61ª Sessão Ordinária - 22/07/2008
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Muito obrigado, sra. presidente deputada Ana Paula Lima.
sras. deputadas e srs. deputados, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital e demais pessoas que nos acompanham nesta sessão, tenho aqui em mãos e quero mostrar a todos os deputados e telespectadores da TVAL, um retrato do outdoor que a Aprasc colocou na cidade de Laguna, como sempre na campanha pelo cumprimento da parte que falta pagar da Lei n. 254, que é a lei salarial dos Policiais, dos Bombeiros Militares e Agentes Prisionais no estado de Santa Catarina.
Essa campanha continua e nós vamos trabalhar na perspectiva de uma negociação produtiva e efetiva nas próximas semanas com o governo do estado.
Temos, no entanto, nesse começo de semana, uma denúncia para fazer, uma vez que fomos procurados, na manhã de hoje, por três diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados - Sindpd. Vamos registrar alguns fatos ocorridos na tarde de ontem no Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina, o nosso Ciasc.
O Sindpd, que está desde o mês de fevereiro na campanha salarial, está pedindo uma audiência com o presidente do Ciasc, o sr. Hugo César Hoeschl. E nessa semana o sindicato definiu em assembléia que vai fazer uma série de mobilizações lá no Ciasc. Serão atos com duração de até 33 minutos de paralisação das atividades todos os dias, às 17h, numa alusão ao 33º aniversário do Ciasc. A empresa completará 33 anos e o sindicato está propondo a paralisação por 33 minutos para debater o assunto da campanha salarial deste ano. Foram até lá ontem, colocaram faixas e o vice-presidente da empresa e diretor técnico retirou-as. E o que diziam as faixas? "Chega de desrespeito. Vamos à negociação já". Esta é a grande ofensa que a diretoria do Ciasc achou que os trabalhadores e o sindicato estavam fazendo. E o vice-presidente retirou a faixa.
Então, os diretores do sindicato foram procurar esse vice-presidente e diretor técnico ao mesmo tempo para negociar a possibilidade de colocar novamente a faixa. E estavam conversando com ele no corredor central do Ciasc quando chegou um assessor da presidência, que é o chefe-de-gabinete do presidente, cujo nome é Luiz Fernando Capela, ofendendo e agredindo os diretores do sindicato e demais trabalhadores que estavam ali por perto. Inclusive, chegou a acertar um soco, um murro no braço da presidente do Sindpd, a Jeanne, e disse os mais esquisitos impropérios que não são dignos de nenhum servidor público, que nenhum servidor público pode pronunciar em qualquer circunstância, muito menos o chefe-de-gabinete do presidente de uma empresa pública. Uma das palavras que posso pronunciar aqui é que ele chamou a presidente do sindicato de vagabunda, deputado Silvio Dreveck. E vagabunda, como ele chamou a Jeanne, a presidente do sindicato, uma trabalhadora de 33 anos na empresa, uma senhora mãe de família, é a palavra que posso pronunciar aqui. As outras eu não posso nem dizer.
Então, quanto a esse absurdo que está colocado - e evidentemente eles vão procurar, inclusive, os meios legais para se ressarcir -, quero requerer ao governo do estado e ao presidente do Ciasc duas coisas muito simples, e que já deveriam estar acontecendo há muito tempo: a negociação com o sindicato a respeito da reposição salarial para este ano de 2008. E isto é o mínimo que um presidente da empresa deve fazer, ou seja, negociar com os representantes dos trabalhadores. Então, a abertura da negociação. E nós, como parlamentar, colocamo-nos à disposição desse diálogo.
Outra coisa: que ele afaste esse diretor porque é um desequilibrado ou estava fazendo isso para provocar um clima e criminalizar o sindicato. Mas ele não caiu nessa armadilha e vai recorrer aos órgãos competentes para que esse irresponsável responda pelos atos.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)