Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sargento Amauri Soares

39ª Sessão Ordinária - 16/05/2007

O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sra. presidente, srs. deputados, sra. deputada, demais pessoas que nos acompanham, servidores desta Casa, para terminar o pronunciamento anterior, gostaria de dizer que, como tenho uma origem que nunca abandonei, se for preciso volto a ser caudilho lá daquela nossa pampa e da nossa luta.

Quero esclarecer algumas coisas que não pude fazer anteriormente, como esta questão de ir para a imprensa dizer que para fazer o que nós queremos custará aos cofres públicos de R$ 28 a R$ 30 milhões. Não é verdade, em absoluto! Isso aí é para trabalhar contra nós! Não sei de onde saiu esse cálculo, pois em nenhuma das nossas contas dos últimos quatro anos há esse número e de repente ele apareceu esta semana.

Quero que fique absolutamente claro que, consultadas as lideranças do movimento, eu sugeri a palavra de ordem "paralisação". E o fiz com o intuito de convencer os companheiros, 2.000 deles, de que em nome da população de Santa Catarina deveríamos desobstruir a rodovia. Foi a única palavra possível! E a minha indignação é porque nos colocaram nessa sinuca. Se nos tivessem dito, às 14h, que não haveria nada, nós teríamos tido a tarde inteira para discutir uma tática para a semana que vem, para o mês que vem. Mas deixaram a corda estourar!

Continuo com a mesma postura no que se refere a ser Situação ou Oposição. Não vim para cá para ser disputado, vim para defender uma proposta, um caminho conjunto. Eu mantenho a posição que sempre tive e que construí junto com os companheiros. Todas as minhas posições estão mantidas e espero que possa continuar mantendo-as com relação ao governo, porque essa já foi uma posição tomada, já foi compromisso. Eu só estou defendendo o que já está escrito. É preciso respeitar aquilo que discutimos e negociamos nos últimos quatros anos. É só isso que pedimos! Vou continuar votando a favor daquilo que considerar correto e contra aquilo que considerar incorreto.

Reafirmo o que disse: ontem fomos profundamente desrespeitados pelo governo e eu, como sujeito, indivíduo, sinto-me traído e espero ser convencido do contrário.

Eu vou concluir, para não abusar, sra. presidente, e dizer que nós esperamos que hoje, até as 20h, o governador do estado reabra a negociação, para que voltemos a trilhar o caminho da racionalidade. Nós estamos mantendo a calma até agora. Depois das 20h, nós vamos discutir o que vamos fazer se não for retomada a negociação.

A coisa do jeito que está não pode ficar porque a Segurança Pública não vai voltar de ré.

(Discurso interrompido por falta de energia elétrica.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)