Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado José Carlos Vieira

89ª Sessão Ordinária - 17/11/2005

O SR. DEPUTADO JOSÉ CARLOS VIEIRA - Sr. presidente, deputado Herneus de Nadal, quero cumprimentá-lo e dizer que estive no oeste do estado, sua região. Estive em Chapecó, Maravilha e Pinhalzinho, quando fui visitar o município de Flor do Sertão, onde tenho um amigo engenheiro, meu ex-aluno. Lá vi o carinho que aquele povo tem por v.exa. e quero transmitir desde já que o seu nome foi citado várias vezes, pelo político eficiente que é no trabalho de retorno às suas bases, com aqueles que o elegeram.

Mas venho a esta tribuna, sr. presidente - eu não poderia deixar de falar -, para tecer comentários sobre o pronunciamento que fez ontem o deputado Joares Ponticelli nesta Casa.

Não tive a oportunidade de aparteá-lo, ele o foi pelo deputado Afrânio Boppré, mas não houve tempo para o meu aparte. Voltarei a este tema nesta Casa, mas não posso deixar de falar hoje porque o deputado Joares Ponticelli falou atacando o governo, o que é legítimo. Ele é oposição, sempre isso fez e o faz muito bem, por ser um deputado muito diligente. Não estou aqui com procuração para defender o governo e nem quero defendê-lo no assunto a que o deputado se referiu, mas sim quando ele fala do secretário da Fazenda, Max Bornholdt.

Eu achei agressivo demais o depoimento de s.exa. em relação ao secretário Max Roberto Bornholdt, porque com a ação que o partido do deputado Joares Ponticelli entrou contra o governo, num primeiro momento colocou indisponíveis os bens do secretário da Fazenda. Entendo que é uma punição extremamente severa, para um caso que ainda não foi julgado, ou seja, a juíza colocar indisponíveis os bens de um secretário, seja ele quem for.

Mas o secretário Max Roberto Bornholdt, o homem, o cidadão Max Roberto Bornholdt conheço pessoalmente. Não sou do seu partido. Somos e já fomos adversários. Mas quero afirmar, aqui desta tribuna, que o secretário Max Roberto Bornholdt é homem honrado, que sempre, nas histórias de Joinville, foi reconhecido por ser um cidadão que empresta seu nome às causas sociais. Lá em Joinville é advogado, não homem público. Mas mesmo no seu escritório particular atendeu muitas pessoas e muitas empresas gratuitamente.

Ele realmente é uma figura que todos respeitam, não só em Joinville, mas em toda a região, pela sua honradez e pela competência. É um dos advogados mais destacados do estado de Santa Catarina e do nosso país.

Por isso, entendi que foram agressivas demais as colocações feitas pelo deputado Joares Ponticelli.

Ele é compadre do governador! É o pai do vice-prefeito de Joinville! É compadre do governador porque são amigos há muito tempo e isso é público e notório. Eu, se tivesse um compadre como Max Roberto Bornholdt, ficaria muito honrado. E tenho vários deles, que são meus melhores amigos. Muitas vezes entregamos nossos filhos e as coisas que temos em família nas mãos de pessoas que chamamos de compadres porque elas são as melhores pessoas que nós conseguimos escolher. Não traríamos para ser padrinho de casamento ou padrinho de um filho, uma pessoa, deputado Duduco, que não fosse da nossa confiança. Portanto, ser compadre não é demérito nenhum!

Entendo que o deputado Joares Ponticelli exagerou nisso. O secretário Max Roberto Bornholdt é compadre do governador? É! É pai do vice-prefeito de Joinville, Rodrigo Bornholdt, atualmente? É! Mas quanta honra ser pai de um moço de sucesso como Rodrigo Bornholdt, que caminha os seus primeiros passos pela política e já é vice-prefeito da maior cidade do estado de Santa Catarina!

Portanto, vou voltar a esta tribuna para falar deste assunto na presença do deputado Joares Ponticelli, que hoje não está nesta sessão. Mas desde já quero dizer que entendi como injustas as colocações feitas pelo deputado.

Muito obrigado, sr. presidente por estes minutos, mas eu gostaria de voltar ao tema oportunamente.

(SEM REVISÃO DO ORADOR)