47ª Sessão Ordinária - 28/05/2015
O SR. DEPUTADO LEONEL PAVAN - Sr. presidente sras. deputadas e srs. deputados, o deputado Kennedy Nunes falou, com conhecimento, das nossas riquezas e do que Santa Catarina tem para mostrar para o Brasil e o mundo. E, certamente, Santa Catarina conseguirá abrir mais portas mundo afora, mostrando tudo o que representa.
Quero dizer, deputado Kennedy Nunes, que fui convidado pelo governador Raimundo Colombo, do seu partido, para representá-lo. Ontem, voltei a ser governador, porque fui representá-lo num ato em que ele receberia um troféu. Logo após a homenagem que prestamos à Udesc, ontem, fomos representar o governador num evento dos 40 anos da Apae de São José.
A comemoração dos 40 anos daquela Apae foi realizada num ginásio onde as pessoas necessitadas de atenção e carinho praticam esporte. Foi lá que recebemos o troféu das mãos da sra. Amélia, que demonstra realmente ter um envolvimento muito grande com essa entidade. O padrinho do evento foi o sr. Antônio, da AM Construções. Foi oferecido um jantar maravilhoso e eu tive a alegria de representar o governador do estado naquele momento. Já estou com o troféu e vou levá-lo ao governador.
Mas quero aqui, publicamente, cumprimentar todos os diretores daquela Apae, os coordenadores, os colaboradores e os pais. E àqueles que realmente precisam de nossa atenção e do nosso carinho, a nossa saudação especial!
Portanto, deixamos aqui o registro do evento de ontem: os 40 anos da Apae de São José.
Também quero fazer um registro importante sobre a família Fantin, do município de São Lourenço do Oeste, na pessoa da sra. Ida Fantin, matriarca daquela família que controla o grupo Parati, de São Lourenço do Oeste, do nosso amigo Angelo Fantin, uma pessoa muito querida.
A cidade de São Lourenço do Oeste vive em volta da Parati, uma empresa de porte que orgulha Santa Catarina e o Brasil. A família Fantin foi formada por filhos de agricultores que começaram a trabalhar muito cedo e anos depois construíram uma empresa que dá, sem dúvida alguma, um grande orgulho para todos nós, catarinenses.
Mas quero dizer que li uma reportagem em que a sra. Ida Fantin falou sobre a leitura, dizendo que quem quiser investir, tem que investir em livros - e isso dito por uma senhora de 80 anos, uma agricultora que nasceu pobre e hoje, graças a Deus, é muito bem conceituada e está muito bem de vida. Mas vejam o conselho dela: quem quiser investir, invista em livros! As pessoas precisam ler. Assim ela dá um exemplo de como deve ser a Pátria Educadora do nosso país.
Quero fazer menção a isso e deixar registrado nesta Casa esse exemplo que a sra. Ida Fantin deu para todos nós, além desse amor que ela tem pelas pessoas e o incentivo que dá para que todos possam ler. Disse ela: "Se tivermos que investir, temos que investir em livros"! Ou seja, na leitura!
Parabéns à família Fantin e a sra. Ida Fantin!
Também quero aproveitar este momento para dizer que ontem conversei com alguns empresários da construção civil e na ocasião o meu amigo Hélio disse o seguinte: "Pavan, a crise está grande! Nós estamos passando por dificuldades enormes". Eu não sei como ainda há pessoas que tentam tapar o sol com a peneira. É inegável que a crise chegou nos nossos lares, no comércio, nas indústrias, na construção civil, e que as dificuldades estão aumentando.
E por que a crise chegou de repente? Aliás, nós já sabíamos, em 2013, 2014, que em 2015 a crise viria. Já se falava que, independente de quem governar o Brasil, em 2015 teríamos uma crise. Se já se previa essa crise, por que não trabalharam nesse sentido de evitar que isso ocorresse?
Mas quem é o responsável? De onde vem essa crise? De onde surgem as ideias, os conselhos e os comandos para que se distribua melhor a renda, para que sejam gerados mais empregos, para que se movimentem mais as nossas indústrias e o nosso comércio, para que se distribuam melhor os recursos para estados e municípios? De quem é essa má gestão? Quem são os comandantes?É lógico que é o governo federal!
Já faz 12 anos que estão governando um país, onde, nos primeiros quatro anos, houve uma sequência de Fernando Henrique Cardoso e aplaudiram; houve um processo de crescimento, com o Brasil subindo, desenvolvendo-se. Depois vieram mais quatro anos, chegaram ao topo, não conseguiram manter, o Brasil começou a descer e hoje estamos sofrendo uma das piores crises da nossa história. É preciso entender isso! Não é possível que, às vezes, pessoas busquem artifícios, algumas notícias, para demonstrar que não é bem assim.
Ora, todos os dias nós nos deparamos, no jornal, no rádio e na televisão, com comentaristas, cientistas políticos e economistas falando da situação grave que o país está passando neste momento. As dificuldades são claras, é latente, estamos sentindo isso todos os dias. E precisamos fazer com que as pessoas também não acatem a crise e encolham-se. Nós precisamos reagir pelo menos com a autoestima! Eu sei que a autoestima do povo brasileiro está caindo, mas precisamos reagir, buscar energia, continuar mostrando o nosso produto e falando do nosso mercado, da nossa indústria e do nosso comércio. Porque se a sociedade se acomodar ao sentir que a crise está ocorrendo dentro dos seus lares, na própria família, ou até na convivência familiar, aí, sim, a crise será maior.
Nós precisamos ter uma reação inversa. É inegável que existe essa crise econômica, mas precisamos reagir! Nós não podemos nos acomodar!
Eu reuni a minha família, recentemente - somos também construtores, o meu filho tem uma construtora, e também temos um comércio -, e todos falaram que a situação está difícil. Respondi dizendo que é claro que está difícil, mas precisamos reagir! Temos que sair às ruas para mostrar o nosso produto e conversar com as pessoas! Temos que superar a crise, porque se esperarmos calados, quietos, e ficarmos em casa, a situação ficará pior.
Por que falamos isso? Porque recebemos aqui inúmeras pessoas que vêm nos procurar dizendo que perderam o emprego e precisam trabalhar; outras que têm que pagar os estudos; outras que precisam comprar remédios. Isso realmente está acontecendo e não temos, muitas vezes, como resolver esse problema. Mas não podemos achar que a crise nacional vai nos abater e desanimar-nos. Temos que reagir, pelo menos, com as nossas forças humanas, ir para as ruas, erguer a cabeça e combater de frente essa situação dramática pela qual está passando, hoje, o nosso país. Lamentavelmente, o Brasil precisa de gestão!
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)