91ª Sessão Ordinária - 30/11/2004
O SR. DEPUTADO CESAR SOUZA - Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, inicialmente, gostaria de comunicar a todos que estarei dando entrada, nesta Casa, a um projeto de lei nos próximos dias, no sentido de solicitar que sejam garantidos aos idosos, de acordo com o que preconiza o estatuto do idoso, em nível nacional, dois lugares nos ônibus, a fim de que eles possam viajar nas linhas interestaduais e intermunicipais em Santa Catarina. Benefício esse que já foi determinado, em nível federal, que ainda não foi colocado em prática, pois está sendo questionado na Justiça, porque naquela ocasião o projeto não determinava como seriam custeados esses benefícios.
Em vista disto, nós estamos também indicando uma fonte que possa dar aos idosos de Santa Catarina essa gratuidade nas passagens intermunicipais.
Já que o assunto, hoje, é política, gostaria de falar, hoje, também sobre política, e sobre o PFL, sobre o nosso Partido, Presidente Onofre Santo Agostini. Partido esse que, temos lido nos jornais, deseja ter uma chapa própria para disputar as eleições majoritárias em Santa Catarina.
Eu gostaria de, nessa ocasião, fazer um alerta ao PFL estadual, para que essas discussões, para que essa escolha seja democratizada internamente.
Nós não podemos centralizar as discussões em cima de um ou dois nomes. O PFL, em Santa Catarina, é detentor de muitas lideranças e precisa abrir o leque da discussão.
Existem lideranças e figuras importantes no nosso Partido, em Santa Catarina, que não estão sendo levadas em conta, mas que certamente serão de fundamental importância para que um projeto dessa envergadura possa ser sucesso ou possa fracassar.
Cito, aqui, por exemplo, o Prefeito Ciro Roza, de Brusque, que foi reeleito, recentemente, e que não tem sido colocado o seu nome, a sua liderança nessas discussões e nas informações que nós estamos observando ultimamente.
Isso é muito perigoso, porque, na verdade, o Partido precisa estar unido num projeto dessa natureza. Tenho aqui também o nome do Deputado Onofre Santo Agostini, que já colocou o seu nome à disposição numa eleição majoritária.
Este Deputado, que está falando, também está à disposição, tendo em vista que não vai concorrer mais à eleição proporcional, que já está há 14 anos nesta Casa. Ou seja, existem muitas pessoas que estão à disposição do nosso Partido e que por isso esta discussão tem que ser democratizada.
Nós temos já a indicação de que o PT, que agora é oposição ao Governo Luiz Henrique, terá candidato próprio. O PP lançou o seu candidato próprio na última semana, num almoço com a Bancada. O PSDB, certamente, na Liderança do Senador Leonel Pavan, deseja concorrer à eleição estadual. O PMDB, certamente, também vai indicar a reeleição do Governador Luiz Henrique. E o PFL, que começou a entrar nas discussões para a escolha do nome, tem que tomar cuidado na questão democracia, na questão, principalmente, de ouvir os filiados, de ouvir os diretórios. Nós temos observado que os diretórios realmente reclamam a participação nesta discussão, que é de fundamental importância.
Falo isso desta tribuna porque sou membro fundador, com a ficha de número 08, do Partido da Frente Liberal, no Estado. Vou completar, no ano que vem, 20 anos de filiação partidária.
Então, entendo que este momento de escolha do nome que, possivelmente disputará uma eleição majoritária em Santa Catarina, tem que ser o nome com a força, com a garra, com a determinação das bases e dos filiados do nosso Estado.
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO CESAR SOUZA - Pois não!
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - Deputado Cesar Souza, não quero tirar o brilho do seu pronunciamento com relação ao seu Partido, mas quero fazer uma correção. Durante almoço da minha Bancada, duas semanas atrás, não houve a indicação, a designação de um candidato ao Governo. Muito pelo contrário, houve, sim, a posição de que o PP terá um projeto para o Governo em 2006 e terá, no mínimo, quatro candidatos: Hugo Biehl, Esperidião Amin, Ângela Amin e Leodegar Tiscoski.
Então, nós temos quatro nomes e o seu Partido também tem bastantes nomes, portanto, o leque está aberto a todos os Partidos. Somente esta correção que eu queria fazer a V.Exa., porque não temos somente um, nós temos vários.
Muito obrigado!
O SR. DEPUTADO CESAR SOUZA - Agradeço a V.Exa. pelo seu aparte.
O que eu li, nos jornais, é que um nome já teria se destacado e já teria se colocado à disposição para disputar a eleição de Governador. Foi o que eu li nos jornais.
O Sr. Deputado Djalma Berger - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO CESAR SOUZA - Pois não!
O Sr. Deputado Djalma Berger - Muito obrigado, Deputado Cesar Souza.
Gostaria de cumprimentá-lo pelo pronunciamento e pela leitura de como deve ser conduzido um processo dentro dos Partidos Políticos, não só de Santa Catarina como também do Brasil.
Eu acho que a democracia interna do Partido é o primeiro passo para este Partido dar certo, para este Partido firmar novas lideranças, para este Partido criar pessoas com capacidade e com condições de administrar as nossas cidades e o nosso Estado.
V.Exa. está de parabéns, e quero dizer que eu sempre defendi, não só eu, como muitas pessoas da nossa terra, da nossa cidade de São José e da região da Grande Florianópolis, que V.Exa. já deveria ter merecido há muito tempo uma oportunidade para concorrer ao Governo do Estado de Santa Catarina. V.Exa., como o Deputado Onofre Santo Agostini e vários outros membros do seu Partido, tem todas as condições para pleitear esta indicação dentro de um processo democrático que tem que ser igual para todos os seus filiados.
Meus parabéns, e tenho certeza de que este vai ser o início de uma grande iniciativa junto ao nosso Partido.
Muito obrigado!
O SR. DEPUTADO CESAR SOUZA - Obrigada, Deputado Djalma Berger.
Só para complementar, Sr. Presidente, faço este alerta, porque o momento deve ser agora, o momento em que as discussões começam, as bases devem ser ouvidas, todas as Lideranças devem ser chamadas para essa discussão e que o melhor nome, o nome com maior consistência, com mais possibilidade de sucesso eleitoral seja escolhido de maneira democrática pelo Partido da Frente Liberal, em Santa Catarina.
Voltarei a esta tribuna tantas e quantas vezes forem necessárias para que a democracia partidária, a democracia interna possa prevalecer.
Nós não podemos ficar à mercê do capricho de uma ou de duas pessoas. Nós precisamos ouvir os filiados, precisamos ouvir as pessoas até fora do Partido, para que este projeto seja um projeto vitorioso, seja um projeto que possa, realmente, empolgar os eleitores, os filiados e a população de Santa Catarina.
Era isto que eu tinha a dizer, Sr. Presidente.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)