40ª Sessão Ordinária - 17/05/2007
O SR. DEPUTADO JOÃO HENRIQUE BLASI - Sr. presidente, srs. deputados e sras. deputadas, na sessão de ontem ocupei esta tribuna para fazer algumas considerações a respeito do movimento reivindicatório dos servidores da Segurança Pública de Santa Catarina. E quero destacar três pontos que se constituem em uma síntese do meu pensamento a respeito dessa questão.
Primeiro, expressei naquela oportunidade, e faço questão de agora reafirmar, o meu apreço pessoal como cidadão - e por ter sido secretário da Segurança Pública - em defesa de todos quantos labutam na difícil atividade de manter a segurança pública em Santa Catarina. Segundo, reconhecer o direito que lhes assiste de reivindicar melhorias salariais. E terceiro, reafirmar os números que ontem trouxe ao conhecimento dos srs. deputados de Santa Catarina, que mostram, como também há pouco disse o eminente deputado Sargento Amauri Soares, que parte considerável da Lei Complementar n. 254/2003, foi cumprida.
E nós continuamos batalhando para que o cumprimento avance de maneira significativa. Tanto que ontem, ao final da nossa sessão, fui procurado pelo deputado Sargento Amauri Soares, legítimo representante desse segmento, e oportunizei a s.exa. um contato que acabou acontecendo aqui na Assembléia Legislativa, inclusive por deferência no gabinete do deputado Sargento Amauri Soares, com a presença de nada mais nada menos do que o secretário de Coordenação e Articulação, do secretário da Administração e do secretário da Segurança Pública, que estiveram com o deputado Sargento Amauri Soares prestando esclarecimentos. Na oportunidade reafirmaram que os números estão sendo verificados, estão sendo checados com a boa vontade e a seriedade que o governo sempre teve para tratar dessa questão.
Mas quero também, nesta oportunidade, ocupar-me de um assunto que foi ventilado por outros srs. deputados aqui desta tribuna e também me regozijar com a decisão havida, de parceria entre o governo do estado de Santa Catarina e o governo federal, para nós ampliarmos a Oncorrede no estado de Santa Catarina. É, efetivamente, mais uma demonstração clara da política da descentralização e da desconcentração da máquina pública, fazendo com que em diversas cidades ou pontos de Santa Catarina possa ser disponibilizado esse atendimento especializado e fundamental na área da oncologia.
Por essa parceria imprescindível, quero cumprimentar o governo federal, que se associou ao governo do estado para podermos juntos dar a população esse atendimento. Atendimento dado a uma pessoa que vive uma situação fragilizada, deputado Antônio Aguiar, e que para se locomover lá de sua longínqua Canoinhas para Florianópolis, já é uma dificuldade. Então, no momento em que esse serviço é disponibilizado lá na ponta, ganha-se em qualidade de vida e ganha-se também em excelência nessa política pública que é realmente muito importante. E essa decisão também vem ao encontro do reforço e do reconhecimento pelo governo da imprescindibilidade do papel desempenhado pelo Cepon - Centro de Pesquisas Oncológicas em Santa Catarina -, que é o responsável pela política pública em nosso estado na área da oncologia.
O Sr. Deputado Antônio Aguiar - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO JOÃO HENRIQUE BLASI - Pois não, ouço a esse propósito o deputado Antônio Aguiar.
O Sr. Deputado Antônio Aguiar - Eu gostaria, neste momento, de restabelecer a verdade a respeito de um fato acontecido na terça-feira, nesta Casa, relativo à Saúde.
Srs. deputados, na verdade, houve uma encenação por parte das deputadas Ana Paula Lima e Odete de Jesus neste plenário, sobre o uso de uma luva em uma cirurgia realizada no Hospital Celso Ramos. Primeiro, porque o paciente não tinha colostomia, ou seja, não era esse o caso. O paciente foi atendido no Hospital Celso Ramos com o diagnóstico de abdômen agudo e depois de feito esse diagnóstico, o paciente foi operado. Ele tinha um abscesso abdominal, uma apendicite supurada e precisava drenar aquele processo infeccioso, quer dizer, drenar a sua secreção. E esse não é caso de bolsa de colostomia, mas de drenagem. E para que ficasse mais perfeita, colocaram, sim, uma luva para dar suporte à secreção purulenta que sai do abdômen do paciente. Essa é a verdade!
Então, a deputada Odete de Jesus pediu a saída do diretor do Hospital Celso Ramos! Ora, isso é uma incoerência. Acho que a deputada acusou, julgou e sentenciou sem ter conhecimento de causa. Por quê? Porque o dr. Getúlio Rodrigues Filho, que é o diretor, é uma pessoa de bem! É um médico anestesista, um especialista que está contribuindo com a sociedade, fazendo o seu trabalho com a maior correção possível! E nós chegamos aqui e simplesmente pedimos a saída do diretor por um fato inverídico, um fato que não é verdadeiro?!
Então, nós queremos aqui restabelecer a verdade! E hoje o paciente está passando muito bem e está prestes a receber alta. Isso significa competência do hospital e dos nossos médicos.
Parabéns, aos médicos do Hospital Celso Ramos! Continuem brigando pela nossa saúde!
O SR. DEPUTADO JOÃO HENRIQUE BLASI - Agradeço, deputado Antônio Aguiar, a intervenção de v.exa., que fala com o conhecimento de causa de médico que é e traz um esclarecimento de um fato importante para um assunto que mereceu grande destaque na mídia e natural repercussão aqui na Assembléia Legislativa. E é sempre importante que haja a possibilidade do contraponto e de franquear o direito de defesa, para que pessoas não sejam injustamente acusadas e não haja, como dizia, deputado Antônio Aguiar, a possibilidade de se ferir reputações por entendimentos inadequados ou por vinculação de fatos que não correspondem exatamente à expressão da verdade.
Conheço pouco o dr. Getúlio Rodrigues Filho, diretor do Hospital Celso Ramos, que não tem vinculação política com ninguém. É um profissional da área, que vive o cotidiano do hospital de manhã cedo até a noite, e, portanto, merecedor de respeito e consideração.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)