36ª Sessão Ordinária - 22/04/2014
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SORES - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, pessoas que nos acompanham nesta manhã de terça-feira neste Parlamento, pela TVAL ou pela Rádio Alesc Digital, eu não tive a oportunidade de fazer, na semana passada, a homenagem aqui ao delegado Renato Hendges, conhecido como Renatão, que faleceu na última quarta-feira. Inclusive, em virtude do seu falecimento e velório na última quarta-feira, a sessão que deveria ocorrer à tarde não pode começar por ausência de quórum. Eu mesmo estive lá ao meio-dia e encontrei diversos outros colegas deputados chegando ao velório do delegado Renatão. E a homenagem que faria na quarta-feira não consegui fazer e, portanto, quero fazê-la agora.
Com certeza, o delegado Renatão foi o ícone da Segurança Pública no estado de Santa Catarina, um policial civil bastante respeitado por todos os seus pares policiais civis e respeitado no conjunto da segurança pública catarinense.
Portanto, merecem a nossa homenagem e a nossa solidariedade todos os familiares e todos os policiais civis do estado de Santa Catarina.
É evidente que, ao longo dos últimos anos, conversamos bastante e por vezes no debate de política de segurança pública e especificamente de política salarial para os servidores da segurança pública nós tivemos opiniões divergentes em algumas oportunidades. Mas, no geral, no debate da segurança pública, com certeza sempre mereceu o nosso respeito e a consideração de todos os policiais do estado de Santa Catarina.
Fica aqui, portanto, também a nossa homenagem ao delegado Renatão, aos seus familiares e aos policiais civis que trabalharam com ele ou, mesmo não tendo trabalhado, que conheciam e respeitavam a sua postura profissional e o seu empenho em defesa da segurança pública catarinense.
Também preciso comentar, e não teria como passar essa primeira sessão sem fazer esse comentário, acerca do trabalho realizado pela Polícia Militar na intermediação do confronto entre segmentos da sociedade no norte da ilha no último feriado. O retorno de integrantes da Ocupação Amarildo para um terreno no Rio Vermelho levou ao conflito com aquilo que se tem chamado de setores da comunidade do Rio Vermelho.
Acho que precisa ser avaliado, inclusive, quem eram efetivamente esses integrantes da comunidade do Rio Vermelho, porque existem interesses econômicos bastante importantes naquela região e pode ter havido uma mobilização que não foi tão espontânea como se tenta publicar. Uma mobilização da comunidade do Rio Vermelho pode não ter sido tão espontânea como se tem dado notícia nas últimas horas aqui no estado, e, repito, em virtude, inclusive, dos múltiplos e diversos interesses econômicos bastante poderosos sobre as terras daquela região.
É curioso registrar que aquela terra pertencia a um traficante chamado Paulinho da Matriz e foi expropriada pelo governo federal justamente por ser terra que provavelmente o traficante adquiriu. E se adquiriu legalmente, adquiriu com recursos do crime.
Mas a observação para reflexão de todos aqueles que estão conseguindo refletir ainda a respeito disso, é que não vemos geralmente manifestação de repúdio à ocupação e à vizinhança de traficantes. E houve com relação aos pobres que estavam lá naquela área que era de um traficante e que hoje é terra da união.
Mas, enfim, tomei a iniciativa de falar sobre isso para parabenizar a postura da Polícia Militar, que, se não fosse a sua postura, teria acontecido uma tragédia naquela região entre o dia da Páscoa e ontem.
Então, é preciso registrar isso, dos contatos que fizemos e dessa intervenção. E essa precisa ser, e tem sido, a atitude da Polícia Militar aqui no estado de Santa Catarina...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)