Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Dieter Janssen

29ª Sessão Ordinária - 10/04/2012

O SR. DEPUTADO DIETER JANSSEN - Sr. presidente e srs. deputados, nossa fala de hoje vem ao encontro do assunto levantado pelo deputado Jailson Lima na parte da manhã e que acompanhamos pela imprensa. Por isso, queremos parabenizar o governo federal pela atitude.

Há dez anos, quando éramos secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, já criticávamos os juros elevados cobrados pelos nossos bancos. Então, houve uma alteração por parte da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, ou seja, a diminuição dos juros. Estava olhando o extrato bancário da minha conta e percebi que o Banco do Brasil chega a cobrar 9% de juros ao mês dos seus clientes, o que, com certeza, dificulta o acesso ao crédito. O pequeno empresário e o microempresário que necessitam de uma pequena linha crédito, às vezes, por um sufoco, por uma folha de pagamento, um apoio no seu caixa, um juro muito alto.

Então, houve uma diminuição de até 67% na taxa do cheque especial por parte do Banco do Brasil, chegando a 45% a diminuição dos juros praticados pela Caixa Econômica Federal, na questão da compra de bens e serviços. Na aquisição de bens, então, você vai comprar uma geladeira, um eletrodoméstico no comércio, enfim, no caso do parcelamento você, com certeza, terá uma grande diferença no total do bem adquirido.

Então, como coloquei aqui, para o nosso pequeno empresário, o nosso consumidor final será com certeza mais interessante na hora de acessar o crédito. Isso vem afirmar o pensamento da nossa presidenta, do governo federal, em fazer essa diminuição.

Com relação à desindustrialização, na semana passada a classe empresarial obteve uma série de conquistas, pois o governo federal tomou medidas com vistas a melhorar a condição de competitividade dos produtos brasileiros. Com certeza, é um apoio importante, que vem numa hora em que passamos por um período de adaptação. Há países que remetem os seus produtos e disputam mercado com o produto nacional. Então, acho que é um apoio bastante importante e vem fazer com que a indústria possa ter mais condições de chegar mais perto do bolso do brasileiro.

Defendemos também, na mesma linha de apoio à nossa indústria, a geração de emprego para a população. No geral, defendemos a reforma tributária, pois os bancos captam muito barato e colocam no mercado com juros de 9%. Então, os bancos tinham um lucro muito alto.

Defendemos também a questão da reforma tributária, só que para isso precisamos de mais espaço e vamos trazer o assunto num próximo momento.

Esse é um assunto que precisa ser discutido, a fim de fazer com que todos paguem seus impostos para que o nosso Brasil consiga arrecadar mais. Hoje, quase 50% do mercado estão na informalidade. Então, precisamos trazer as empresas e as pessoas que gostariam de estar em dia com o fisco para a formalidade, ou seja, temos que fazer com que consigam recolher os seus impostos em dia. Porque assim, nós, com certeza, teremos um Brasil com mais arrecadação, todos pagando menos, mas com a soma dos impostos aumentando a arrecadação. Inclusive, colocamos na nossa audiência da saúde, na semana passada, que dali poderiam vir os recursos necessários para investir mais e fazer a correção da tabela do SUS, que está tão defasada.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)