106ª Sessão Ordinária - 18/11/2009
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, pessoas que nos acompanham pela TV Assembleia e presentes neste Parlamento, é muita coisa para conseguir falar em cinco minutos, deputado Moacir Sopelsa, então, vamos abordar apenas os assuntos mais urgentes.
Quero registrar a presença, neste Parlamento, na tarde de hoje, do soldado Paulo Joaquim Rodrigues, do soldado Rodrigues que, na verdade, deputado Reno Caramori, foi um dos 11 excluídos da Polícia Militar do estado de Santa Catarina por ter reivindicado melhores condições de vida, de trabalho, por ter reivindicado aquela lei que foi aprovada aqui, em 2003, a Lei n. 154.
O Rodrigues é nosso companheiro, uma pessoa excepcional, com um caráter extraordinário, pessoa de convicção filosófica e religiosa, e está aqui, inclusive, acompanhando este pronunciamento. Depois ele irá ao Hospital Lara Ribas, da Polícia Militar, fazer os exames necessários, porque para ser excluído também precisa ouvir o médico dizer que ele pode ser excluído, ou seja, o castigo é completo. Já são 11 exclusões e talvez chegue a muito mais.
Mas de tão generoso e grande que é o soldado Rodrigues, quando ele percebeu a presença do comandante-geral da Polícia Militar na Assembleia, decidiu que queria falar com o comandante. E esperou sentado até que o comandante se aproximasse, a fim de desejar paz ao comandante.
Realmente, é de muita grandeza o soldado Rodrigues, um excepcional policial militar, de excepcional caráter humano, como, aliás, também são os outros dez que foram excluídos e os outros tantos que estão na fila.
Portanto, a nossa homenagem ao soldado Rodrigues, que para nós será sempre o soldado Rodrigues, eis que vamos reverter essa injustiça nem que seja a última coisa que façamos na nossa vida. Um dia haveremos de ter um governo neste estado que resolva fazer justiça com esses companheiros.
Quanto à forma como estão sendo tratados esses companheiros policiais militares no Conselho de Disciplina, nem bandido da pior espécie nem estuprador é tratado assim em nosso país. É muita humilhação, é um calvário de humilhações até a entrega da farda para ir embora. Mas um dia haveremos de ter um governo neste estado que supere essas injustiças e, quem sabe, ainda seja possível suprimir e curar essas feridas. Mas não é certo que se possa.
Quero registrar também que na quinta-feira passada vi aqui o pessoal do comando de greve da Saúde e saí consternado devido ao abandono, pelo poder público estadual, de uma categoria em greve. Quiçá nesta semana retornem as negociações, no sentido do que o deputado Darci de Matos indicou aqui, quiçá!
Suspenderam a greve, mas estão esperando uma solução para esse caso, uma proposta que caminhe no sentido de discutir um dos pontos da imensa pauta que eles têm tentado discutir ao longo dos anos, uma data possível para a incorporação desse abono que o governo definiu. Quiçá se consiga uma negociação, e eu torço com todas as forças para que isso aconteça.
Por último, registro a presença dos agentes prisionais. Inclusive, tudo indica que na tarde de hoje ainda poderemos aprovar o PLC 0056/2009, que dispõe sobre o plano de carreira dos agentes prisionais de Santa Catarina.
(Palmas das galerias)
A categoria está em greve e, sinceramente, é preciso ver isso, porque existe a questão do risco de vida, que é um problema. Mas também existe aqui, na verdade, uma conquista histórica que a categoria defende. E vamos trabalhar no sentido de aprovar ainda na Ordem do Dia de hoje o plano de carreira dos agentes prisionais de Santa Catarina, que tem sido uma luta.
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(Palmas das galerias)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)