34ª Sessão Ordinária - 29/04/2015
O SR. DEPUTADO GEAN LOUREIRO - Sr. presidente, srs. deputados, sra. deputada, venho à tribuna para fazer dois registro. O primeiro deles, faz referência à minha participação na condição de companheiro integrante da 17ª Conferência do Distrito 4651, do Rotary Internacional.
O encontro ocorreu no município de São José e congregou, deputado Rodrigo Minotto, todos os Rotary Clubs do sul do estado, na região da Grande Florianópolis que compõe o Distrito 465l.
O governador do distrito, Sílvio César dos Santos Rosa, e sua esposa, conduziram aquele trabalho, e lá estavam presentes todos os Rotary Clubs dessas regiões representados. Também marcou presença o Rotaract, os intercambistas, com o objetivo de discutir cada vez mais um dos temas que o Rotary leva em consideração neste ano como bandeira, que é a preservação e uso racional da água.
Como presidente da comissão de Turismo e Meio Ambiente desta Casa, fiquei muito feliz de participar de uma instituição que permitiu, dentre os debates internos, trazer para todos os associados a possibilidade do uso racional da água, de como preservar talvez o maior bem que temos hoje na humanidade e isso ser divulgado em todas as instituições do mundo inteiro.
Temos hoje cerca de 1,2 milhões de rotarianos no mundo. Em Santa Catarina, cada vez mais cresce esse trabalho, dividido em diversos distritos. O distrito da nossa região vem crescendo e tem cada vez uma participação mais ativa em projetos sociais, em projetos educacionais e, de maneira especial, na grande batalha da erradicação da pólio no mundo.
Foi através do Rotary Internacional que se iniciou toda uma discussão para buscar recursos para que a vacina pudesse ser um investimento maciço, para que todos os países do mundo pudessem erradicar essa doença. Ainda temos alguns países da África que buscam atingir essa meta. Obviamente, os governos começaram a investir, e o Rotary continua, através da Fundação Rotária, tendo esse princípio maior de investimento para erradicar a pólio no mundo.
Por isso, nesses 110 anos de comemoração do Rotary Internacional, não podemos deixar de fazer esse registro, sendo que 92% de todos os investimentos de recursos financeiros com os programas de erradicação da pólio vieram da Fundação Rotário, ou seja, dos rotarianos que participam. Então, quero aqui, deixar esse registro de trabalho aos presidentes dos clubs, ao nosso governador, pelo trabalho que foi realizado.
Em segundo lugar, sr. presidente, queria trazer um tema de grande importância para esta Casa Legislativa, que aflige os nossos jovens, deputado Serafim Venzon, que hoje buscam uma oportunidade de experiência profissional.
Estamos debatendo, recentemente, sobre o desemprego, que volta a assustar em nosso país. Entretanto, muitas vezes, cria-se o dilema para o jovem que está cursando o seu ensino médio, a universidade, e que quer ter a sua primeira oportunidade de trabalho, mas, geralmente, as empresas vêm cobrando experiência profissional do jovem que, como ainda não teve nenhuma primeira oportunidade, logo, não tem nenhuma experiência e, com isso, mais uma vez, não consegue aperfeiçoar-se para buscar resultado.
Eu sou conselheiro do Centro de Integração Empresa Escola de Santa Catarina, o Ciee, e tivemos a oportunidade de, neste mês, apresentar o balanço social com o relatório de todas as atividades de 2014, onde traz dados do trabalho do Ciee em Santa Catarina.
Mas antes de falar do Ciee, há de se destacar o Programa Jovem Aprendiz, que vem trazendo um resultado prático de grande importância pela oportunidade que muitos têm diante da sua carência para iniciar o aprendizado profissional, mas principalmente, pelos dados estatísticos, deputado Mario Marcondes, que demonstram a importância do estágio para a conquista de oportunidade de trabalho.
A grande maioria dos estagiários consegue se efetivar na empresa já nos primeiros anos de estágio, provavelmente ele não conseguiria a vaga de trabalho se não tivesse oportunidade de aprender, de apoiar, de adquirir a experiência que o estágio traz para ele.
Então, essa estatística desmente toda aquela discussão de que o estágio tira a oportunidade de trabalho. Ao contrário, está consolidando vagas de trabalho. Ainda mais se analisarmos a realidade das empresas privadas de Santa Catarina, que utiliza, em sua maioria, os centros de integração, buscando no meio universitário e no ensino médio ensinar cada vez mais fazendo com que o estudante viva o cotidiano, a experiência de estar trabalhando em uma empresa. E a grande maioria, antes mesmo de concluir o seu período de estágio, já está sendo efetivado na sua empresa.
E a grande garantia da conquista do trabalho é o início da oportunidade de estágio. E aqueles que nos ouvem, estudantes universitários, estudantes do ensino médio, sabem que muitas vezes a bolsa de estágio é o que permite que o estudante se mantenha na escola ou na universidade.
Muito mais que isso, permite que ele, após concluído o seu curso de graduação, tenha uma experiência diferenciada daqueles que viveram apenas a teoria e não a prática do dia a dia.
Eu mesmo comecei a minha atividade aos 16 anos, como estagiário do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, oportunidade que me ensinou muito, ganhei maturidade, experiência para poder iniciar a minha carreira profissional, ainda como estudante da primeira fase do curso de Direito, da Universidade Federal de Santa Catarina.
E o Ciee apresenta o seu balanço social porque muito mais do que fazer esta integração do estagiário com as empresas, ele também tem todo um trabalho social a ser realizado. Por isso, hoje já temos 19 mil jovens atendidos no Centro de Integração Empresa Escola, temos 16 mil oportunidades de estágio, duas mil empresas parceiras, mais de 118 mil bolsas de auxílio, e todo estudante do ensino médio, técnico, superior, a partir dos 15 anos, que frequente uma escola regular, pode ter a sua oportunidade.
Então, não estamos falando de trabalho infantil, mas de jovens que tem a obrigação de estar estudando e que podem ter o seu aprendizado diferenciado.
Por isso, trago os cumprimentos ao superintendente do Ciee, Anibal Dib Mussi, ao Mércio Felsky, que é o presidente do conselho e a todos os conselheiros, pelo trabalho realizado nestes 30 anos em Santa Catarina, e pelos 50 anos no Brasil.
O Sr. Deputado Mario Marcondes - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO GEAN LOUREIRO - Pois não!
O Sr. Deputado Mario Marcondes - Muito obrigado!
Eu também fui estagiário da Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina, também iniciando aos 16 anos. Posteriormente, fui contratado como funcionário, mas, efetivamente, o estágio é o período probatório, vamos dizer assim, de um bom funcionário no futuro.
E V.Exa. sabe que temos encontrado algumas dificuldades, por exemplo, eu que sou um defensor, e sou advogado da Associação Catarinense e Brasileira de Alunos de Ensino a Distância, que consigamos estágios com a ajuda do poder público.
E vai, daqui a pouco, tramitar nesta Casa, um projeto de autoria deste deputado para que se busque certa obrigatoriedade e que o ensino a distância tenha os seus estágios curriculares servindo também na grade da universidade.
Então, realmente, o assunto que v.exa. aborda, no momento, é de suma importância para que tenhamos profissionais de qualidade no mercado de trabalho num futuro bem próximo.
Muito obrigado, deputado Gean Loureiro.
O SR. DEPUTADO GEAN LOUREIRO - Muito obrigado, cumprimento v.exa. e sei do seu trabalho junto à Associação de Ensino a Distância e também do professor Luciano Formighieri, que participa da associação, preside e coordena os trabalhos, que realmente trazem resultado. A nossa intenção é expandir cada vez mais, pois hoje a oportunidade de estágio é a oportunidade de uma primeira experiência. E, nesta Casa Legislativa, vamos trabalhar para cada vez mais darmos oportunidade de cidadania aos nossos jovens, gerando oportunidade de estágio e futuramente a garantia do seu trabalho profissional.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)