pessoas que têm demonstrado nesta Casa um grande trabalho, mesmo fazendo parte de Partidos que dão sustentação a Fernando Henrique, que dão sustentação ao Governo Esperidião Amin, mas que sem dúvida nenhuma também ficam indignados com a situação que vive o nosso povo.

Quando votamos nesta Casa a federalização do Besc, falávamos na oportunidade da coerência do PT, do porquê não queríamos transformar o banco público dos catarinenses num futuro banco privado, já que os interesses de um banco privado, os interesses internacionais sobre os bancos, sobre o controle financeiro do nosso País não atenderiam aos interesses do povo brasileiro.

Resgato esse assunto, Srs. Deputados, porque a pressão que está havendo com relação às demissões de funcionários (e o Deputado Jorginho Mello sabe bem do que estou falando), a pressão que está existindo sobre os funcionários do Banco do Estado de Santa Catarina que foram contra esse processo já está-se refletindo nas demissões.

Aquelas previsões que fazíamos de fechamento de agências, de demissões de funcionários está apenas começando, porque o Banco foi apenas federalizado, ainda não foi vendido e privatizado. Mas aquela observação que fazíamos na oportunidade sobre o caos que seria para o nosso Estado a venda do Banco, infelizmente, está-se confirmando. Talvez ainda não no ano que vem, porque é um ano de eleições e com certeza quem está no poder vai ter o cuidado de não mostrar para a sociedade catarinense o que o futuro vai mostrar com toda a certeza, que é a demissão em massa de funcionários do Besc, que é o fechamento das agências do interior do nosso Estado, prejudicando o agricultor, prejudicando quem precisa de um banco no seu Município e não vai ter mais o Banco do Estado de Santa Catarina.

É nesse momento, é nessa hora que os políticos são cobrados, com toda a razão, pela população, porque muitas vezes estamos vendo os problemas na frente dos olhos e não queremos enxergar. Nós sabemos que o futuro vai nos mostrar isso, mas não queremos enxergar. Muitas vezes o Parlamentar que faz parte do Governo ou que dá apoio a ele prefere naquele instante se sujeitar a uma situação de emergência do que prever que o futuro vai ser negro, vai ser ruim para os catarinenses.

Com certeza o tempo nos dirá e nos mostrará, infelizmente, que essas previsões, que essas análises que fazíamos na oportunidade e que estamos fazendo no dia de hoje são verdadeiras.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)