20ª Sessão Ordinária - 26/03/2008
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Muito obrigado, sr. presidente.
Srs. deputados, sras. deputadas, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, servidores e servidoras públicas do estado de Santa Catarina, demais pessoas que nos acompanham nesta sessão.
Nós temos ouvido falar aqui desta tribuna, nas últimas semanas, sobre a situação difícil pela qual passam os usuários da BR-101, no sentido norte, que precisam cruzar a ponte, a BR-101 sobre o rio Itajaí-Açú; os trabalhos que estão sendo feitos de recuperação da ponte e da construção da passarela de pedestres.
Eu tenho recebido também reclamações das pessoas que moram na cidade. Isso é um fato, porque quem precisa usar a BR-101 para trafegar do norte do estado para o sul, ou vindo do Paraná para Santa Catarina, ou daqui do sul para o norte do estado, ou para o Paraná e assim por diante, precisa passar por cima da ponte do rio Itajaí-Açú pela BR-101. Se for verdade que para esses usuários é um suplício a BR-101 e aquela obra naquele local, não é menos verdade que é um suplício também para quem mora em Itajaí, em Navegantes, em Blumenau, em Gaspar, em Ilhota e em outras cidades às margens da BR-470. Porque aquela obra não está sendo realizada tão-somente na BR-101, é justamente aquele trecho que, além de cortar o eixo norte-sul do rio Itajaí, corta o eixo leste-oeste, pois é ali a intersecção com a BR-470.
Então, cria toda uma dificuldade e temos também recebido reclamação de moradores de Itajaí e região que estão pedindo: "Deputado, tem que falar mais neste assunto. Não é possível ficarmos duas horas toda vez que precisamos atravessar aquela ponte ou transitar naquela área."
Nós sabemos que também a cidade de Itajaí e Navegantes comungam entre si muitas atividades econômicas, comerciais, transporte de trabalhadores que moram numa cidade e trabalham em outra, ou transporte de usuário de serviço de uma cidade para outra. Existe, então, todo um conjunto de reclamação que faz muito sentido. E as pessoas não se conformam.
Nós sabemos que a comissão de Transporte esteve lá fazendo uma vistoria na presença do presidente da comissão, deputado Reno Caramori, que conversou com o engenheiro, com os responsáveis pela obra, que apresentaram uma série de justificativas. Só que as pessoas de lá não concordam, elas acham que é possível ter mais operários trabalhando lá, que é necessário haver mais fiscalização por parte da polícia. Então, essas pessoas estão cobrando isso, porque muita gente mora naquela região e com certeza dos seis milhões de catarinenses, um milhão vê-se afetado todos os dias com essa obra.
É preciso que seja pelo menos acelerada a conclusão dessa obra. Não é possível que tão poucos operários estejam trabalhando lá, é o que dizem as pessoas da região.
E, acompanhando pela imprensa, eu vi que das 3h às 7h pára a obra, ou seja, eles só trabalham até as 3h. Então, não é problema trabalhar à noite, mas das 3h às 7h fecha a obra, pára, e é justamente esse horário de menor circulação, tanto de veículos de carga, caminhões, quanto de automóveis. E é justamente nesse horário que deveriam colocar mais operários e intensificar o serviço.
Mas por falar em rodovia, quero ler uma notícia de hoje do Diário Catarinense, página 16.
(Passa a ler.)
"Concessão nas rodovias é negócio mais rentável
Liderança do setor de pedágios é atribuída à menor necessidade de investimentos e ao aumento do volume de tráfego.
Relação entre o lucro líquido e o patrimônio foi de 33,9%, bem a frente dos bancos do setor financeiro". Ou seja, nenhum negócio dá mais dinheiro do que pedágio em rodovia, o que justifica o que eu falei aqui na semana passada, que instalar e receber concessão de pedágio dá mais dinheiro do que roubar em qualquer parte deste nosso país e nós temos que nos manter...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)