Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Professor Grando

40ª Sessão Ordinária - 17/05/2007

O SR. DEPUTADO PROFESSOR GRANDO - Sr. presidente, companheiros deputados, nós presenciamos e participamos, ontem, de uma explanação do BRDE, Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul, ocasião em que foi dito que há recursos disponíveis principalmente para a agricultura, para a indústria e para o saneamento. Portanto, cabe agora a nós, parlamentares, que somos mediadores, fazer com que os prefeitos, as forças vivas de cada poder local, utilizem esses recursos porque saneamento não é custo, é investimento, pois em cada real investido em saneamento economizamos cinco em saúde.

Quero dizer também que outras instituições, em nível federal, pertencentes ao povo brasileiro começaram a se preocupar com os municípios. A Caixa Econômica Federal criou a sala dos municípios, que vai agilizar a democracia. Da mesma forma, o Banco do Brasil também dá atendimento e tem a sua sala dos municípios para resolver os principais problemas.

Então, se quisermos ter uma melhor qualidade de vida, e essa é a função da política, temos que tratar das obras enterradas, das obras de saneamento.

Mas eu não poderia deixar de elogiar, srs. deputados, a Oncorrede. São 11 municípios que vão evitar um pouco, não totalmente, não tenho dúvida, a "ambulancioterapia". Mas essa rede se formou por quê? Porque há uma parceria entre o governo federal, o governo estadual, os governos municipais e os hospitais comunitários, para os quais temos um projeto de lei que prevê que lhes sejam destinados 10% do que é arrecadado com multas de trânsito e com acidentes provocados pelo trânsito.

Trata-se de um exemplo de descentralização e de desconcentração, até porque é um credenciamento somente para operações oncológicas, mas virá, no futuro, a quimioterapia, a radioterapia, ou seja, um atendimento mais perfeito. Então, cada município começa a ser capacitado para um atendimento completo.

Da mesma forma, esse avanço tecnológico que vai acontecer nessa rede oncológica já ocorre para o tratamento das coronárias, do coração. Eu presenciei, e o deputado Elizeu Mattos também é testemunha, em Correia Pinto, a ampliação do hospital. Através de vídeo pude acessar todos os sistemas de aconselhamento para melhor atender o paciente lá do interior do nosso estado. A eletrocardiologia também vai ajudar nessa análise, junto ao sistema de vídeo montado.

Então, a tecnologia é muito importante e isso só ocorre quando temos um governo descentralizado e desconcentrado, porque o monopólio da tecnologia sempre foi da classe dominante e isso sempre foi negado ao povo porque era caríssimo. Agora estamos tendo um exemplo, tanto na área da oncologia quanto na área do coração, de como é possível descentralizar e dar acesso à tecnologia a todos os catarinenses.

Eu vou ler algo muito importante a esse respeito.

(Passa a ler.)

"Diante dos engarrafamentos diários nas pontes que dão acesso à Ilha de Santa Catarina e de outros problemas viários na Grande Florianópolis, órgãos do governo do Estado estudam alternativas. Os investimentos e mudanças analisados sempre consideram a redução das emissões de gases que causam o aquecimento global, diz o presidente do Departamento Estadual de Transportes e Terminais (Deter), Luiz Carlos Tamanini."

Em uma hora de engarrafamento, a emissão de dióxido de carbono vai aumentar o efeito estufa. E devido a essa alteração da nossa temperatura, v.exas. podem imaginar o quanto esses engarrafamentos, às 18h, na nossa ponte, na Grande Florianópolis, contribuem para o aquecimento global?

(Continua lendo.)

"Com mais urgência podem ser adotados corredores para ônibus, garantindo mais rapidez ao transporte coletivo, ou a cobrança de pedágio urbano em alguns acessos, o que está descartado, para inibir o uso..."

(Discurso interrompido por término do horário regimental)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)