Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputada Ana Campagnolo

69ª Sessão Ordinária - 23/06/2026

DEPUTADA ANA CAMPAGNOLO (Oradora) - Registrou o falecimento de Emanuel Natã dos Santos, ocorrido no Município de São Bento do Sul, vítima de homicídio praticado por sua companheira. Mencionou também o assassinato do personal trainer Guilherme Montani, na comissão do Município de Itajaí, cuja principal suspeita é a ex-esposa. Criticou a ausência de repercussão institucional e de manifestações públicas sobre os referidos casos na Assembleia Legislativa, apontando assimetria no tratamento de crimes quando a vítima é do sexo masculino.

Questionou a eficácia da atuação de movimentos e departamentos feministas no Parlamento. Apresentou dados do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde referentes à mortalidade por causas externas.

Defendeu o tratamento isonômico do indivíduo pelo ordenamento jurídico e pelas instituições estatais, sem distinção de gênero ou raça. Cobrou celeridade na tramitação de matérias de sua autoria voltadas à proteção e às políticas públicas para a população masculina, destacando o Projeto de Resolução nº 4/2021, que institui a Procuradoria Especial do Homem, e o Projeto de Lei nº 206/2022, que visa estender aos meninos programas de prevenção à violência. Sustentou que a vida humana deve ser o foco da atuação parlamentar e rejeitou a instrumentalização ideológica ou partidária de crimes.

Discorreu sobre a estrutura administrativa e orçamentária da Assembleia Legislativa, argumentando que a criação de secretarias, observatórios e órgãos internos voltados a pautas identitárias gera custos elevados sem contrapartida de resultados práticos para a totalidade dos cidadãos catarinenses. Sublinhou que o foco legislativo deve migrar da defesa de coletivos específicos para a proteção do indivíduo, classificando-o como a menor e mais vulnerável unidade social.

Manifestou contrariedade com a postura das demais parlamentares da bancada feminina, acusando-as de pautarem seus discursos e propostas em narrativas ideológicas desprovidas de respaldo estatístico sólido ou amparadas em dados enviesados. Criticou o voto desfavorável de seus pares a emendas de sua autoria que buscavam incluir o público masculino jovem como beneficiário de políticas de proteção estatal.

Conclamou aos Deputados da Casa a apoiarem as iniciativas de proteção à família e ao trabalhador, reafirmando seu compromisso de atuar como voz ativa em defesa dos interesses e da segurança dos homens catarinenses.